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Entrevista: Beth Carvalho


Após 15 anos sem um disco de inéditas, ela lança ‘Nosso Samba Tá na Rua’.
A cantora fala da vocação de madrinha e de como
superou a lesão que a deixou dois anos de cama

Por: Felipe Branco Cruz

A sambista mangueirense Beth Carvalho, de 65 anos, ganhou o título de madrinha do samba por descobrir talentos como Dudu Nobre, Zeca Pagodinho, Fundo de Quintal e tantos outros. No ano passado, a cantora se recuperou, para alívio dos sambistas, de uma fissura do sacro, osso que fica na base da coluna vertebral, e a deixou por dois anos de cama. “Por pouco, não fiquei paralítica.” De volta à ativa, Beth acaba de lançar Nosso Samba Tá na Rua, o 36º álbum de sua discografia e o primeiro de inéditas depois de 15 anos. Após superar desavença com a antiga diretoria da Mangueira, a cantora e compositora carioca desfilou este ano e vai voltar em 2012. Ao JT, falou da polêmica com a escola de samba, seus problemas de saúde, Fidel Castro, de quem é admiradora, e, claro, de carnaval.

CLIQUE AQUI PARA LER A ENTREVISTA COMPLETA

Minha empreitada cinematográfica

Caros leitores deste humilde blog-monster. Resolvi me jogar no cinema. Já estou com dois filmes em produção. Um é nos moldes de Indiana Jones, passado em uma fazenda deserta na cidade de Bananal. O outro é uma comédia romântica, ambientada durante o carnaval do Rio de Janeiro de 2011. Veja abaixo o trailer dessas duas incríveis produções.

Marchinhas jornalísticas de carnaval

Me dá um frila aí (versão de Me dá um dinheiro aí)

Ei, você aí, me dá um frila aí
Me dá um frila aí
Ei, você aí, me dá um frila aí
Me dá um frila aí.

Não vai dar?
Não vai dar, não?
Vou te ligar e ir à redação
Te enlouquecer de tanto insistir
Me dá, me dá, me dá (oi)
Me dá um frila aí.

A audiência do jornal (versão de A pipa do vovô)

A audiência do jornal não sobe mais
A audiência do jornal não sobe mais
Apesar de explorar só desgraça
O jornal já perdeu o seu gás.

Ele tentou mais uma chacininha
O Ibope não deu nenhuma subidinha
Ele tentou mais uma enchentizinha
O Ibope não deu nenhuma subidinha.

Passaralho (versão de Saca-rolha)

Cabeças vão rolar
Um pé na bunda eu não quero é levar
É o passa-passa-passa-passa-passaralho
Vamos saber quem vai sobrar!

Imprensa não é livre (versão de Cachaça não é água)

Você pensa que a imprensa é livre?
Imprensa não é livre, não.
Ser livre é falar verdades
Sem medo de uma demissão.

Ô, produtor (versão de Allah-lá-ô)

Ô, produtor, ô ô ô ô ô ô
Tu demorô, ô ô ô ô ô ô
Pra agendar a entrevista que me falta
A rival foi mais esperta
E furou a nossa pauta.

Pauteira (versão de Jardineira)

- Minha pauteira, por que estás tão triste?
Mas que tragédia não aconteceu?
- Não teve enchente, nem caiu barraco
Nenhum incêndio e ninguém morreu.

Nenhum riso (versão de Máscara negra)

Nenhum riso, ó, nem alegria
Mais de dez palhaços de plantão
Todo mundo festejando o carnaval na avenida
E a gente na redação.

Salário do Zezé (versão de Cabeleira do Zezé)

Olha o salário do Zezé!
Será que ele é?!
Será que ele é?! (jor-na-lis-ta)
Olha o salário do Zezé!
Será que ele é?!
Será que ele é?!

Será que ele ganha o piso?
Será que ele é muito ralé?
Parece repórter de rádio
Mas isso eu não sei se ele é.

Melhora o salário dele! (pã pã)
Melhora o salário dele! (pã pã)

Melhora o salário dele! (pã pã)
Melhora o salário dele!

Li aqui: Desiluções Perdidas

Bola de Neve Church

(ler esse post ao som de marchinhas de carnaval, ou reggae, sei lá)
Carnaval em Cabo Frio. Eba! Todo mundo sabe que eu estava lá. Cidade super lotada. Fila para comprar pão, para abastecer o carro e até para mijar nas areias da praia. Um inferno.

Para fugir desses prazeres mundamos eis que encontro nas areias da Praia do Forte uma rodinha de pessoas fazendo um lual. “Vou me juntar a eles”, disse.

Pois bem. Chego lá e começo a curtir o sonzinho. “Baladinha legal”. Entretanto nunca tinha ouvido letras como aquelas: “No céu, estrelas… Jesus veio para te salvar, etc”. De repente o som cessa e um pastor de bermudão chama a galera para o meio da roda. Era um culto da Bola de Neve Church.
Pastor surfista e rockeiro. Ex-viciado.

Pastor surfista e roqueiro. Ex-viciado.

Ele diz: “Galera, um minutinho de atenção para vocês. Eu já fui drogado. Já fumei, cheirei, fiz de tudo. Era músico da Banda Planet Hemp até que encontrei Jesus. A igreja Bola de Neve aceita todos vocês” – e completou “Hoje eu não uso mais drogas. Não sou mais viciado. Ou melhor sou viciado em Jesus (sic). Olhem para as estrelas e sintam o poder que vem de Deus”

Luau? Não. Culto evangélico

Luau? Não. Culto evangélico

Existe de tudo hoje em dia. Após algumas pesquisas descubro que essa é a igreja que a Monique Evans frequenta. A Bola de Neve aceita também gays, viciados, rockeiros e toda as pessoas excluídas pela sociedade por serem diferentes. Detalhe: O altar deles é uma prancha de Surf.

Perguntei: “Porque Church? Porque usar citação em inglês? Porque embaixo da logomarca de vocês está escrito In Jesus We Trust?” E o pastor responde: “Bicho, nossa igreja usa palavras em inglês para gerar aproximação com a galera jovem do surf e do skate. É o palavreado deles, gírias com palavras em inglês. O nome oficial não é esse, mas carinhosamente ela é chamada de Church, tá ligado?”. Não entendi muito bem a resposta. Afinal de contas moramos no Brasil e a língua oficial deveria ser o português. Só sei que no fundo, se tem citação ou não em inglês, esse era o de menos.

Mesmo assim ela continua sendo uma igreja evangélica. Muda o cenário mas a baboseira é a mesma de sempre. Continuei na roda. Afinal de contas o sonzinho tava bom e o reggae comeu solto.

Em tempo: A Bola de Neve foi fundada pelo Pastor Rina. Antes de criar a Bola de Neve ele foi devoto da igreja Renascer em Cristo. Depois de algum tempo o Rina decidiu criar a “Bola”, com as bençãos da Renascer. (Sim. Aquela envolvida em escândalos de desvio de verbas e exploração da fé alheia. Não sei como andas atualmente, mas os dois fundadores da Renascer estavam presos nos EUA e com mandatos de prisão no Brasil).

Clique aqui: Mais sobre Bola de Neve e o show do P.O.D

Visite o site deles: boladeneve.com

Da série: "Quando não temos mais o que fazer"


Mais uma foto da série: Quando não temos mais o que fazer…
…Brincamos com a paisagem.
Na foto eu e Jussara (do Páginas Rasgadas) “amassando” uma ilha em Arraial do Cabo.

Cidade Fantasma

Há poucos dias do Carnaval, Cabo Frio é praticamente uma cidade fantasma. Reparem na foto da placa de estacionamento rotativo. Ela está afixada num dos pontos mais movimentados da cidade e… Simplesmente não tem nenhum carro estacionado. Nem o meu!

Quem aproveitou mesmo foi a controladora do estacionamento rotativo que usou a sombra da árvore para se refrescar. Há poucos minutos ela tirava uma soneca, mas foi acordada por um turista curioso, EU!

Em tempo. Falta uma semana para o carnaval e estas fotos foram tiradas no dia 7. Hoje já é possível sentir os efeitos do êxodo para o litoral. Além de turistas paulistas, cariocas, mineiros e brasilienses, encontramos também turistas chilenos e argentinos. Eu, por exemplo, em Búzios, fui confundido com um deles. Respondi solenemente (no bom portunhol) ao convite que a garçonete me fez (ou em espanhol: “Camarera”) para me sentar a mesa: “Pero que si, pero que no. Djo non quiero. Gracias”. Ela não entendeu nada. E eu fui embora pensando: “Eu tenho cara de gringo?”

A propósito os gringos de Búzios estão fazendo uma campanha: “Queremos que os gringos votem”. A idéia é que os gringos legalizados e com residência fixa no Brasil possam votar, pelo menos, para vereador e prefeito. Em algumas províncias da Argentina isso já é possível para os brasileiros que vivem lá.

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