Sem pirueta para voltar aos 17 anos
Astro de ‘High School Musical’, Zac Efron
dança menos e atua mais na comédia ‘17 Outra Vez’
Por: Felipe Cruz
Como toda cria da Disney, Zac Efron, de 21 anos, faz o tipo bom moço e mantém o padrão de qualidade que se vê em Jonas Brothers, Demi Lovato, Chetah Girls e Hannah Montana. Efron ficou conhecido após protagonizar os musicais High School Musical 1, 2 e 3. Lá, além de interpretar, ele cantava e dançava, e virou o queridinho da vez das pré-adolescentes. São elas as mais afoitas pela estreia do filme 17 Outra Vez, que chega amanhã aos cinemas brasileiros.
Mas, o ator não faz força para agradar seu público cativo nesta produção. Exceto por uma cena logo no início do filme, Efron não dança nem canta, só interpreta – o que lhe rendeu críticas positivas nos locais onde o longa já estreou.
O mote é o inverso do clássico Quero Ser Grande (1988), em que o desejo do personagem de Tom Hanks de virar adulto se torna realidade. Neste, Mike O’Donnell (Matthew Perry, o Chandler de Friends), aos 37 anos, descobre que sua vida é uma droga e acredita que tudo começou a dar errado quando, ainda na adolescência, desistiu de uma bolsa de estudos para se casar. Faz o desejo, um milagre acontece e pronto. Começa a clássica comédia americana.
O personagem volta ser um jovem de 17 anos, interpretado por Zac Efron. O ator juvenil convence e durante a projeção é capaz de fazer o espectador acreditar que é mesmo um adulto no corpo de adolescente. “Antes havia várias portas abertas para ele, mas ele abriu mão dessas oportunidades. Tudo se resume àquele dia. Quer dizer, e se você tomasse uma decisão que tornasse a sua vida sem graça e monótona? Claro que você ia querer voltar atrás e mudar isso”, divaga Efron em entrevista aos produtores do filme, cedida pela distribuidora.
Mas O’Donnel não volta no tempo. Ele simplesmente fica mais jovem e se vê em uma situação estranha. Acabou de se separar e tem dois filhos para criar. Claro que nem os filhos nem a ex-mulher sabem que ele rejuvenesceu e, para tentar ajudar a prole, se matricula na escola (na mesma turma da filha mais velha) e vira o melhor amigo do mais novo.
A passagem mais engraçada fica por conta do personagem Ned, único amigo de O’Donnel na adolescência e também na vida adulta. Enquanto a vida de O’Donnel é sem graça, a de Ned é ótima: ele cresceu e ficou bilionário. Viciado em cultura pop e tecnologia, ele tem uma casa que é quase um parque de diversões. Suas sacadas tendem a divertir mais os adultos que os adolescentes.
Claro que o filme explora clichês das escolas norte-americanas. Estão lá as líderes de torcida burras, o jovem metido a valentão e o menino que sofre bullying (rejeitado na escola). Por vezes, passagens com estes personagens deixam o filme com a mesma cara de outras produções – especialmente da Disney.
Em uma cena surreal, Efron está na sala de aula quando a professora começa a falar sobre educação sexual e resolve distribuir camisinhas. O menino se levanta e, em um rompante de fúria, faz um discurso pela abstinência sexual e vantagens de se casar virgem e do amor verdadeiro – bem ao estilo do Jonas Brothers. As coleguinhas suspiram, só os brutamontes da turma torcem o nariz.
No mais, a produção ganha pela novidade da atuação de Efron, além dos passinhos e das canções adolescentes de High School. No mínimo, ele convence o público de que voltou aos 17 anos.

Gostei da sua crítica!
só não gostei do comentário sobre a cena da abstinência sexual. Na verdade, essa não foi uma mensagem que os produtores do filme quiseram passar! Foi apenas o Mike, como pai, falando que era bom esperar pra fazer sexo, simplesmente pq ele não queria que a filha dele transasse com o idiota da escola. Foi a forma q ele encontrou de tentar convencer ela. Ele não pensava exatamente daquela maneira (tanto q ele engravidou a mulher na adolescencia!)
Fora isso, concordo com o q vc disse…
fique atento aos outros filmes do Zac: Me and Orson Welles (q recebeu ótimas criticas) e the death and life of charlie st.cloud (ainda vai ser gravado)