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A grande estratégia de Mandela
‘Invictus’, dirigido por Clint Eastwood,
mostra que um líder se faz com também com boas ideias.
Por: Felipe Branco Cruz
A seleção de rugby da África do Sul, também chamada de Springbooks, conquistou em 1995 um feito histórico, quase impossível. Venceu a seleção da Nova Zelândia, a All Blacks, considerada imbatível, na final da Copa do Mundo, realizada no país africano. Seria algo como se a seleção da Eslováquia vencesse o Brasil na final da Copa do Mundo da Fifa. É sobre essa conquista que trata o filme Invictus, que estreia hoje, dirigido por Clint Eastwood, com Morgan Freeman interpretando o presidente Nelson Mandela.
Na época, a situação política do país era bem diferente da atual. Madiba (nome tribal de Mandela), tinha a dura missão de unir um país que, por anos, se manteve separado pelo regime do Apartheid, com discriminação racial constitucionalizada. Se um branco estuprasse uma negra, ele só pagaria uma multa. Se fosse o contrário, o negro seria condenado à morte. Enquanto isso, nos esportes, o futebol era dos negros e o rugby, dos brancos.
Mais do que retratar a conquista da Copa do Mundo, o longa mostra como Madiba conseguiu unir o país por meio do rugby. Ao perceber que uma das primeiras providências do Ministério dos Esportes, em retaliação aos brancos, seria dissolver o Springbooks, um dos ícones da segregação, o presidente resolveu intervir. Vendo no fato um caso político, o carismático presidente aproveitou que o país sediaria a Copa do Mundo, da qual os Springbooks eram os piores, para buscar a união. Para isso, Mandela demonstrou publicamente seu apoio e incentivou a seleção.
Nos 30 anos em que esteve preso em Robben Island, de 1962 até 1992, para se manter são, Mandela recitava o poema Invictuous, escrito em 1875, por William Ernest Henley (daí o título do longa). Para incentivar a seleção sul-africana, o presidente convocou o capitão do time, François Pienaar (Matt Damon), ao palácio presidencial, em Pretória, onde lhe entregou uma cópia do poema, que traz versos como “Não importa o quão estreito seja o portão e quão repleta de castigos seja a sentença, eu sou o dono do meu destino, eu sou o capitão da minha alma”. Na época, o abismo social entre brancos e negros era tanto que quando iam ao estádio, os negros torciam contra o Springbooks.
Adaptado do livro Conquistando o Inimigo, do jornalista britânico John Carlin, o longa mostra um Nelson Mandela herói. Uma espécie de entidade salvadora dos negros. Assim como o filme Lula, o Filho do Brasil, defeitos de Mandela são amenizados, como a sua relação conturbada com a família.
Por outro lado, a parceria entre o Eastwood e Freeman, mais uma vez, se mostra certeira. Em 2004, quando atuaram juntos em Menina de Ouro, o resultado foram quatro prêmios Oscar, para melhor filme, diretor (Clint Eastwood), atriz e ator coadjuvante (Morgan Freeman). A escolha para o papel de Mandela, no entanto, foi feita pelo próprio ex-presidente. O ator guarda uma história de cumplicidade com Madiba. Em entrevistas a jornais estrangeiros, Freeman declarou que o presidente, pessoalmente, pediu para que ele o interpretasse.
Aos não conhecedores de rugby, o filme ainda dá uma pequena explicação sobre as regras: o time deve levar a bola até o final do campo adversário, mas não pode passá-la para o atleta que está à sua frente, somente para quem está ao lado ou atrás. O resto é tática e muita porrada.
Matt Damon, apesar de ter um papel de destaque, é ofuscado pela atuação de Freeman. Em cena, ele parece tão distante de um sul-africano quanto um cidadão suíço possa parecer.
Faixas que a Globo não mostra
Sinceramente deveríamos fazer uma enquete para saber quem, de livre e espontânea vontade, abaixa o som da TV para não ter que ficar ouvindo o Galvão Bueno narrar os jogos. Eu bem que tentei sintonizar outro canal, mas como não tenho canal por assinatura no meu quarto eu não consegui.
Bom, o resultado? Somente vi e NÃO ouvi o jogo. Beeeeeeeeem melhor. Me dá nos nervos ouvir esse pseudo narrador torcendo sempre para o lado oposto. O quê? Você acha que ele é isento e não torce para nenhum dos lados? Mentira!
Por acaso durante os jogos de Brasil X França, você não reparou que ele falava incansavelmente que o Zidane (ou Zizou, como ele mesmo gosta de chamar) estava dando um espetáculo? (Aliás, você já reparou como o Pseudonarrador gosta de dar apelido as pessoas? Por exemplo: Schumacher para ele simplesmente Schumi). Se lembra do jogo da França X Portugal? Neste eu não aguentei ouvir nem dois minutos de narração, descaradamente o bosta do Galvão ficava gourando o glorioso Portugal!!!
Pior ainda foi na final da copa, o Mala (Sem alça) do Galvão torcer o tempo inteiro para a França e quase (eu disse quase) aplaudir a cabeçada do “Zizou” no italiano. Eu aposto, que a matéria do Fantástico (errônea por sinal) dizendo que o Italiano xingou a irmã do zizou foi plantada pelo Galvão.
Na realidade, ficou-se explicado depois, que o italiano chamou Zidane de terrorista, devido a sua descendência Argelina.
E para não dizerem que sou o único e que estou mentindo, eis abaixo algumas faixas expostas nos jogos da Copa do Mundo (e lógico, a Globo não mostrou). Agora, raciocina comigo, para uma pessoa fazer uma faixa e expor num jogo da Copa do Mundo, EM OUTRO PAÍS, falando mal de um narrador, deve ser porque essas pessoas realmente não gostam do Galvão!
E tenho dito!
Viva a Terrinha!
É hoje, ora pois! O grande jogo de futebol. Portugal X França, nas meias-finais.
Como o Brasil só nos deu decepção, agora é a vez de ter alguma alegria nesta Copa do Mundo. Viva Portugal.
Na foto: Eu no trabalho (fábrica francesa da Peugeot Citroën) mostrando à todos, que mesmo em fábrica francesa o pessoal torce por Portugal, o pá!
Os noticiários deveriam ignorar…
Eu acredito piamente que todos os noticiários brasileiros deveriam ignorar solenimente a derrota brasileira. Exemplo: Não dizer nada. NADA MESMO!.
Chega de tentar ficar explicando o inexplicável. Chega de tentar achar uma resposta para a tragédia. Acabou. Estamos fora. Por isso que eu acredito que seria melhor, neste momento, nos concentrarmos apenas nas aleições para presidência e para o congresso. Isso sim é importante.
Não aguento mais ouvir todo tipo de gente dando pitaco na seleção. Tem até ajudante de cozinheiro da Ana Maria Braga dizendo porque o Brasil perdeu… Como diria o Marrentinho Carioca: “Fala Sério”.
Como não quero mais ler os noticiários brasileiros e estou deixando, por conta própria, a seleção em total ostracismo publico aqui a capa do diário argentino Olé! de hoje.



