Início > Literatura > Chico Xavier agora em quadrinhos

Chico Xavier agora em quadrinhos

Antes do centenário do médium, em 2010,
editora lança sua história em formato diferente

Por: Felipe Cruz

Chico Xavier só completaria 100 anos em 2010. Mas antes mesmo de a efeméride chegar – e de estrear o filme sobre sua vida dirigido por Daniel Filho –, o mais famoso médium brasileiro terá sua trajetória contada em quadrinhos. Chega este mês às livrarias, lançado pela Ediouro, o livro Chico Xavier em quadrinhos – A vida do Grande Espírita Brasileiro, com roteiro de Franco de Rosa e ilustrações de Rodolfo Zalla.

“Foi difícil, na verdade, resumir toda a sua história em apenas uma edição de 64 páginas. O volume de acontecimentos que envolvem sua vida é muito grande”, diz o roteirista Franco de Rosa.

Para resumi-la, portanto, Rosa escolheu acontecimentos em que Chico Xavier foi o protagonista e não apenas um instrumento a serviço do mundo espiritual. “Chico trabalhava muito e dormia pouco. Por isso focamos nos períodos da infância e juventude.”

Dentre as passagens retratadas nos quadrinhos, estão os maus-tratos da madrasta, a descoberta da mediunidade, o contato com a mãe morta, o dia em que ele conheceu Emmanuel (o seu ‘espírito guia’), suas apresentações na TV Tupi e o dia em que Chico convenceu um juiz de direito, por meio de uma carta psicografada, da inocência de uma pessoa que estava presa por assassinato.

Cristina Fernandes, editora da Ediouro, explica que o lançamento da obra tem tudo a ver com o centenário do médium, no ano que vem. “Procurávamos por um diferencial. Até hoje, apesar de existirem diversas obras falando da vida de Chico, nenhuma foi lançado em formato de quadrinhos”, diz Cristina.

Os desenhos são em preto e branco, com traços sóbrios. “É uma graphic novel. São quadrinhos que também vão agradar aos adultos”, diz Rosa. A escolha por este formato não foi feita ao acaso: a equipe optou por usar preto e branco por considerar que “tem mais a ver com a mensagem” que gostaria de passar sobre o médium.

Os desenhos foram feitos com nanquim, grafite, lápis de cor e caneta esferográfica pelo desenhista argentino Rodolfo Zalla. “Trata-se de um texto bem cuidado. Muito material foi pesquisado até chegarmos a este resultado. Acho que os desenhos respeitaram a iconografia de Chico”, diz Zalla. Ele e Franco Rocha, os dois autores da obra, não são espíritas.

Ao final do livro, há um capítulo em texto corrido com mais informações da vida e da obra de Chico, de seus livros lançados, do que é a psicografia e da vontade dos brasileiros em indicá-lo ao Prêmio Nobel, o que não se concretizou. Em 2000, Chico foi escolhido em votação popular como o Mineiro do Século, superando personalidades como o presidente Juscelino Kubistchek.

CategoriasLiteratura
  1. Nenhum comentário ainda.
  1. No trackbacks yet.