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Esses amigos valem por um milhão

Por: Felipe Branco Cruz

É fácil reconhecer uma grande prova de amizade quando ela ocorre em situações extremas, como em meio a uma guerra ou diante de uma doença incurável. É em momentos como esses, por exemplo, que é possível saber se uma pessoa é realmente sua amiga. Difícil é descobrir uma boa história de amizade dentro de situações comuns, corriqueiras, e que, ainda assim, seja uma grande história. A jornalista catarinense Cleusa Slaviero, de 49 anos, usou a máxima do poeta Vinicius de Moraes – “a gente não faz amigos, reconhece-os” –, para contar, pelo menos, 17 boas histórias sobre esse nobre sentimento, que foram listadas no livro Sobre Amizade (Editora Compactos).

No livro há, é claro, grandes provas de amizades, daquelas de arrepiar, sobre pessoas que se sacrificaram em prol do amigo. Mas há também histórias singelas, entre duas pessoas que foram amigas durante toda a vida. “No fim, eu tinha 55 casos de amizades. Minha maior preocupação ao escolher aqueles que entrariam no livro foi a justamente mesclar histórias extraordinárias e comuns”, explica Cleusa. Todas as histórias descritas são reais e seus protagonistas, pessoas conhecidas da autora ou indicada – por amigos, é claro. “Uma amizade não precisa ter um componente incrível. Pode surgir de um relacionamento muito simples”, diz Cleusa.

Histórias simples e incríveis
Há na obra a história de Isabel Val, que fugiu com a família da guerra de Angola e encontrou abrigo e amizades verdadeiras no Brasil. E também a da fluminense Maria Salete Barbosa, que teve amigos que lhe deram estudo, trabalho, viagens e companheirismo.

Cleusa conta que, entre os homens, os casos de amizade quase sempre envolvem dinheiro. “Há um preconceito muito grande em torno desse assunto e queria colocar no livro o caso de um homem rico e sua relação com os amigos. As pessoas pensam que o rico só quer se relacionar com outro rico ou que os amigos estão com ele por interesse”, diz a autora, que apresenta no livro o personagem Joel Malucelli. “Ele me disse que tinha 200 mil amigos e pediu para que eles contassem sua história. E foi assim que fiz.”

As histórias de amizade relatadas por Cleusa vêm de todo o País, de cidades como Araras (SP), Curitibanos (SC), Curitiba (PR), Barra Mansa (RJ), e até outros países, como Japão, de onde vem a de Debora Almeida. “É um caso de amizade que sobreviveu à distância. Hoje elas se falam sempre pela internet”, conta a autora.

Cleusa diz que resolveu escrever o livro após a morte do irmão. Ela estava na faculdade e os amigos a ajudaram no trabalho de conclusão de curso. “Sugeriram que eu fizesse um livro-reportagem sobre amizades”. O trabalho ficou pronto e serviu de base para esta obra, que foi posteriormente revisada e adicionada de novas histórias. Dos dois anos de pesquisa, o que fica da obra é que, uma das coisas mais importantes que uma pessoa pode conquistar é sua amizade. E, contrariando o Rei, ensina que antes de querer ter um milhão de amigos, melhor mesmo é ter um só, desde que leal.

Exposição Coletivo Teatral Sala Preta

A mostra expõe registros dos quase três anos de trabalhos 
realizados pelo Coletivo Teatral Sala Preta

Quem está acostumado a ver os atores do Coletivo Teatral Sala Preta encenando pelas ruas da cidade vai poder acompanhar uma novidade dos artistas. Na próxima quarta-feira, dia 9, a partir das 19h, o grupo realiza a abertura da Exposição Coletivo Teatral Sala Preta, que irá reunir registros audiovisuais e imagens de fotógrafos e cinegrafistas amadores e profissionais com leituras diversificadas dos quase três anos de experimentações artísticas do Sala Preta, no Centro Cultural Estação das Artes, em Barra Mansa.

Para Rafael Crooz, um dos atores do coletivo, a arquitetura da cidade se tornou o motor para diversos espetáculos produzidos pelo Sala Preta e vem fomentando um amplo desejo de experimentar as diversas possibilidades espaciais para a cena. “Pensar os espaços da cidade e a dinâmica que rege as relações entre seus habitantes/atores, passa a ser um dos eixos de pesquisas do Coletivo e Barra Mansa se torna laboratório para suas incursões”, ressalta.

A exposição é gratuita e fica aberta ao público de 10 a 28 de novembro. Quem quiser conferir o endereço é Rua Orozimbo Ribeiro s/n, Centro – Barra Mansa.

Serviço:

Exposição Coletivo Teatral Sala Preta
Local: Centro Cultural Estação das Artes
Abertura: 09 de novembro

Hora: 19h
Período: 10 a 28 de novembro
Endereço: Rua Orozimbo Ribeiro s/n, Centro – Barra Mansa

NA RUA COM OS PRETOS

Me disse uma vez um dos “pretos”, Rafael: Andréa, acho que essa é a nossa definição, somos ARRUACEIROS1. ADOREI ISSO!

Sempre achei que eles eram especiais, alguns meus alunos, às vezes meus professores. Outros vou conhecendo aos poucos, a cada nova surpreendente atuação.

Naturalmente, os arruaceiros andam em bando, se encontram prá inventar cotidianamente a rua, esse lugar do encontro e da interação, da diferença, da aparente e necessária “desordem”.

Eles são jovens, eles podem, eles devem estar na rua e chamar de volta os não tão jovens, como eu.

Assim, quando me procuram os “pretos”, estou sempre disponível. Conto um pouco do que estudei, conto um pouco do que percebo, conto um pouco das minhas arruaças. Apaixonada por cidade e por Barra Mansa, quero estar sempre perto de gente assim.

A Rua sempre foi o lugar mais privilegiado de Barra Mansa. Intuitiva e sabiamente o Sala Preta percebeu isso, de partida. É na Rua que aqui se desenvolvem as mais fraternas e verdadeiras trocas e relações, os encontros, a cultura e, neste sentido, imbricado na larva cultural, arruaçado, o Sala Preta já é patrimônio deste lugar.

Quando os vi pela primeira vez na rua, mais especificamente na praça da Liberdade, junto ao prédio que teimo em chamar de Cine Palácio, meu peito ardeu de alegria. Eles me reconheciam e mandavam beijinhos, me olhavam nos olhos entre uma cena e outra. Pensei: gente, a rua se acendeu de novo, e é Barra Mansa!

É assim a cada novo espetáculo de gente linda, talentosa, brilhante: Barra Mansa se acende e faz todo sentido viver aqui. A tradição, o carinho dessa gente, os edifícios históricos que teimam em ficar de pé, a estação por onde chegam e são ouvidos esses arautos e que abre agora passagem prá essa mostra.

Fico imensamente feliz por perceber essa cidade desejando também ouvir e ver uma de suas mais originais representações. Onde quer que se apresente, o Sala Preta levará o que retira da experiência vivida neste Lugar.

A partir dos objetos, fotos e imagens dos espetáculos e ensaios, a rua entra na Estação com o Sala Preta, que faz a gente perceber: Barra Mansa permanece.

Andréa Auad Moreira
Arquiteta e Urbanista
Professora Universitária

1 No Dicionário Aurélio, adj. que ou aquele que faz arruaças, desordeiro.

Nasce uma Cidade: Ensaio coro de Atores

Cultura em Barra Mansa. A história da cidade nas ruas pelo grupo teatral Sala Preta

O impressionante vídeo de um prédio desmoronando em Barra Mansa

Minha empreitada cinematográfica

Caros leitores deste humilde blog-monster. Resolvi me jogar no cinema. Já estou com dois filmes em produção. Um é nos moldes de Indiana Jones, passado em uma fazenda deserta na cidade de Bananal. O outro é uma comédia romântica, ambientada durante o carnaval do Rio de Janeiro de 2011. Veja abaixo o trailer dessas duas incríveis produções.

Ficção científica tupiniquim

Por: Felipe Branco Cruz
Fonte: Jornal da Tarde

O escritor Jorge Luiz Calife, 59 anos, não tem celular. “Acho chatíssimo aquela caixinha tocando toda hora”, diz. Mas é considerado um dos grandes autores brasileiros de ficção científica hard, segmento em que os textos são elaborados com rigor científico, com inspiração na astronomia, biologia, genética e computação. Os personagens de Calife, presentes na trilogia Padrões de Contato, escrita há 26 anos, usavam apetrechos tecnológicos que só agora vemos nas ruas, tais como tablets (descrito na obra como videoprancheta), conexões sem fio, memórias digitais no lugar de papel, imagens em 3D, telefones celulares e videoconferências. “Nem toda a tecnologia me entusiasma. Mas eu teria um tablet se não fosse tão caro”.

A trilogia conta a história de Angela, uma humana que se tornou imortal após ter contato com a tríade, uma super inteligência galáctica. Embora a obra seja bem completa, ainda faltava contar os primeiros anos de vida de Angela. Sua história é revelada no novo livro de Calife, publicado recentemente, Angela Entre Dois Mundos, pela editora Devir Livraria. Padrões de Contato, Horizonte de Eventos e Linha Terminal, que compõem a trilogia, lançada entre 1985 e 1991, foram também relançadas em volume único, pela mesma editora. “No Universo, quase tudo é possível. Mas fazer contato com uma super inteligência como a tríade, só seria possível se ela quisesse fazer contato conosco”, diz.

Angela Entre Dois Mundos mostra como a personagem humana – mas que nasceu e cresceu nas luas geladas de Saturno – chega à Terra, no século 25, e encontra um mundo alterado pela mudança climática, com humanos vivendo em residências aéreas, nas nuvens. O planeta é totalmente controlado pela corporação Norland. “As videopranchetas já apareciam no filme ‘2001: Uma Odisseia no Espaço’. Até tinha o logotipo da IBM, que pesquisava sobre o assunto na época em que o filme foi lançado, em 1968”, diz.

Calife faz parte de um seleto grupo de autores que escrevem ficção científica hard. Alguns expoentes desse segmento são Arthur C. Clarke, de 2001: Uma Odisséia no Espaço, H. G. Wells, de A Máquina do Tempo, Isaac Asimov, de Eu, Robô, e Júlio Verne, com seu clássico 20 Mil Léguas Submarinas. Calife ganhou reconhecimento quando, no início da década de 80, Arthur C. Clarke agradeceu a ele, no livro 2010: O Ano Em Que Faremos Contato, pelas ideias dadas pelo brasileiro para a continuação da obra.

Reconhecimento internacional
À época, Calife e Clarke trocaram diversas correspondências, nas quais um comentava o trabalho do outro. “Agradeço ao Sr. Jorge Luiz Calife, do Rio de Janeiro, por uma carta que me fez pensar seriamente numa possível continuação de ‘2001: Uma Odisseia No Espaço’”, escreveu Clarke, na parte do livro dedicada aos agradecimentos. “Mandava um postal do Rio de Janeiro e ele me retornava com um do Ceilão. Se eu tinha alguma dúvida, perguntava para ele e ele respondia”, conta Calife. “A ideia das residências aéreas, que está em meu livro, foi sugestão dele”, revela.

Arthur Clarke talvez tenha sido otimista demais com suas previsões, ao acreditar que o mundo seria muito diferente em 2001. Mas Calife defende o colega. “O futuro previsto por ele aconteceria se a União Soviética tivesse colocado homens na Lua em 1968 ou 69”, explica. “Se isso tivesse acontecido, os americanos teriam construído bases lunares e enviado homens a Marte. Tudo isso foi abandonado quando a União Soviética caiu”.

Hoje, Calife mora em Pinheiral, município de 22 mil habitantes, no interior do Rio de Janeiro. A decisão de viver numa cidade pequena, tomada na década de 90, foi motivada pela violência na capital carioca. “Em Pinheiral, eu tenho uma visão do céu que não se consegue nas grandes cidades. Outro dia, vi a Estação Espacial Internacional, deslizando como uma grande estrela no crepúsculo. Ela é tão brilhante quanto Vênus”. Quando Calife começou a escrever seus livros, a internet ainda era um projeto militar. O autor diz que há informação em todos os lugares. É só saber procurar. “Uma das ideias do meu livro, sobre cidades verticais, são baseadas nas ideias de Paolo Soleri e de Buckminster Fuller. A primeira vez que li sobre eles foi numa edição americana da Playboy”.

Calife escreve sobre temas difíceis, mas também se dedica à literatura infantil, em obras como Onde o Vento faz a Curva, Cecília no Mundo da Lua e Rex, O Cachorro que Tinha Medo de Trovoada. “A linguagem muda. Mas o trabalho de criação de histórias e personagens é o mesmo. As crianças são mais exigentes do que os adultos”.

Caminhos da Cultura em Barra Mansa

Reportagem sobre os Caminhos da Cultura na Cidade de Barra Mansa

Coletivo Teatral Sala Preta no Programa Móbile, da TV Cultura

O Coletivo Teatral Sala Preta, de Barra Mansa, conta como foi a viagem ao Equador, no programa Móbile, da TV Cultura, apresentado por Fernando Faro

 

‘Nasce uma Cidade’ conta a história de Barra Mansa

Abaixo um resumo do que foi o espetáculo de rua feito pela Sala Preta contando a história da cidade de Barra Mansa.

Teatro no meio do mundo

Matéria originalmente publicada no Jornal da Tarde e no O Estado de S.Paulo

Os integrantes da Revuelta às margens do Rio Putomayo. Do outro lado, a Colômbia

Os integrantes da Revuelta às margens do Rio Putomayo. Do outro lado, a Colômbia

Por: Felipe Branco Cruz

Durante 35 dias, cinco integrantes do Coletivo Teatral Sala Preta, de Barra Mansa (RJ), enfrentaram drásticas mudanças de temperaturas, que variavam de 7ºC a 34ºC, ônibus lotados, caminhões, barcas e pequenos botes, viajando pela Floresta Amazônica, pelos Andes e região litorânea, numa viagem pela área fronteira entre o Equador e a Colômbia. Foram mais de 700 quilômetros de percurso, com a finalidade de realizar oficinas culturais e encenar peças teatrais para adultos e crianças que vivem em povoados esquecidos por órgãos públicos e vitimados pela violência do conflito armado colombiano. O objetivo do grupo, que acaba de voltar dessa aventura: levar cultura a esses lugares e chamar a atenção para a questão dos Direitos Humanos.

CLIQUE AQUI PARA LER A REPORTAGEM COMPLETA

Ônibus do Menina Fantástica chega à Barra Mansa e estaciona em local proibido

Eu já sabia que o ônibus iria fazer escala em Barra Mansa, a pacata e aprazível cidadezinha do sul-fluminense. O Dudu, colega meu que mora ali perto da peixaria, ao lado da rodoviária, já tinha me avisado pelo Twitter. Surpresa foi em pleno domingo, depois de voltar de um almoço em família, passar pela pracinha da igreja Matriz e ver o ônibus parado lá. De qualquer forma, a escala em Barra Mansa só aumentou ainda mais a minha convicção bairrista de que a minha cidade é celeiro de mulher bonita. Vide a minha namorada! O único porém, foi que o ônibus estacionou em local proibido, bem ao lado da placa. Ô Guarda Municipal, na hora de me multar, vocês estão lá, e agora, na hora de multar a Globo, cadê vocês? Hein? Hein?

Estacionado em frente a Igreja Matriz

Estacionado em frente a Igreja Matriz

Parado em local proibido. Olha ali a placa. Cade a guarda municipal?

Parado em local proibido. Olha ali a placa. Cade a guarda municipal?

As meninas de Barra Mansa

As meninas de Barra Mansa

Meteoros em Barra Mansa

Interessante esse filme com meteoros atingindo os prédios do UBM

Grupo teatral do Vale do Paraíba participa de missão internacional

Os integrantes do Coletivo Teatral Sala Preta, de Barra Mansa, irão embarcar no próximo dia 29 numa missão de paz internacional. Levando um discurso de preservação ambiental e direitos humanos, o espetáculo “O Cascudo Douradinho em: Amiga Lata, Amigo Rio” irá passar por comunidades localizadas em regiões de conflito armado entre Equador e Colômbia.

Idealizado pela Corporación Humor y Vida, o projeto “Revuelta en la Mitad Del Mundo” reunirá organizações artísticas e sociais vindas da Espanha, Colômbia, Equador e Brasil, representado pelo Coletivo Teatral Sala Preta. Serão 36 dias de viagem, percorrendo as três diferentes regiões da fronteira amazônica: andina e litorânea.

Os atores Rafael Crooz, Danilo Nardelli e Bianco Marques irão passar pelas comunidades de El Palmar, Puerto el Carmen, Lago Agrio, Túlcan, Chical, San Lorenzo e Palma Real, para contar a história de um pequeno peixe cascudo que vivia em um rio poluído. “Falar sobre preservação ambiental numa região como essa é uma forma de falar sobre direitos humanos e relações políticas. E tudo isso se reflete no nosso país, porque os rios Putumayo e San Gabriel, que banham estas comunidades, estão entre os principais afluentes do rio Amazonas”, ressalta Rafael.

Os artistas ainda irão dar oficinas de teatro, música, confecção de bonecos e recreação, e elaboração de projetos culturais, além de receberem oficinas das culturas locais e participarem de apresentações de espetáculos das próprias comunidades. Para Bianco, um dos integrantes do Coletivo Sala Preta, a viagem é mais do que um intercâmbio cultural, é uma troca de experiências antropológicas. Quem quiser acompanhar os trabalhos do grupo, basta acesssar o site www.salapreta.com.br.

A história, contada pelo Coletivo Teatral Sala Preta, é de um pequeno peixe cascudo que vivia solitário em rio muito poluído. Um dia, enquanto procurava comida, uma lata de alumínio dourada ficou presa em sua nadadeira, e passou a ser a sua única companheira. Por isso ele recebeu o apelido de Douradinho. Ele e sua lata resolveram nadar contra a corrente a procura de um lugar mais limpo para viver, um paraíso, a nascente do rio. No caminho, eles conhecem a Língua Negra, a Árvore, o Menino e o Afluente. Todos esses personagens explicam ao peixinho as causas da poluição e indicam formas de combatê-la. A viagem do peixe é uma jornada de amadurecimento pelo conhecimento.

Fonte: O Globo

Em homenagem à minha estadia em Barra Mansa

Letra da música Simplicidade, do Pato Fu, que escutei ontem. Combina com a pacata e aprazível Barra Mansa.

Simplicidade
(Pato Fu)

Vai diminuindo a cidade
Vai aumentando a simpatia
Quanto menor a casinha
Mais sincero o bom dia

Mais mole a cama em que durmo
Mais duro o chão que eu piso
Tem água limpa na pia
Tem dente a mais no sorriso

Busquei felicidade
Encontrei foi Maria
Ela, pinga e farinha
E eu sentindo alegria

Café tá quente no fogo
Barriga não tá vazia
Quanto mais simplicidade
Melhor o nascer do dia

Barra Mansa Pride

Tenho publicado muita coisa somente sobre o Rio de Janeiro e ando me esquecendo da minha “amada e feliz” Barra Mansa. Para dar uma desintoxicada do carioquês resolvi publicar uma foto da igreja Matriz de São Sebastião, em Barra Mansa.

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Flagrante do Dia

Flagrante: Exposição agropecuária de Volta Redonda – Sente o drama!

Flagrante: Exposição agropecuária de Volta Redonda – Sente o drama!

Anoitecer em Barra Mansa

A foto acima foi feita ontem, pelo meu primo Gladson da janela de sua casa e mostra o fim de tarde em Barra Mansa. Esta foto é a prova de que apesar de tudo, Barra Mansa ainda consegue ser bonita algumas vezes.
E viva o Barra Mansa Pride!

Nos trilhos


Barra Mansa sofre de um grave problema. Aliás, de um não. De vários. Entretanto um dos piores problemas é o pátio de manobras de trens que divide a cidade ao meio. Esse pátio é onde trens de mais de 200 vagões, carregados de minérios de ferro, usam para alimentar a CSN com matéria prima trazida de Minas Gerais. A boa notícia é que o pátio poderá ser removido. Pelo menos é o que se espera, afinal de contas, há mais de 50 anos que se fala em retirada desse pátio de manobras e nada aconteceu. Agora, depois de muita espera começam os movimentos para a tão sonhada retirada (clique aqui para ler mais).Mas porque contei toda essa historinha? Porque, apesar de todos os problemas, eu sei, existe outros piores ainda. Olhem a foto acima. Trata-se do mesmo trem que passa por Barra Mansa, só que antes ele passa lá em Além Paraíba – MG, a dois palmos de distância da parede das casas. A foto é um pouco antiga, não sei se ainda é assim. Mas é impressionante.

Discurso de Formatura

Colegas, abaixo publico o vídeo do meu discurso de formatura em homenagem aos mestres. O texto, na íntegra, pode ser lido mais abaixo. Para ver o vídeo aperte o play DUAS vezes e aguarde o carregamento.

A íntegra do discurso

Integrantes da mesa
Caros colegas
E ilustríssimos mestres

É com muita satisfação que venho aqui dizer algumas palavras em homenagem à vocês, mestres. Incautos e incrédulos são aqueles que ousam afirmar que nada se aprende na faculdade e que se aprende jornalismo “de verdade” nas redações, ou seja, trabalhando. Pobres coitados. Mal sabem eles que o verdadeiro aprendizado, e isso, eu afirmo sem sombra de dúvidas, está nas salas de aulas.

Pois é. E em meio a estes aprendizados, passamos momentos inesquecíveis juntos. Compartilhamos muito mais do que apenas boas aulas. Nos tornamos amigos e hoje, com orgulho, digo que somos colegas de profissão, prezados professores. Tudo o que sabemos hoje, aprendemos com cada um de vocês. Muitos podem dizer que trata-se de um aprendizado mútuo, uma via de mão dupla… Pode até ser, mas, definitivamente, não existem substitutos ainda para um verdadeiro professor.

Sim. É ele, aquele responsável por nos tirar de casa e nos fazer ficar quatro horas dentro de uma sala ouvindo teorias e técnicas de redação. E olha que esse é um trabalho difícil, hein?! Afinal, a concorrência é desleal. Bares, botecos, baladas, e etc são concorrentes fortíssimos. Só mesmos esses seres iluminados (os mestres) são capazes de vencer todo esse apelo consumista do mundo moderno e levar o saber para as nossas mentes, nem sempre ávidas, o prazer de aprender.

Mas, mais do que ficar rasgando seda, mesmo que merecidamente, quero aproveitar o espaço para lembrar dos bons momentos que passamos juntos durante esses quatro anos. Antes, porém, devo fazer um alerta.

QUERIDOS MESTRES, LEMBRAM-SE DE QUANDO VOCÊS NOS TESTAVAM COM PROVAS CABELUDAS (?) E eu dizia…: “Cuidado, vou me vingar. Não se esqueçam que sou eu que vou fazer o discurso de homenagem a vocês”. COBRA CRIADAS QUE VOCÊS SÃO, NÃO DERAM IMPORTÂNCIA PARA AS MINHAS AMEAÇAS. PORTANTO, QUERO AVISAR: AGORA CHEGOU A MINHA VEZ.

Estou brincando. Não vou contar nada. Nem quando colávamos descaradamente nas provas e muito menos lembrar que por e-mail eram distribuídas colas prontas para serem impressas. Não, não vou falar disso. Mas irei, com muito orgulho citar o nome dos mestres que me despertaram a paixão pelo jornalismo (e tenho certeza que despertaram essa mesma paixão em nossos colegas).

São eles:

Ana Paula Poll – que nos ensinou sociologia. Descobrimos com ela que a sociologia não era um bicho de sete cabeças. Além do mais suas aulas eram um espetáculo de beleza e inteligência. Impossível faltar.

Alvaro Britto – aproveitou toda a sua experiência em assessoria de imprensa e nos brindava com ótimas aulas de assessoria de imprensa. Aprendemos entre outras como evitar crises nas empresas. Mesmo ele sendo filiado ao PT e vez por outra discutirmos sobre política nos fizeram gostar menos dele.

André Sodré – Não poderia deixar de lembrar também do nosso querido professor André Sodré. Ouso dizer, um dos melhores professores de fotografia que já tivemos. Injustamente demitido e merecidamente homenageado com o nome da turma: “Desconstrução do Olhar”. Entre muitas brilhantes e inesquecíveis momentos que passamos juntos, Sodré nos ensinou a ver além da fotografia, nos ensinou a desconstruir o olhar.

Beatriz Pacheco – A Bia, digo sem pestanejar, é a queridinha da faculdade. Sempre nos incentivando a ir em seminários, eventos, participar de cursos, concursos, e etc. Além de ótima professora de português, alegrava as aulas com sua excelente simpatia. Não dava para sair para beber com os amigos e perder a aula dela.

Fátima Brandt – Ela nos ensinou como realmente escrever para um jornal. Dona de uma paciência ímpar e experiência mais do que comprovada, a Fátima diariamente nos ensinava em como nos tornamos bons jornalistas aprendendo com quem realmente entende.

Fernando Pedrosa – Ele foi o professor que mais deu aulas práticas. Aprendemos e decoramos (tenho certeza que todos nossos colegas sabem de cor) uma passagem em vídeo sobre o governador do Espírito Santo, Paulo Hartung. Apesar de ter certeza que não conseguiria cooptar o professor a me dar boas notas, eu sempre puxava o saco dele levando a edição mais recente do seu jornal. “O Foco Regional”. Eu até lia os textos para de vez enquanto aproveitar uma deixa e dizer: “ah professor, eu li isso no seu jornal”. Era tiro e queda!

Maria Helena Vichi – Uma excelente professora. Não tenho adjetivos para classificar como as aulas da Maria Helena eram boas. Nos ensinava português, aliás, nossa turma teve um bocado de aula de português. Que bom! Assim passamos mais tempo junto a pessoas tão boas quanto a Maria Helena.

Marlene Fernandes – Muitos a chamavam de carrasca, porque ela era implacável com os prazos. Afinal de contas Marlene é a responsável pelas nossas monografias e por tanto nada poderia ficar fora do prazo. Mas no fundo todos gostavam dela.

Neidecy Torchia – Ela era um amor de pessoa. Não há um ser vivo na face da Terra que não goste dessa professora. Suas aulas sempre eram irrestíveis. Era fantástica a capacidade que a Neidecy tinha de nos prender a atenção para assuntos densos como Freud, Jung, e etc…

Patrícia Rocha – Particularmente eu adorava as aulas da Patrícia. Apesar do UBM não oferecer computadores adequados para a diagramação e projeto gráfico, ainda sim a Patrícia conseguia desenvolver um projeto legal com a gente.

Paulo Roberto Figueira Leal – Não chegou a nos dar aula, ele saiu um ano anos, mas certamente ele foi um dos professores que gostaríamos de ter tido a honra de estudar.

Paulo Roberto Salles Garcia – Nos ensinou teoria da comunicação. Mas sua simpatia e descontração contagiavam a turma.

Salete Leone – Suas aulas sempre muito criativas mexiam com a turma toda. No último mês, entretanto, ela resolveu pegar pesado e deu uma prova dificílima… Mas como a turma tinha tido uma boa aula antes todos tiraram de letra.

E por último eu deixo para homenagear, em minha singela opinião, os dois melhores professores com que tivemos a honra de estudar durante esses quatro anos.

Marcos Fernando (o Marquinhos Physis) e Luis Cláudio Hermógenes: ambos que com simplicidade, humildade e simpatia conquistaram a turma. Não entro no mérito se as aulas eram boas ou não. (Isso todos sabemos que eram). Quero sim, através deste dois professores, homenagear e destacar o trabalho daqueles que dedicam parte do seu tempo para se doar. Ou seja, para ensinar e compartilhar experiências com seus alunos, num país onde ser professor virou mico. Onde escolas e universidades não valorizam financeiramente seus profissionais. É louvável e motivo de orgulho para o país encontramos professores dispostos a ganhar mal e ainda sim terem amor pela profissão, ensinando com afinco e dedicação sobre-humana.

Sobre o Marquinhos eu queria dizer que era impossível faltar suas aulas. Todos ficavam praticamente inebriados com seus ensinamentos. Víamos em seu olhar uma paixão pela filosofia. Suas aulas, as últimas de quarta-feira (dia fatídico, onde a maioria dos alunos preferem faltar as aulas para sair para beber), Marquinhos conseguia operar um milagre. Encher a sala de aula e manter seus alunos ali, ó. E não porque os alunos precisavam de nota. Muito pelo contrário, e sim porque eles queriam estar ali e escutar o que marquinhos tinha para dizer. Aulas que tivemos com o Marquinhos há quase quatro anos atrás ainda são lembradas. Quem é que se esqueceu, por exemplo, o que é physis e logos? Quase ninguém. Outra virtude do Marquinhos, que destaco, eram os cursos de extensão, que ele dava aos sábados. Ele os dava apenas pela paixão pela filosofia, até porque os cursos eram gratuitos, nem ele próprio recebia para isso. O que movia os alunos e o professor, a ir assistir as aulas no sábado a tarde, eram dois fatores. O amor pela filosofia e a satisfação de poder compartilhar mais um pouquinho os ensinamentos do marquinhos.

E sobre o hermógenes eu tenho algumas coisas a dizer: (como ele mesmo gosta de falar) “APESAR DE TUDO” ele foi se não o melhor, um dos melhores professores que tivemos a honra de estudar. Sua especialidade era o rádio. Ele costumava dizer nas aulas que possuía três paixões. Em escala de prioridade. O Rádio, a sua esposa, e o Vasco (não é isso mesmo?) E que dormia com duas delas. O rádio, lógico, com lugar de destaque na mesa de cabeceira.

Hermógenes, que não gosta de dar dez para ninguém (eu, por exemplo consegui tirar um dez, mas como bem lembrou hermógenes, por um “descuido dele”) sempre incentivou a turma. Quem não se lembra do hermógenes elogiando a evolução da narrativa de textos do Leo Dias. Que começou bem mal. Muito mal mesmo. E com o tempo melhorou muito. Hermógenes fazia questão de destacar o empenho e a melhoria que o Leo teve durante as aulas. Eu é que não conseguia falar direito. Nos programas de rádio minha voz sempre era péssima, mas ainda sim, o professor conseguia ouvir pontos pontos positivos nos programas que eu participava.

O professor hermógenes tentou de todos os jeitos convencer a gente de que ele tinha apenas “22 anos” e que ontem para ele, para nós era coisa de 20 anos atrás. Ele ia muito bem, por alguns instantes chegávamos a acreditar que hermógenes realmente fazia parte da turma. Mas no instante seguinte ele dizia: “Olha aí moçada” e a gíria anciã dele entregava a idade. (inclusive eu até o convidei para entrar numa comunidade do orkut chamada justamente de “Gírias anciãs”, do qual Hermógenes é mestre).

Além disso o professor batizou a turma e para cada grupinho de alunos ele dava um nome, eu por exemplo, fazia parte do grupinho dos angélicos.

Outra pérola do professor Hermógenes foi quando foi proibido se referir aos negros em matérias jornalísticas de maneira pejorativa ou discriminatória, como por exemplo, não podíamos mais dizer que a pessoa era preta, e sim, afro descendente. O Hermógenes que é negro inconformado com a lei dizia na turma. “Moçada, a partir eu não irei dizer que esta turma é um verdadeiro “Samba do Criolo Doido”, a partir de agora, em cumprimento com a lei, eu direi que a zona desta sala é o equivalente legal “Clássico do negro ensandecido”

Enfim gente, acho que me alonguei demais, e espero ter feito uma justa homenagem aos mestres que nos acompanharam durante nossa jornada. Desculpem os professores que esqueci de citar os nomes. Citando e lembrando desses que acabei de falar espero ter homenageado todos os outros que não foram lembrados.

Agora já era!

Agora já era!

Agora já era!

Amigos, agora já era. Me formei ontem. Olha a foto aí. Agora, de fato, e em definitivo eu sou jornalista… se bem que isso não é lá uma grande vantagem, mas, enfim… é isso

Assista ao vídeo do meu discurso de formatura e abaixo leiam na íntegra

 

 

Confira na íntegra meu discurso de Formatura em homenagem aos mestres

Integrantes da mesa
Caros colegas
E ilustríssimos mestres

É com muita satisfação que venho aqui dizer algumas palavras em homenagem à vocês, mestres. Incautos e incrédulos são aqueles que ousam afirmar que nada se aprende na faculdade e que se aprende jornalismo “de verdade” nas redações, ou seja, trabalhando. Pobres coitados. Mal sabem eles que o verdadeiro aprendizado, e isso, eu afirmo sem sombra de dúvidas, está nas salas de aulas.

Pois é. E em meio a estes aprendizados, passamos momentos inesquecíveis juntos. Compartilhamos muito mais do que apenas boas aulas. Nos tornamos amigos e hoje, com orgulho, digo que somos colegas de profissão, prezados professores. Tudo o que sabemos hoje, aprendemos com cada um de vocês. Muitos podem dizer que trata-se de um aprendizado mútuo, uma via de mão dupla… Pode até ser, mas, definitivamente, não existem substitutos ainda para um verdadeiro professor.

Sim. É ele, aquele responsável por nos tirar de casa e nos fazer ficar quatro horas dentro de uma sala ouvindo teorias e técnicas de redação. E olha que esse é um trabalho difícil, hein?! Afinal, a concorrência é desleal. Bares, botecos, baladas, e etc são concorrentes fortíssimos. Só mesmos esses seres iluminados (os mestres) são capazes de vencer todo esse apelo consumista do mundo moderno e levar o saber para as nossas mentes, nem sempre ávidas, o prazer de aprender.

Mas, mais do que ficar rasgando seda, mesmo que merecidamente, quero aproveitar o espaço para lembrar dos bons momentos que passamos juntos durante esses quatro anos. Antes, porém, devo fazer um alerta.

QUERIDOS MESTRES, LEMBRAM-SE DE QUANDO VOCÊS NOS TESTAVAM COM PROVAS CABELUDAS (?) E eu dizia…: “Cuidado, vou me vingar. Não se esqueçam que sou eu que vou fazer o discurso de homenagem a vocês”. COBRA CRIADAS QUE VOCÊS SÃO, NÃO DERAM IMPORTÂNCIA PARA AS MINHAS AMEAÇAS. PORTANTO, QUERO AVISAR: AGORA CHEGOU A MINHA VEZ.

Estou brincando. Não vou contar nada. Nem quando colávamos descaradamente nas provas e muito menos lembrar que por e-mail eram distribuídas colas prontas para serem impressas. Não, não vou falar disso. Mas irei, com muito orgulho citar o nome dos mestres que me despertaram a paixão pelo jornalismo (e tenho certeza que despertaram essa mesma paixão em nossos colegas).

São eles:

Ana Paula Poll – que nos ensinou sociologia. Descobrimos com ela que a sociologia não era um bicho de sete cabeças. Além do mais suas aulas eram um espetáculo de beleza e inteligência. Impossível faltar.

Alvaro Britto – aproveitou toda a sua experiência em assessoria de imprensa e nos brindava com ótimas aulas de assessoria de imprensa. Aprendemos entre outras como evitar crises nas empresas. Mesmo ele sendo filiado ao PT e vez por outra discutirmos sobre política nos fizeram gostar menos dele.

André Sodré – Não poderia deixar de lembrar também do nosso querido professor André Sodré. Ouso dizer, um dos melhores professores de fotografia que já tivemos. Injustamente demitido e merecidamente homenageado com o nome da turma: “Desconstrução do Olhar”. Entre muitas brilhantes e inesquecíveis momentos que passamos juntos, Sodré nos ensinou a ver além da fotografia, nos ensinou a desconstruir o olhar.

Beatriz Pacheco – A Bia, digo sem pestanejar, é a queridinha da faculdade. Sempre nos incentivando a ir em seminários, eventos, participar de cursos, concursos, e etc. Além de ótima professora de português, alegrava as aulas com sua excelente simpatia. Não dava para sair para beber com os amigos e perder a aula dela.

Fátima Brandt – Ela nos ensinou como realmente escrever para um jornal. Dona de uma paciência ímpar e experiência mais do que comprovada, a Fátima diariamente nos ensinava em como nos tornamos bons jornalistas aprendendo com quem realmente entende.

Fernando Pedrosa – Ele foi o professor que mais deu aulas práticas. Aprendemos e decoramos (tenho certeza que todos nossos colegas sabem de cor) uma passagem em vídeo sobre o governador do Espírito Santo, Paulo Hartung. Apesar de ter certeza que não conseguiria cooptar o professor a me dar boas notas, eu sempre puxava o saco dele levando a edição mais recente do seu jornal. “O Foco Regional”. Eu até lia os textos para de vez enquanto aproveitar uma deixa e dizer: “ah professor, eu li isso no seu jornal”. Era tiro e queda!

Maria Helena Vichi – Uma excelente professora. Não tenho adjetivos para classificar como as aulas da Maria Helena eram boas. Nos ensinava português, aliás, nossa turma teve um bocado de aula de português. Que bom! Assim passamos mais tempo junto a pessoas tão boas quanto a Maria Helena.

Marlene Fernandes – Muitos a chamavam de carrasca, porque ela era implacável com os prazos. Afinal de contas Marlene é a responsável pelas nossas monografias e por tanto nada poderia ficar fora do prazo. Mas no fundo todos gostavam dela.

Neidecy Torchia – Ela era um amor de pessoa. Não há um ser vivo na face da Terra que não goste dessa professora. Suas aulas sempre eram irrestíveis. Era fantástica a capacidade que a Neidecy tinha de nos prender a atenção para assuntos densos como Freud, Jung, e etc…

Patrícia Rocha – Particularmente eu adorava as aulas da Patrícia. Apesar do UBM não oferecer computadores adequados para a diagramação e projeto gráfico, ainda sim a Patrícia conseguia desenvolver um projeto legal com a gente.

Paulo Roberto Figueira Leal – Não chegou a nos dar aula, ele saiu um ano anos, mas certamente ele foi um dos professores que gostaríamos de ter tido a honra de estudar.

Paulo Roberto Salles Garcia – Nos ensinou teoria da comunicação. Mas sua simpatia e descontração contagiavam a turma.

Salete Leone – Suas aulas sempre muito criativas mexiam com a turma toda. No último mês, entretanto, ela resolveu pegar pesado e deu uma prova dificílima… Mas como a turma tinha tido uma boa aula antes todos tiraram de letra.

E por último eu deixo para homenagear, em minha singela opinião, os dois melhores professores com que tivemos a honra de estudar durante esses quatro anos.

Marcos Fernando (o Marquinhos Physis) e Luis Cláudio Hermógenes: ambos que com simplicidade, humildade e simpatia conquistaram a turma. Não entro no mérito se as aulas eram boas ou não. (Isso todos sabemos que eram). Quero sim, através deste dois professores, homenagear e destacar o trabalho daqueles que dedicam parte do seu tempo para se doar. Ou seja, para ensinar e compartilhar experiências com seus alunos, num país onde ser professor virou mico. Onde escolas e universidades não valorizam financeiramente seus profissionais. É louvável e motivo de orgulho para o país encontramos professores dispostos a ganhar mal e ainda sim terem amor pela profissão, ensinando com afinco e dedicação sobre-humana.

Sobre o Marquinhos eu queria dizer que era impossível faltar suas aulas. Todos ficavam praticamente inebriados com seus ensinamentos. Víamos em seu olhar uma paixão pela filosofia. Suas aulas, as últimas de quarta-feira (dia fatídico, onde a maioria dos alunos preferem faltar as aulas para sair para beber), Marquinhos conseguia operar um milagre. Encher a sala de aula e manter seus alunos ali, ó. E não porque os alunos precisavam de nota. Muito pelo contrário, e sim porque eles queriam estar ali e escutar o que marquinhos tinha para dizer. Aulas que tivemos com o Marquinhos há quase quatro anos atrás ainda são lembradas. Quem é que se esqueceu, por exemplo, o que é physis e logos? Quase ninguém. Outra virtude do Marquinhos, que destaco, eram os cursos de extensão, que ele dava aos sábados. Ele os dava apenas pela paixão pela filosofia, até porque os cursos eram gratuitos, nem ele próprio recebia para isso. O que movia os alunos e o professor, a ir assistir as aulas no sábado a tarde, eram dois fatores. O amor pela filosofia e a satisfação de poder compartilhar mais um pouquinho os ensinamentos do marquinhos.

E sobre o hermógenes eu tenho algumas coisas a dizer: (como ele mesmo gosta de falar) “APESAR DE TUDO” ele foi se não o melhor, um dos melhores professores que tivemos a honra de estudar. Sua especialidade era o rádio. Ele costumava dizer nas aulas que possuía três paixões. Em escala de prioridade. O Rádio, a sua esposa, e o Vasco (não é isso mesmo?) E que dormia com duas delas. O rádio, lógico, com lugar de destaque na mesa de cabeceira.

Hermógenes, que não gosta de dar dez para ninguém (eu, por exemplo consegui tirar um dez, mas como bem lembrou hermógenes, por um “descuido dele”) sempre incentivou a turma. Quem não se lembra do hermógenes elogiando a evolução da narrativa de textos do Leo Dias. Que começou bem mal. Muito mal mesmo. E com o tempo melhorou muito. Hermógenes fazia questão de destacar o empenho e a melhoria que o Leo teve durante as aulas. Eu é que não conseguia falar direito. Nos programas de rádio minha voz sempre era péssima, mas ainda sim, o professor conseguia ouvir pontos pontos positivos nos programas que eu participava.

O professor hermógenes tentou de todos os jeitos convencer a gente de que ele tinha apenas “22 anos” e que ontem para ele, para nós era coisa de 20 anos atrás. Ele ia muito bem, por alguns instantes chegávamos a acreditar que hermógenes realmente fazia parte da turma. Mas no instante seguinte ele dizia: “Olha aí moçada” e a gíria anciã dele entregava a idade. (inclusive eu até o convidei para entrar numa comunidade do orkut chamada justamente de “Gírias anciãs”, do qual Hermógenes é mestre).

Além disso o professor batizou a turma e para cada grupinho de alunos ele dava um nome, eu por exemplo, fazia parte do grupinho dos angélicos.

Outra pérola do professor Hermógenes foi quando foi proibido se referir aos negros em matérias jornalísticas de maneira pejorativa ou discriminatória, como por exemplo, não podíamos mais dizer que a pessoa era preta, e sim, afro descendente. O Hermógenes que é negro inconformado com a lei dizia na turma. “Moçada, a partir eu não irei dizer que esta turma é um verdadeiro “Samba do Criolo Doido”, a partir de agora, em cumprimento com a lei, eu direi que a zona desta sala é o equivalente legal “Clássico do negro ensandecido”

Enfim gente, acho que me alonguei demais, e espero ter feito uma justa homenagem aos mestres que nos acompanharam durante nossa jornada. Desculpem os professores que esqueci de citar os nomes. Citando e lembrando desses que acabei de falar espero ter homenageado todos os outros que não foram lembrados.

Muito obrigado.

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