Publicado por: Felipe Cruz em: 29 Junho 2009
Mesmo sem o resultado da autópsia, que deve ser divulgado em até 6 semanas, os familiares do astro apontam uso indevido de medicamentos que Jackson usaria para amenizar dores. E afirma que quer dois dos três filhos do cantor
A família de Michael Jackson está indignada com a morte do super astro. Ao mesmo tempo em que aponta a possibilidade de Jackson ter sofrido uma overdose de morfina ou de remédios para dor, como o Demerol (similar a morfina), afirma também que irá brigar na justiça pela guarda de dois dos três filhos de Michael com a enfermeira Debbie Rowe – Paris e Michael Jr – que estavam com o pai após acordo judicial com a ex-mulher.
Debbie Rowe ficou casada com Jackson entre 1996 e 1999. Em 2005, depois de uma disputa judicial, o cantor ficou com a guarda de Paris e Michael Jr. O futuro do filho mais novo de Jackson, Prince ‘Blanket’ Michael Jackson II, também é incerto. A mãe, por contrato com Jackson, nunca teve a identidade revelada. Por enquanto, as três crianças estão em casa, sendo cuidadas pela babá Grace. Segundo o advogado da família, Brian Oxman, o mais provável é que as crianças fiquem com a avó Katherine, mãe de Jackson.
As reais circunstâncias a respeito da morte só deverão ser esclarecidas entre seis e oito semanas, até que os médicos tenham terminado de realizar os exames toxicológicos. O corpo do cantor foi submetido a uma autópsia às 8h de ontem (12h de Brasília) que durou três horas, mas não revelou indícios da causa. A hipótese de um trauma externo, como uma queda, por exemplo, foi descartada. Os familiares disseram que só darão detalhes do funeral quando o corpo for liberado.
A transcrição da chamada telefônica para o serviço de emergência no momento da morte de Jackson, divulgada pelo site TMZ, mostra que o astro estava sendo acompanhado pelo médico Conrad Robert Murray, que prestou os primeiros socorros. O médico era o responsável por ministrar injeções com os medicamentos no cantor e, por isso, seu depoimento, ainda sem data definida, é aguardado pelos policiais.
Murray não teria deixado os paramédicos do resgate anunciarem a morte antes de o corpo ser encaminhado ao hospital. Ainda segundo o portal TMZ, que ouviu os representantes da turnê que começaria no próximo mês, o artista se atrasava para os ensaios e geralmente se encontrava em estado letárgico. O legista que foi encarregado da autópsia é Lakshmanan Sathyavagiswaran, conhecido por ter sido testemunha-chave no julgamento por assassinato contra o atleta O.J. Simpson.
A herança de Michael Jackson é outra incógnita. O cantor estava com uma dívida superior a US$ 500 milhões e pretendia saldá-la com o lucro dos 50 shows que iria fazer, que poderiam chegar a US$100 milhões. Segundo o jornal americano The Wall Street Journal, a dívida chegava a este valor, mesmo depois de o artista ter vendido 750 milhões de discos e ter arrecadado mais de US$700 milhões. Segundo a rede de TV NBC, o valor do patrimônio do astro pode passar de US$1 bilhão, mas seus gastos mensais superavam US$30 milhões.
Estátua no Rio
No Rio de Janeiro, o governador Sérgio Cabral anunciou ontem que vai construir uma estátua do cantor na laje onde ele filmou, em 1996, no morro Dona Marta, cenas para o clipe da música They Don’t Care About Us. O governador diz ter tomado a decisão após considerar a importância do local para os moradores da comunidade. O decreto que criará o Espaço Michael, como já está sendo chamado, está programado para ser publicado na segunda, dia 29.
Por: Felipe Branco Cruz, Fernanda Brambilla e agências internacionais
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