Arquivos do Blog

A apoteose de Glenn Close

Por Felipe Branco Cruz

Após um hiato de 24 anos, a atriz Glenn Close, de 64, volta a ser indicada ao Oscar, desta vez pelo papel principal no longa Albert Nobbs, que estreia hoje. O filme concorre ainda às estatuetas de melhor atriz coadjuvante (Janet McTeer) e maquiagem. A boa carreira do título em festivais internacionais não refletiu na bilheteria. Com orçamento de US$ 8 milhões, até o momento o filme não conseguiu se pagar (a estreia nos EUA e nas principais praças da Europa foi no início do ano), arrecadando pelo mundo apenas US$ 2,4 milhões.

O filme foi indicado a três Globo de Ouro (melhor atriz de drama, melhor atriz coadjuvante e melhor música original – Lay Your Head Down, da qual Glenn participou da autoria) e a dois SAG (Screen Actors Guild Awards, o prêmio do sindicato dos atores dos EUA), também para Glenn Close e Janet McTeer. Não levou nenhum.

A falta de triunfos em um filme que tem uma impressionante atuação de Glenn Close é culpa das atrizes Viola Davis (Histórias Cruzadas) e Meryl Streep (A Dama de Ferro). As duas monopolizaram as premiações deste ano. Com dois Globo de Ouro na carreira e outros dois Emmy, Glenn Close é considerada a zebra desta disputa. A atriz não atuava no cinema desde 2007, quando esteve no elenco de Ao Entardecer, que tinha Meryl Streep. Depois, emendou a série para TV Damages.

Albert Nobbs é uma aposta pessoal de Glenn, que já interpretou o mesmo papel em uma peça da Broadway em 1982. Desde então, vinha tentando adaptá-la ao cinema. A atriz é quem assina a produção e coassina o roteiro ao lado de John Banville. O longa é baseado num conto de George Moore e é dirigido por Rodrigo García, filho de Gabriel García Márquez. Para o papel, Glenn seguiu um caminho já traçado por outras atrizes no passado: transformou-se em homem. E está irreconhecível. Para virar Albert, o trabalho de maquiagem deu a ela traços brutos, bastante masculinizados.

A história se passa no século 19, na Irlanda. Naquela época, uma mulher sem marido ou família era praticamente excluída da sociedade. Para se manter, algumas se vestiam como homens para conseguir subempregos que as ajudavam a ganhar dinheiro. Nobbs, depois de perder a família, passou a se vestir como homem e a trabalhar como garçom quando tinha 15 anos. Desde então, nunca mais se assumiu como mulher.

Trabalhando num hotel, Nobbs é obrigado a dividir seu alojamento com um outro homem, Hubert, também interpretado por uma mulher, Janet McTeer. O que Nobbs não imagina é que Hubert vive sob a mesma alcunha que ele: uma mulher disfarçada de homem. No caso de Hubert, porém, o interesse por pessoas do mesmo sexo é aparente, mas isso não ocorre com Nobbs. O garçom se travestiu para sobreviver.

Em certo momento, ambas revelam seu segredo uma para a outra e viram amigas. Mas há um distanciamento do mundo feminino que fica evidente quando as duas mulheres decidem, em aparição rara, usar vestidos para um passeio na praia. Ainda assim o que se vê são dois homens em roupas femininas, apesar de elas serem, de fato, mulheres. A vida de Nobbs começa a mudar quando Hubert sugere que ele encontre uma mulher para se casar. Sem qualquer malícia, Nobbs convida Helen (Mia Wasikowska, a Alice de Tim Burton), garçonete do hotel, para sair com ele. A garota, no entanto, namora o interesseiro Joe (Aaron Johnson), que incentiva o flerte em busca do dinheiro que Nobbs vem poupando durante toda a vida. Apesar da idade adulta, o ingênuo Nobbs é facilmente ludibriado por Helen. É a partir desta trama que o filme se desenvolve, acompanhando sua descoberta tardia da crueldade do mundo. Albert Nobbs é um excelente filme, mas que deve passar despercebido entre títulos mais festejados.

Glenn Close, uma injustiçada na festa do Oscar
Duas grandes atrizes vestidas de homem dão o tom de Albert Nobbs. A primeira é Glenn Close que, apesar de já ter ganhado dois Emmy, um SAG e dois Globo de Ouro, ainda não tem um Oscar em sua carreira. Além da série de TV Damages, Glenn também ficou famosa por sua atuação em longas como Atração Fatal (1987), quando foi indicada ao Oscar pela primeira vez, mas quem ficou com o prêmio de atriz foi Cher (Feitiço da Lua). Vale lembrar que, em Ligações Perigosas (1988), ela voltou a perder a estatueta, daquela vez para Jodie Foster (Acusados).

Glenn também é lembrada por A Casa dos Espíritos (1993) e 101 Dálmatas (1996). Este ano, apesar de ter tido uma brilhante atuação em Albert Nobbs, suas concorrentes à melhor atriz são de peso: Meryl Streep, Viola Davis, Michelle Williams e Rooney Mara.

Ao seu lado, está Janet McTeer, que também atua vestida de homem. Para alguns críticos, sua atuação chegou a ofuscar a de Glenn. Esta é sua segunda indicação ao Oscar. A primeira foi em 2000, por sua interpretação em Livre Para Amar. Este ano, na categoria coadjuvante, ela concorre com Melissa McCarthy, Octavia Spencer, Bérénice Bejo e Jessica Chastain.

Ele não é mais aquele bruxinho

Por Felipe Branco Cruz

O primeiro papel do ator inglês Daniel Radcliffe no cinema após o término da franquia Harry Potter é para um público completamente diferente daquele que se acostumou a assistir ao jovem bruxinho. No filme A Mulher de Preto, que estreia amanhã, Radcliffe interpreta o advogado Arthur Kipps. Seu personagem é pai de um garoto de 4 anos que pode perder o emprego no escritório de advocacia se não conseguir encontrar documentos que estão guardados dentro de uma mansão abandonada.

A escolha pelo papel é óbvia. O ator quer provar seu talento e não mais ser lembrado como o bruxinho de Hogwarts. Por enquanto, porém, é praticamente impossível desassociar a imagem de Potter a de Radcliffe. Afinal, foram oito filmes, mais de 400 milhões de livros vendidos e até um parque de diversão temático criado à imagem do famoso personagem.

A Mulher de Preto é uma história de terror e suspense ambientada no século 18. Na mansão abandonada, o advogado Kipps passa a ver uma misteriosa mulher de preto rondando o local. Antes mesmo de chegar a essa casa, ele já tinha sido hostilizado pelos moradores da pequena cidade onde está localizada. Há uma terrível crença local de que, sempre que a tal mulher de preto aparece, uma criança misteriosamente se suicida. Uma delas, inclusive, morre nos braços de Kipps depois de tomar água sanitária. Logo, a presença do rapaz é associada às aparições da mulher.

Assim, o personagem, além de lidar com uma assustadora assombração, tem de se preocupar com os vivos, que passam a ameaçá-lo. Tudo piora quando o fim de semana se aproxima, uma vez que seu filho virá à cidade para visitá-lo, e pode se tornar a próxima vítima da mulher de preto.

Dirigido por James Watkins (do terror Eden Lake, de 2008), o longa é baseado no livro homônimo de Susan Hill, com roteiro de Jane Golsmann (de Kick-Ass, de 2010). Com orçamento de US$ 16 milhões, até o momento, o filme já faturou US$ 46 milhões em bilheteria no mundo todo. Boa parte desse sucesso pode ser explicada pela legião de fãs de Harry Potter que se dispuseram a assistir a Radcliffe na nova empreitada.

Apesar de estar inserida no gênero de terror e até pregar alguns sustos, a produção é pouco original. Situações-clichês criadas com o único propósito de assustar permeiam o longa. Um desses momentos é a cena em que o personagem de Radcliffe entra na mansão e a porta se fecha imediatamente atrás dele, num grande estrondo. Ou quando uma cadeira, a cama e até um boneco de pelúcia se movem pela casa. Ou ainda quando luzes ora acendem ora se apagam misteriosamente.

A caracterização de Daniel Radcliffe convence. Além das roupas de época e da impostação vocal, Radcliffe exibe vasta costeleta e barba. Caso este fosse o primeiro filme da carreira do ator de 22 anos, e as críticas fossem escritas sem serem contaminadas pela influência de Harry Potter, certamente elas sairiam elogiosas à sua atuação. O ator emociona quando, no início da projeção, Kipps vê sua mulher morrer no parto do filho. Vale destacar também a ótima ambientação – cenário e figurinos compõem uma sombria e nebulosa cidade do interior inglês. Um cenário perfeito para sustos e assombrações.

No elenco, merece atenção a atriz Janet McTeer, que vive Mrs. Daily, uma mulher perturbada, que perdeu o filho em uma aparição da mulher de preto e a única pessoa que acredita nas visões de Kipps. Janet poderá ser vista ainda no cinema em Albert Nobbs, que estreia por aqui nessa semana e lhe rendeu uma indicação ao Oscar como atriz coadjuvante.

A Mulher de Preto pode não ser o melhor terror já feito, mas rende bons sustos, principalmente nos jovens fãs de Harry Potter.

O adorável humor irlandês

Por Felipe Branco Cruz

O filme O Guarda é um daqueles exemplos de produções de baixo orçamento que conquistam o público com um roteiro bem elaborado, ótimos diálogos e, principalmente, humor refinado. No caso, inclusive, um humor negro, que desfia piadas politicamente incorretas. O longa feito na Irlanda e com produção inglesa é uma joia rara. Infelizmente, por aqui o longa só foi exibido durante poucas semanas e em apenas uma sala no Rio de Janeiro , sem conseguir espaço nas salas paulistanas. Em março, a Sony lança o título em DVD (por enquanto somente para locação).

A qualidade do longa foi reconhecida internacionalmente – ganhou um prêmio de menção honrosa no Festival de Berlim no ano passado, uma indicação no Bafta (o Oscar inglês) por melhor roteiro original e uma no Globo de Ouro, como melhor ator de comédia ao protagonista, Brendan Gleeson. O ator irlandês bonachão interpreta o sargento Gerry Boyle, que contracena com o americano Don Cheadle, o agente do FBI Wendell Everett.

Cheadle recentemente interpretou o personagem Máquina de Guerra no segundo filme da franquia Homem de Ferro. O ator conversou com o JT por telefone e disse que só aceitou fazer O Guarda porque se divertiu muito lendo o roteiro (leia abaixo a entrevista).

O roteiro acompanha a rotina bucólica de trabalho do policial em uma pequena cidade da Irlanda onde quase toda a população não fala inglês, mas gaélico irlandês. As ocorrências para as quais é chamado se resumem a acidentes de trânsito e brigas de bar, e o sargento nem se preocupa em resolvê-los.

Um dia, porém, um rapaz é encontrado morto, com uma página da bíblia enfiada na boca e um vaso de flor entre as mãos. O crime atrai a atenção do policial do FBI Wendell Everett (Cheadle), que está na cidade investigando uma possível rota do tráfico internacional de drogas.

Politicamente incorreto
A primeira cena do longa dá bons indícios do que se esperar do filme. Um carro em alta velocidade passa pela viatura de Boyle, impassível. Somente quando escuta o barulho doa capotagem, o policial se mobiliza. Vai até o local do acidente e vê os corpos dos jovens que estavam no carro – estão todos mortos. Inabalável, Boyle tira do bolso de um deles alguns comprimidos de ecstasy e umas trouxinhas de cocaína e os guarda eu seu próprio bolso.

A primeira reunião entre os policiais irlandeses e americanos para discutir o assassinato do outro jovem é impagável. Nela, é despejada todo tipo de piada politicamente incorreta sobre americanos. Numa delas, Boyle diz: “Eu achava que todos os traficantes de drogas fosse negros.”

Enquanto Everett usa métodos científicos, Boyle tem como principal informante um garoto de bicicleta. Numa outra cena igualmente impagável, o americano precisa ouvir uma testemunha, mas Boyle se recusa a ajudá-lo, pois é seu dia de folga – nesses dias, ele sai com prostitutas.

Em comum, os dois homens da lei têm apenas o senso de justiça, já que todos os outros policiais do caso acabam subornados por bandidos. Entre boas sacadas, o enredo se desenrola a partir da investigação, até um desfecho realmente surpreendente.

Don Cheadle

‘Eu ri muito quando li esse roteiro’
O ator americano Don Cheadle, indicado ao Oscar de Melhor Ator por Hotel Ruanda (2004) forma com Brendan Gleeson uma improvável e hilária dupla em O Guarda. Seu personagem, o agente do FBI Everett, é alvo de piadas de humor negro e frequentemente é discriminado pelos irlandeses por sua origem. Tudo isso só ajudou Cheadle a aceitar o papel nesta modesta produção. O ator, que também pode ser visto em Homem de Ferro 2, conversou com o JT pelo telefone, de Culver City. Confira:

O que você acha do humor negro britânico?
É um humor muito mais sarcástico que o americano. E bem mais engraçado, na minha opinião.

Por que decidiu fazer o filme?
Ri muito quando li o roteiro pela primeira vez. Eu lia e ria. Foi o que me fez decidir. Trata-se de uma história interessante, com bons personagens que têm uma ótima relação.

Você se divertiu fazendo este filme?
Sim, me diverti muito. Brendan é um cara sensacional. E o diretor John Michael McDonagh tinha uma visão muito clara do que queria. É um diretor que pedia que colaborássemos com sugestões. E o resultado muito engraçado; é um tesouro, com ótimo diálogos.

Foi difícil entender o sotaque irlandês?
Para mim, foi como ir a um lugar selvagem, com pessoas que não entendem bem inglês. Mas eu consegui pegar o jeito rapidamente e passei a entendê-los muito bem. Mas a relação com eles vai além do sotaque, eles têm atitudes diferentes, formas de se relacionar diferentes, e por aí vai. Mas depois de um mês convivendo com eles eu já estava habituado. Eles são um povo com um senso de humor muito apurado.

Você foi indicado ao Oscar por Hotel Ruanda (2004) mas não levou a estatueta. O que você acha que falta para ganhar o Oscar?
Eu fui indicado na categoria de melhor ator. Acho que, talvez quando for indicado por um papel coadjuvante, então eu ganhe. Mas não fiz muitos filmes que poderiam ser indicados ao Oscar…

No Rio, Tom Cruise divulga novo filme

Por: Felipe Branco Cruz
Do Rio de Janeiro

Por volta das 20h de ontem, cerca de 4,5 mil fãs se aglomeravam no charmoso Cinépolis Lagoon, na Lagoa Rodrigo de Freitas, no Rio de Janeiro, para aguardar a passagem do ator Tom Cruise, da atriz Paula Patton, do diretor Brad Bird (de Os Incríveis e Ratatouille) e do produtor Bryan Burk pelo tapete vermelho. Eles vieram para a capital fluminense para divulgar o filme Missão Impossível – Protocolo Fantasma, que estreia no Brasil na quarta-feira.

Nem a forte chuva que caiu à tarde e encharcou o tapete (que foi prontamente trocado por outro) esfriou os fãs. Parte do público foi escolhida por meio de uma promoção da Coca-Cola, que patrocinou o filme. Outra parte foi selecionada em fã-clubes.

Por volta das 20h30, Tom Cruise pisou no tapete vermelho enquanto o produtor e DJ holandês Tiësto animava a plateia. Ele assina a versão remixada do tema do filme. O ator passou cerca de 45 minutos atendendo aos fãs e dando autógrafos até chegar à área de imprensa, onde falou com os jornais e TVs.

No longa, Tom Cruise dispensou dublês nas cenas em que aparece escalando o Burj Dubai, em Dubai, o maior prédio do mundo. “Não sei se iríamos ficar conhecidos como aqueles que mataram o Tom Cruise ou como aqueles que fizeram um super filme”, disse o produtor Bryan Burk, mais cedo, durante a coletiva com a imprensa no Copacabana Palace.

Mais tarde, Tom Cruise afirmou que o filme foi desafiador para ele, tanto como ator quanto como produtor. “Treinei muito artes marciais”, contou. “Para mim, é um privilégio fazer esse tipo de papel. Vou continuar a participar de filmes de ação, mas não sei se meu próximo filme do gênero será Missão Impossível.” Do Rio, Tom Cruise, que estava viajando por vários países para promover o filme, voltará para os Estados Unidos.

Os Muppets estão de volta

Por: Felipe Branco Cruz

Caco, o sapo, já é um senhor de quase 60 anos, mas continua em plena forma. Miss Piggy, sua eterna namorada, é claro, não revela a idade. Um dos casais mais emblemáticos do show business está de volta no filme Os Muppets, que estreia nesta sexta-feira (leia a entrevista com eles abaixo). A Disney, detentora dos direitos dos Muppets, decidiu não traduzir mais nenhum nome de seus personagens para o português, portanto, não estranhe se no filme Caco for chamado de Kermit.

Criados nos anos 50 por Jim Henson, os Muppets começaram como personagens do Vila Sésamo e ganharam o próprio programa nos anos 70. Nessa mesma década, a atração passou a ser transmitida também no Brasil. Na década de 90, uma versão em desenho animado, o Muppet Babies, foi exibida no programa da Mara Maravilha, no SBT. Distantes da TV por quase uma década, quem explica por que ficaram tanto tempo assim longe da tela é o próprio Caco, que veio a São Paulo para divulgar o filme e recebeu a reportagem do JT num hotel de São Paulo. “Na verdade, nunca paramos. Gravamos discos, fizemos especiais, entre outras coisas”, disse Caco. Miss Piggy foi entrevistada em Los Angeles, pelo repórter do Grupo Estado Luiz Carlos Merten. Durante a conversa da reportagem com o sapo de bom coração, realidade e fantasia se misturaram. É que mesmo vendo o profissional responsável por manipular o boneco, quando Caco começa a falar, é difícil não entrar na onda e interagir com o Muppet, como se ele fosse de carne e osso.

O longa conta a história de Walter, um muppet, irmão de Gary (Jason Segel), um humano. Walter é um dos maiores fãs dos Muppets e sonha em vê-los de volta. Os dois viajam para Los Angeles, junto com Mary (Amy Adams), a noiva de Gary. Lá, descobrem que Tex Richman (Chris Cooper) quer perfurar um poço de petróleo em plena Hollywood Boulevard, onde fica o teatro dos Muppets. Walter decide ajudá-los reunindo todo o grupo, inclusive Gonzo, Miss Piggy e Animal, para um Teleton. Fofo e com um roteiro inocente, Os Muppets é repleto de números musicais. Um prato cheio para conquistar novos fãs e encher de nostalgia os mais velhos.

Como é de praxe, há participações especiais que vão desde o vocalista do Foo Fighters, Dave Grohl, até a namorada de Justin Bieber, Selena Gomez. Todos interpretando a si próprios. Selena, que tem 19 anos, não chegou a ver Muppets na TV e brinca com isso no longa. “Não sei quem são vocês, mas meu agente disse que seria bom para mim participar do filme”, diz ela, na sua única fala no filme.

Entrevista: Caco, o Sapo

‘Sempre acreditei que eu e Piggy ficaríamos juntos’

Finalmente, você e Miss Piggy vão viver juntos?
Sempre acreditei que ficaríamos juntos para sempre. Mas nossa relação tem de ser revista a cada hora. Fale comigo daqui a uma hora e eu vou dizer como estamos.

O relacionamento de vocês é assim porque Piggy é uma garota muito instável?
É porque ela foi criada num estábulo (uma brincadeira com as palavras em inglês unstable, que significa instável, e estable, estábulo). Ela é muito temperamental e gosta que suas vontades sejam feitas na hora. Mas é muito doce.

E como seria o filho de vocês?
Seria assustador! Acho que o nosso filho se chamaria Frigs (mistura das palavras frog, sapo, com pig, porco). Sou um anfíbio e ela é um mamífero.

No filme, vocês fazem piadas com vocês mesmos.
Sim. Fazemos isso. Nós chamamos de “quebrando a quarta parede”. Conversamos com o público. Gosto de fazer referência ao próprio filme dentro do filme.

Como são as participações especiais de atores de carne e osso?
É sempre divertido. Temos Dave Grohl, Jim Parson, Selena Gomez, Whoopi Goldberg, Jack Black. Mas foi bom também atuar com Jason Segel, Chris Cooper, Amy Adams, Emily Blunt e Rashida Jones. Sempre falo da Rashida, mas não conte para a Miss Piggy. A personagem de Rashida me maltrata muito no filme. Rashida é filha de Quincy Jones! Isso não é legal? Depois de 30 anos com Miss Piggy, me sinto atraído por mulheres fortes como Rashida.

Nossa! E se Miss Piggy souber dessa atração?
Espero que ela nunca saiba. A Miss Piggy é uma estrela e não se mistura. Ela só faz suas cenas separada de outras atrizes, ela usa chroma key. Tomara que Miss Piggy nunca saiba.

Como vocês pretendem conquistar o público mais novo, que não conhece vocês?
Na verdade, o filme nos mostra como se fôssemos ultrapassados. Mas, há 12 anos, estamos trabalhando sem parar. O pessoal da década de 70, 80 e 90 já apresentou os Muppets aos filhos.

Como vê a diferença entre os Muppets e os filmes digitais?
Se eu fosse o Shrek, você não estaria conversando aqui comigo. Você nunca me conheceria. Se fizermos outro filme e eu voltar ao Brasil, vou lembrar de você porque nós conversamos ao vivo. Sapos têm boa memória.

Entrevista Miss Piggy

Por Luiz Carlos Merten, de Los Angeles

‘Fiz o filme porque a produção me deixou ficar com os sapatos’

Estive no Hollywood Boulevard, encontrei a estrela de Caco na Calçada da Fama, mas não a sua. A senhora não tem?
Veja como são as pessoas. Não sabem reconhecer o verdadeiro glamour. Caco é um bom rapaz, mas daí a acharem que é um astro, isso é um reflexo da mediocridade dominante. O dia em que o brilho for reconhecido nesta indústria, eles darão minha estrela, a moi.

Glamour, residência em Paris. O que a senhora está vestindo?
Chama-se vestido, meu bem.

Não, eu quero saber a grife.
E lá isso importa? Que eu use, isso sim é importante. Não importa o tecido, o corte, a elegância c’est moi.

O que a fez aceitar a ideia de um novo filme?
O fato de ele haver sido feito especialmente para moi e também porque a produção me deixou ficar com todos os sapatos que uso. São lindos.

Caco diz que o verdadeiro sentido da volta dos Muppets é a vitória da amizade. O que acha disso?
Concordo. Amizade, mas com glamour.

A história de amor de vocês é platônica. Caco surgiu nos anos 1950, está ficando idoso, mesmo que se mantenha bem. Qual é o futuro de vocês?
O Caco pode ficar sentado na lagoa, caçando moscas e vai achar que a vida é perfeita, desde que tenha amigos. Eu quero muito mais, sou cosmopolita. Amigos, sim, mas os sapatos, um passeio de limo. Moi, o que quero é diversão.

Aqui nascerá o capitão Kirk

Capitão Kirk, antológico líder em Jornada nas Estrelas recebeu uma inusitada homenagem em Riverside, Iowa, nos Estados Unidos. A cidade colocou uma placa informando que no futuro, neste local, nascerá o capitão. Aliás, a data é no mesmo dia do aniversário do meu avô Haroldo. A diferença é que meu avô nasceu 304 anos antes de Kirk.

A realidade pode ser pior que a ficção

Por: Felipe Branco Cruz

Depois de sair da sala de exibição do filme Contágio, que estreia amanhã nos cinemas, provavelmente boa parte dos espectadores deverá ir correndo ao banheiro lavar às mãos ou a um supermercado comprar um frasco de álcool gel. Com uma narrativa empolgante e sem exagerar no fatalismo, o diretor Steven Soderbergh (de Onze Homens E Um Segredo, de 2001) constrói um filme realista e, por isso mesmo, assustador. Acreditamos na história porque na vida real já vimos algo parecido, como a gripe aviária de 2009, causada pelo vírus H1N1.

Felizmente, o longa não é baseado em fatos reais, embora todos os elementos que se sucedem após uma pandemia estejam lá: os governos, centros de estudo e organizações de saúde de todo o mundo se reúnem para pesquisar uma vacina, monitoram os pacientes infectados e montam hospitais de campanha. Há o político corrupto que quer aparecer, o cientista que quer o prêmio Nobel, a anarquia depois que os serviços básicos são paralisados e até o blogueiro independente que se aproveita da ingenuidade do público para noticiar informações baseadas em especulações e em teorias conspiratórias. Como estamos falando de um filme, há também um herói anônimo que busca, de fato, uma solução.

O elenco estelar só contribui para deixar Contágio ainda mais empolgante. Gwyneth Paltrow é Beth Emhoff, a primeira infectada. Laurence Fishburne dá vida ao médico Ellis Cheever, responsável pelo departamento de saúde dos EUA. Matt Damon interpreta Mitch Emhoff, marido de Beth e imune ao vírus. Já Kate Winslet é a médica Erin Mears, pesquisadora que vai a campo buscar uma cura. A francesa Marion Cotillard interpreta Leonora Orantes, médica sequestrada por chineses que querem receber a vacina primeiro. Por fim, o elenco conta ainda com Jude Law, que dá vida ao blogueiro Alan Krumwiede.

O medo de uma pandemia erradicar a humanidade já foi contada dezenas de vezes nos cinemas. Títulos como Epidemia (1995), Os 12 Macacos (1995), Extermínio (2002) e Fim dos Tempos (2008) já trataram do tema. Há ainda filmes mais ficcionais como Ensaio Sobre a Cegueira (2008), Eu Sou a Lenda (2007) e até Resident Evil (2002). De uma forma ou de outra, todos falam sobre misteriosas doenças e seus desdobramentos. Mas os longas acima acabam descambando para uma hipótese mais fantasiosa do que aconteceria caso a humanidade inteira fosse infectada por um vírus.

O grande diferencial de Contágio é justamente sua suposta veracidade. Soderbergh opta por contar, da forma mais realista possível, como o vírus se espalha e como os governos agem para contê-lo. Se você quiser especular sobre se o vírus é resultado de um ataque terrorista, conchavos de empresas farmacêuticas ou uma misteriosa transformação de humanos em zumbis assassinos, por favor, deixe para fazer isso em outros filmes. A realidade, neste caso, é muito mais assustadora.

‘Atividade Paranormal’ volta mais assustador

Por: Felipe Branco Cruz

Foi em 2007 que o diretor Oren Peli lançou Atividade Paranormal. Sem divulgação nenhuma e com orçamento de apenas US$15 mil, o longa teve retorno de US$ 193 milhões. A fórmula já era conhecida desde A Bruxa de Blair (1999): um filme que pretendia flagrar pessoas sendo atormentadas por espíritos e que passava, ao espectador, a impressão de se tratar de uma história real, registrada com câmeras amadoras. No caso de Atividade Paranormal, as supostas imagens teriam vazado de uma fita do departamento de polícia da Califórnia, arquivada como prova de um crime. Com essas imagens, o diretor teria montado o longa. Tudo ficção, é claro.

De la pra cá, a franquia rendeu, em 2010, uma continuação oficial e influenciou uma outra, de outro diretor e outra equipe, mas com uma trama semelhante, que se passa em Tóquio -– e que, por aqui, recebeu o mesmo título em português. Mas, mais do que isso, rendeu muito dinheiro. Com orçamento baixo para padrões de Hollywood, de US$ 5 milhões, o terceiro filme arrecadou, no fim de semana de estreia nos Estados Unidos, quase US$ 60 milhões.

Esta terceira parte consegue ser mais assustadora e coerente do que as anteriores. Atividade Paranormal 3 é diversão pura e, principalmente, fonte de bons sustos.

No primeiro filme, Katie é atormentada por uma entidade demoníaca e seu marido instala câmeras na casa para tentar descobrir o que está acontecendo. Já o longa de continuação se passa um mês antes do primeiro, e é a irmã de Katie quem padece, Kristie. Neste caso, câmeras também são instaladas na casa para flagrar os acontecimentos.

Agora, na terceira parte, o enredo propõe uma volta ao ano de 1988, quando as irmãs ainda eram crianças, para explicar o porquê do tormento sobre as duas quando adultas. Para isso, Ariel Schulman, Gosu Da Silva e Henry Joost (que dividem a direção) exibem imagens que parecem saídas de câmeras VHS. O longa tem produção de Oren Peli, diretor do primeiro título. A partir do know-how dos primeiros filmes, este terceiro, apesar de repetir as velhas fórmulas, consegue deixar a tensão ainda mais alta e causar sustos mais arrepiantes. O novo longa também inova em relação aos anteriores ao inserir um pouco de humor.

Numa das cenas, por exemplo, o próprio demônio aparece, caminhando com um lençol branco sobre sua cabeça. Apesar de impagável, a cena guarda uma surpresa de arrepiar. A malévola entidade em questão, inclusive, é chamada por uma das garotas pelo singelo nome de ‘Toby’. Mas uma coisa é certa: batido ou não, o longa já repetiu o feito e arrebatou fãs ao redor do mundo. E, para eles, a gritaria está garantida.

Entrevista: Bruna Lombardi

Musa da década 80 e filha de cineastas, a atriz decidiu abrir mão do contrato
na TV Globo para se dedicar ao cinema. Sempre ao lado do marido, Carlos Alberto Riccelli

Por Felipe Branco Cruz

Bruna Lombardi, que completa 59 anos hoje, teve de percorrer várias vezes o místico Caminho de Santiago de Compostela, na Espanha, para produzir seu novo longa, Onde Está a Felicidade?, com previsão de estreia para o dia 19 de agosto. Segundo a atriz, há anos ela tinha vontade de fazer o percurso. Bruna conversou com o JT num café no bairro de Pinheiros, no dia 25 de julho, coincidentemente, a data em que é celebrado o dia de Santiago de Compostela. Simpática, ela respondeu, sem embaraço, a todas as perguntas, mesmo as mais pessoais. Na conversa, nenhum tema foi tabu. A atriz falou sobre espiritualidade, liberdade, sexualidade e o relacionamento de mais de 30 anos com o ator Carlos Alberto Riccelli, que também dirige o filme.

LEIA A ENTREVISTA COMPLETA AQUI:

Um resumo em 5 minutos de todos os filmes de Harry Potter

Uma nova legião. De fãs

Por: Felipe Branco Cruz

A divulgação, nesta semana, de um clipe em que os atores Wagner Moura e Alinne Moraes cantam na íntegra Tempo Perdido é mais uma entre tantas provas de que a banda Legião Urbana, que acabou há 15 anos (em 1996), não só continua viva e como parece estar ganhando ainda mais força no cenário musical. O vídeo faz parte do material de divulgação do filme O Homem do Futuro, de Cláudio Torres, com estreia prevista para 2 de setembro. Há uma semana, no dia 12 de junho, Dia dos Namorados, a operadora de telefonia Vivo divulgou um clipe da música Eduardo e Mônica, realizado especialmente para a ocasião. O vídeo teve produção da O2 Filmes, de Fernando Meirelles. Esta, no entanto, foi uma entre tantas canções do Legião que nunca tiveram um clipe oficial.

Os exemplos dessa recente invasão da banda são inúmeros. Até o fim do ano, será lançado em circuito comercial o longa Faroeste Caboclo, com direção de René Sampaio, que conta a história da música homônima. A trajetória de Renato Russo e a história de sua banda também ganharão as telonas. Somos Tão Jovens, dirigido por Antônio Carlos da Fontoura, está sendo rodado e será lançado em 2012. Além disso, a música Que País é Esse entrou na trilha sonora da novela das 9 da Globo, Insensato Coração, colocando a banda ainda mais em evidência.

No fim do ano passado, toda a discografia do Legião foi relançada, remasterizada e em vinil. Para completar, os filmes Vips (2010), de Toniko Melo, e Meu Nome Não é Johnny (2008), de Mauro Lima, também tiveram músicas da banda incluídas na trilha sonora. Numa busca rápida no YouTube, o internauta também encontra vários vídeos de pessoas que incluíram o som do Legião em produções caseiras.

Segundo a gravadora EMI, a banda originária de Brasília já vendeu 17 milhões de discos até hoje. Todos os anos, uma média de 250 mil cópias de seus álbuns são consumidas, isso apesar de a última produção do Legião, Como é que se Diz Eu Te Amo, ter sido lançada há dez anos, em 2001, a partir do show ao vivo realizado em 1994. “Esse movimento é espontâneo. Não planejamos isso”, diz Dado Villa-Lobos, ex-guitarrista da banda. “Uma história como a do Faroeste Caboclo, mostrando as mazelas desse Brasilzão, ou uma história de amor tão forte quanto a de Eduardo e Mônica, são atemporais. Por isso sobrevivem até hoje”, analisa.

O guitarrista conta que, no Dia dos Namorados, recebeu em casa um misterioso DVD. Era o videoclipe da música feito pela Vivo. “Eu me emocionei, de verdade. Voltou tudo que fizemos naquela época, principalmente porque essa foi uma música para a qual não produzimos um clipe oficial.” O filho de Dado, Nicolau Villa-Lobos, de 23 anos, estudante de cinema na PUC do Rio, fará ponta no longa Somos Tão Jovens, interpretando o próprio pai. O filme vai focar a produção musical das bandas do Planalto Central, com especial destaque para Renato Russo.

Marcelo Torres, produtor executivo de Somos Tão Jovens, acredita que o interesse pelas bandas da década 80 permanece porque não apareceu nada melhor. “Cite uma boa banda de rock surgida nos últimos anos. Não tem”, afirma. O longa tem orçamento de R$ 6 milhões e as filmagens terminarão em julho.

O gerente de web e mídia social da Vivo, João Bell, de 40 anos, viveu o auge do Legião. Quando o recente clipe de Eduardo e Mônica foi divulgado, ele teve uma surpresa. Sua sobrinha de 16 anos o procurou dizendo que tinha descoberto a banda depois de ver o comercial. “O Eduardo da música tem 16 anos. Pensamos se a canção não estaria datada, já que foi lançada há 25 anos. Como os jovens a receberiam? O Legião ainda fala com todas as idades porque as letras tratam de amor de uma forma sincera”, avalia Bell.

Dois belíssimos momentos do filme ‘Rio’

Amanhã, no JT, eu publico a minha crítica do filme. Até lá curtam dois belíssimos momentos do filme ‘Rio’. Lindos.

Piranha 3D. Mais um clássico do trash movie

Piranhas geneticamente modificadas que matam, trucidam e devoram humanos como se fossem meros lambaris nadando nas margens de um rio. É esse o mote do próximo filme trash que deverá entrar em cartaz nos próximos dias.

Confesso que sou fã desse tipo de cinema. Me diverte ver como algo feito para ser mal feito pode parecer algo tão bacana. Tem alguns clássicos, como A Coisa, A Mosca e alguns mais recentes como Planeta Terror, A Prova de Morte entre outros.

Mas, Piranha 3D, se supera. O longa tem atrizes pornô atuando com ganhadores de Oscar e todos morrem das formas mais bizarras possíveis. Até Eli Roth, que dirigiu O Albergue e interpretou o Urso Judeu, em Bastardos Inglórios, participa do filme (e morre também claro). Por isso, procurei na internet os nove minutos (somente o vídeo número 2 que funciona) divulgados durante a Comic Con, que adiantam como será o longa. Divirta-se com tamanha bizarrice.

Em tempo, outro trash movie que promete é Centopéia Humana. Um filme insano, feito na Alemanha, onde um médico louco decide unir os corpos das pessoas para formar uma centopéia humana. Não dá para explicar como é isso. É mais fácil assistir ao trailer abaixo.

CLIQUE AQUI PARA LER UMA MATÉRIA PUBLICADA NO JORNAL O GLOBO SOBRE O FILME

MACHETE

“Ele sabe o que fazer, ele pega as mulheres e ele mata os caras maus. Mas logo eles perceberão que eles mexeram com o mexicano errado. Se vai contratar Machete para matar um cara mau, é melhor você ter certeza que o cara mau não é você”.

Não me canso de assistir aos trailers do filme “Machete”. Por isso, resolvi postar alguma coisa sobre o filme aqui no blog.

Em outubro, o filme deverá estrear no Brasil, com direção do sanguinário Robert Rodriguez (que já dirigiu cRRássicos como “Um Drinque no Inferno”, “Sin City”, “Planeta Terror” -  e o infantil “Pequenos Espiões”). O longa terá a produção de outro sanguinário diretor, Quentin Tarantino.

Juntos, essa dupla produziu no ano passado uma grindhouse (sessão dupla de cinema) com a exibição de “Planeta Terror”, de Rodriguez, seguida de “A Prova de Morte”, de Tarantino. Para a sessão, eles produziram também falsos trailers. Um desses trailers era o de “Machete”. O trailer fez tanto sucesso entre a crítica que Rodriguez decidiu, de fato, produzir o longa.

Trata-se de uma história rasa, sem muitas afetações, mas genial. O elenco estrelar (Robert De Niro, Jessica Alba, Michele Rodriguez, Lindsay Lohan e Steven Seagal) protagonizam uma história tão absurda e sanguinolenta que beira ao brilhantismo. Estou muito ansioso para assistir.

Sinopse:
Após Machete se envolver com um traficante de drogas, ele aceita uma oferta para cometer um assassinato. O Dr. Benz contrata o assassino para matar um senador corrupto. Para a missão, o anti-herói conta com a ajuda de Luz, Padre e April, uma socialite que possui habilidade com armas. Enquanto se prepara, ele é perseguido pela agente Sartana.

Veja o trailer falso produzido para a grindhouse

O novo trailer com o filme de verdade. Repare que algumas cenas são bem parecidas com a do trailer falso. Outros personagens, no entanto, foram alterados. Como o senador, que nesse trailer é interpretado por De Niro. No trailer falso, De Niro não participava, obviamente.

O segundo trailer do filme.

Agora o trailer proibido para menores de 18 anos.

Os Smurfs estão de volta ao Brasil

Filha do criador dos Smurfs fala da volta dos
seres azuis à TV brasileira e do novo filme em 3D

Felipe Branco Cruz

Ela tem olhos azuis, cabelos loiros, fala mansa e é extremamente simpática. Exceto por sua pele, que não é azul, Véronique Culliford, a filha do cartunista belga e criador dos Smurfs, Pierre Culliford, o Peyo (morto em 1992), inspirou o pai a criar a personagem Smurfette, a única mulher que vive na vila dos Smurfs. Detalhe: ela nasceu no mesmo ano em que Peyo criou os Smurfs, em 1958. Nesta semana ela esteve no Brasil para preparar um retorno dos seres azuis à televisão brasileira, além do licenciamento e lançamento de diversos produtos com a marca Smurfs.

Em entrevista ao JT, na sede da empresa ITC, responsável pelo licenciamento da marca no País, a herdeira de Peyo adiantou também alguns detalhes sobre o filme dos Smurfs, que está sendo rodado em Nova York e deverá estrear em 3 de agosto de 2011. A produção, feita em parceira com a Columbia Pictures/Sony tem orçamento de US$ 100 milhões e será feita em tecnologia CGI, que mistura animação com personagens reais. Além disso, o longa será todo feito em 3D. A imagem de um desses personagens, o vilão Gargamel, interpretado por Hank Azaria, já vazou na internet (veja ao lado). O filme mostrará Gargamel perseguindo os Smurfs em sua vila quando eles caem em um buraco e vão parar no meio do Central Park, em Nova York. Além de Azaria, também estão no elenco Neil Patrick James, Jayma Mayes e Sofia Vergara. A direção ficou por conta de Raja Gosnell. A voz de Smurfette será dublada pela cantora Katy Perry.

“Cresci com eles. Na escola, minhas amigas achavam o máximo eu ser filha de Peyo”, diz ela. “Eles são azuis e brancos. Uma combinação incrível de cores. Eles são simpáticos e vivem em comunidade. São personagens universais porque cada pessoa consegue se reconhecer neles. Tem o bravo, o inteligente, o preguiçoso, o bagunceiro”, diz ela, justificando por que os Smurfs são tão famosos no mundo inteiro.

“O filme será completamente diferente dos desenhos da TV e dos quadrinhos. Fizemos alguns testes e tenho certeza de que os Smurfs são perfeitos para o formato 3D”, adianta. “Fiquei com receio porque não queria que eles saíssem da vila. Mas aprovei o resultado”, completa.

Os Smurfs, segundo seu criador, têm o tamanho de apenas três maçãs e vivem em uma vila no meio da floresta, dividindo tudo. Por causa disso, no passado, Peyo foi acusado de usar seus personagens como propaganda do comunismo. “Isso é uma besteira grande. Eu ouvia meu pai dizendo que odiava quando falavam isso para ele. Nunca tivemos nada a ver com partido comunista”. No Brasil o desenho dos Smurfs foi transmitido pela TV Globo até 1997. Atualmente, Véronique está em negociação com três canais de TV (cabo e aberta) para voltar a transmitir os desenhos no País. Seriam 272 episódios, 112 deles inéditos.

Os Smurfs tiveram grande sucesso no Brasil na década de 80 e quem tem entre 25 e 30 anos certamente se lembra da musiquinha de abertura e das aventuras vividas pelos personagens. Eles habitavam casinhas em forma de cogumelo no meio de uma floresta e eram liderados pelo Papai Smurf, o único que usava roupa vermelha, diferente dos outros. “Nunca dissemos onde a vila dos Smurfs estava localizada. Ela pode estar dentro de qualquer floresta, inclusive a Amazônia, por que não?”, diz Veronique.

Cinema com os mortos

Zé do Caixão leva fãs e curiosos para assistir a filme
no Cemitério da Cachoeirinha. E promete rogar
praga para quem não respeitar os túmulos

Por Felipe Branco Cruz

José Mojica Marins, o Zé do Caixão, promete uma performance assustadora hoje à noite, às 21h, no Centro Cultural da Juventude Ruth Cardoso. Na ocasião, ele falará sobre sua carreira, cinema e o que mais as pessoas quiserem saber sobre as lendas do outro mundo. Em seguida, Zé do Caixão e os presentes atravessarão a rua e assistirão, dentro do Cemitério da Cachoeirinha, à exibição da animação francesa Fear(s) of The Dark, inédita no País.

O filme conta seis histórias de terror infantil, cada uma animada por um profissional. Uma delas fala de uma vila na qual as pessoas desaparecem. Outra narra a história de uma japonesinha que sofre com terríveis pesadelos. Há, ainda, espaço na animação para contar a trajetória de um homem que vive numa casa mal-assombrada e de um monólogo sobre uma mulher e seus medos. Nos intervalos, três DJs entrarão em cena, fazendo uma trilha sonora.

“Várias vezes, já assisti a filmes em cemitérios. Fizemos muito isso durante as Viradas Culturais”, diz José Mojica Marins, que estará devidamente paramentado com sua cartola e capa preta. “Faço a palestra e depois convido as pessoas a ir para o cemitério. O duro é que as vezes não preparam o lugar com iluminação adequada e ficamos perdidos na escuridão. Mas dessa vez me garantiram que isso não acontecerá”, diz Zé.

O cineasta conta que o Cemitério da Cachoeirinha nem é o mais assustador de todos. Para ele, há um em Jaçanã que é bem pior. “Uma vez, estávamos filmando lá e uma caveira caiu do túmulo e veio rolando para perto de nós. E não foi assombração, não. É abandono e falta de cuidado com os túmulos mesmo”, lembra. Na ocasião, eles estavam gravando o filme Quando Os Deuses Adormecem, lançado em 1972. “Todo mundo saiu correndo. Só ficamos eu, o câmera e o assistente.”

Por isso, Zé avisa ao público que não vai permitir ninguém andando por cima dos túmulos, sentando nas lápides ou destruindo o lugar. “Rogo uma praga para cada pessoa que não se comportar. Vou dizer que esses mortos irão ressuscitar para os assombrarem eternamente”.

Para a palestra, Zé lembra que a única regra é: para cada pergunta cretina, uma resposta cretina. “Não aguento mais as pessoas me fazendo sempre as mesmas perguntas. Eles podem questionar a minha vida mística, minha infância, o período que enfrentei a Ditadura, que são histórias boas que tenho”, diz. “Agora, considero uma pergunta cretina quando querem saber se tenho medo de cemitério, se durmo em caixões ou como faço para ir ao banheiro com as unhas grandes”.

Filme novo
Neste ano, o cineasta deverá filmar na cidade mineira de Pouso Seco a lenda do corpo seco, entre julho e setembro. “É a história de um estuprador que, depois de morto, nem os vermes quiseram comer seu corpo. Quando desenterram o cara, a carne ainda está colada aos ossos”, diz. “As pessoas passam a ter pesadelos com ele e resolvem queimar o corpo”. O filme deverá ir ao ar em 2011.

Mais uma menina maligna do cinema

Com Renée Zellweger no elenco, ‘Caso 39’,
é assustador. Mas peca por ser muito previsível

Por: Felipe Branco Cruz

Nos primeiros dez minutos do filme Caso 39, que acabou de estrear no País e traz Renée Zellweger como protagonista, o espectador sente uma forte repulsa dos pais da menina Lillith Sulivan (Jodelle Ferland). Após investigação da assistente social Emily (Renée), ela consegue, com a ajuda de um policial, evitar que os pais queimem a filha dentro de um fogão.

O espectador não precisa conhecer absolutamente nada sobre religião para entender a mensagem subliminar que o nome Lillith carrega. Há alguns relatos religiosos que associam esse nome à serpente que levou Eva a comer o fruto proibido. Em certas crenças, o nome Lillith é associado ao de um demônio.

Num primeiro momento, a garota receberá do espectador sentimentos de pena e compaixão. Tanto que todos torcerão para que Emily, a assistente social que a salvou, consiga adotá-la. Quando isso ocorre, o olhar de Lillith muda e acontecimentos malignos começam a acontecer. A alteração de sua personalidade vai sendo aos poucos construída, chegando ao ponto de o público passar a se perguntar por que o pai e a mãe demoraram tanto tempo para tentar queimar a filha dentro do fogão.

Talvez resida aí o grande problema do filme. Ele é previsível. Nas cenas mais sinistras, o momento do susto poderá ser adivinhado por qualquer um. Exemplo: Emily está dentro do carro. O banco traseiro está fora de foco e escuro. O que acontecerá em seguida? Uma assombração surgirá de lá.

Mas o filme tem qualidades. Os efeitos especiais são bons e sem exageros. O terror, apesar de previsível, segue a máxima de Alfred Hitchcock: quanto menos mostrar, melhor. Além disso, parte da casa onde Emily e Lillith vivem vai sofrendo pequenas alterações no cenário, como o teto que é progressivamente rebaixado para causar no espectador a sensação de desorientação e claustrofobia. E a jovem atriz Jodelle Ferland, 13 anos, está excelente.

‘Premonição 4′: Mortes assustadoras com efeito 3D

Por: Felipe Branco Cruz

Vários amigos estão se divertindo. De repente, acontece um acidente que mata todos eles. Mas não era verdade. Tratava-se de uma visão de um integrante mais sensitivo do grupo. Receoso com a intensidade da premonição, ele alerta a todos para saírem do local antes que seja tarde. Em seguida, o devastador acidente ocorre e eles são salvos. Dias depois, esses mesmos amigos morrem de formas trágicas, na mesma sequência que perderiam a vida caso não tivessem sido salvos. É a ‘Dona Morte’ vindo buscar um por um.

O enredo não é exatamente uma novidade. É que o longa que chega hoje aos cinemas é a quarta parte da franquia Premonição. A história é bem parecida com as anteriores. Mudam-se apenas os personagens, as situações e as mortes. A grande diferença é que desta vez tudo acontece em 3D.

Assim, detalhes simples como um parafuso que se solta de um carro de corrida e voa em direção ao público ou pregos que caem de uma obra ganham outra intensidade com o efeito da terceira dimensão. As trágicas mortes, com muito sangue e riqueza de detalhes, marca registrada da franquia, também ficam mais impressionantes. Infelizmente a história é sofrível e só vale a pena assisti-la se em 3D.

Atividade Paranormal

Por: Felipe Cruz

A gravação é tosca e foi feita por Micah Sloat. Sua namorada, Katie Featherstone, escuta barulhos e desconfia que uma assombração anda pela casa durante a noite, enquanto eles dormem. Micah não leva a sério, mas decide tirar a prova ao comprar uma câmera filmadora e deixá-la gravando. No dia seguinte, ao assistirem as imagens, é possível ouvir alguns ruídos e ver a porta do quarto sutilmente abrir e fechar sozinha. Pelos próximos 30 dias, a assombração vai só piorando suas aparições, numa escalada de suspense arrepiante.

Durante a projeção de Atividade Paranormal, filme que estreia hoje nos cinemas, é isso o que se vê: sugestões, movimentos, luzes que se acendem e apagam sozinhas e barulhos pela casa, todos registrados pelas lentes amadoras da câmera de Micah. Enfim, nada explícito. Mas é aí que entra o suspense. Ao deixar para o público imaginar o que está acontecendo o diretor estreante Oren Peli cria um ambiente de tensão tão grande, que assusta mais do que se mostrasse na tela uma assombração feiosa.

A sensação causada por Atividade Paranormal é comparada a de Bruxa de Blair (1999). Na época os diretores filmaram propositalmente de forma amadora e disseram que a fita tinha sido encontrada no meio da floresta, onde jovens tinham desaparecidos. O que Oren Peli tentou criar foi algo semelhante. No início da projeção há um “agradecimento” a polícia de San Diego, na Califórnia, e as famílias de Katie e Micah, por liberarem as imagens. Muitos espectadores já sabem que é ficção, o que surpreende, no entanto, é que nos Estados Unidos (e provavelmente no Brasil também), alguns entravam na sala achando que tudo aquilo foi real.

O longa custou US$11 mil, tirados do bolso do próprio diretor, sendo que US$100 foi usado só para comprar energético, porque as gravações aconteciam de madrugada. As filmagens duraram apenas duas semanas, feitas em 2006, na casa de Oren, em San Diego. Os dois atores, Katie e Micah, são novatos e usaram os nomes verdadeiros no longa. O resultado, tanto financeiro quanto em qualidade, surpreendeu. Somente nos Estados Unidos o longa já arrecadou mais de US$ 100 milhões. Oren é um diretor novato e antes de se aventurar no cinema trabalhou como programador de videogames.

Parte da propaganda foi feita pela internet e boa parte dela é exagerada. No trailer oficial há cenas da plateia americana assistindo e dando berros de terror. Nada disso. Há sustos, mas não para tanto. A história, no entanto, não se resume apenas as cenas filmadas dentro do quarto. Micah usa sua câmera para filmar a mulher e o longa consegue também mostrar como era a relação do casal. Ficamos sabendo, por exemplo, que Katie já era “perseguida” por essa entidade desde criança. Os momentos mais assustadores não têm nada de efeitos especiais, são sombras, sussurros e barulhos que atiçam a imaginação.

Steven Spielberg assistiu o filme, ficou com medo e resolveu apadrinhar o diretor estreante. Ele gostou da história e ajudou o diretor a levantar mais US$4 mil para refazer o final, sugerido pelo próprio Spielberg. Agora, Oren está com projetos para gravar uma continuação e também um novo projeto sobre a Área 51. O diretor não queria revelar nada a respeito do filme, mas o site Latino Review teve acesso ao roteiro e adiantou que será a história de um nerd com vasta aparelhagem para detectar sinais extraterrestres. Junto com dois amigos e uma menina, que teve o pai abduzido, eles começam a saber a verdade da Área 51.

Homem Aranha 3 – Crítica

Rio de Janeiro, Copacabana, domingo à tarde. Seria essa apenas mais uma agradável tarde de domingo? Poderia ser se não fosse o fato de estar em cartaz o filme mais esperado da temporada: Homem Aranha 3. A cena é clássica: filas imensas, ninguém consegue um bom lugar dentro da sala porque está lotada, bagunça generalizada das crianças e gritaria dos adolescentes. Tudo, enfim, tudo conspirava para que esta agradável tarde de domingo se transformasse em um pesadelo para mim, fã do Homem-Aranha, se eu quisesse ver o filme tranquilamente.

Exceto por um pequeno detalhe: a final do Campeonato Carioca. Quem não mora no Rio não entende o que eu estou falando. A cidade simplesmente não funciona, pois todos param para ver o jogo. E eu, apesar de torcedor do Flamengo, escolhi justamente o horário do jogo para ver o filme. Que maravilha! Que felicidade! Onde estão as crianças? Onde estão os adolescentes catarrentos? Sumiram! Estão todos em casa vendo o jogo. Eu não poderia perder essa oportunidade e lá fui eu para o Roxy, (tradicional cinema de Copacabana) para assistir, juntamente com uma dezena de velhinhos e velhinhas, na mais pura tranqüilidade Homem Aranha 3.

No caminho para o cinema uma gritaria generalizada toma conta do bairro! Foi gol do Flamengo? Do Botafogo? Não quero saber. No momento a única coisa que me preocupa é se o diretor Sam Raimi conseguiria levar paras as telas o visual animal do super-vilão Venom.

E o que eu vi não me desagradou nem um pouco, muito pelo contrário. Posso afirmar, sem sombra de dúvidas, que este é o melhor e o mais maduro filme do herói aracnídeo. Com a história já bem desenvolvida, com personagens já devidamente apresentados nas versões anteriores, o enredo desta vez flui naturalmente e Sam Raimi tem tempo para desenvolver uma intricada trama entre vilões, mocinhas e super-heróis.


Quando li a sinopse fiquei curioso para saber como o diretor conseguiria no mesmo filme apresentar o Homem de Areia, o retorno do Duende Verde, mostrar a simbiose alienígena do uniforme negro e Peter Parker, apresentar Eddie Brock e a sua transformação em Venom e, como se não bastasse tudo isso, ter tempo para discutir o relacionamento amoroso de Parker com Mary Jane.

Conheço o trabalho de Raimi desde seu primeiro filme, A Morte do Demônio. E como já havia dito em outra ocasião, elementos e tomadas de câmera usadas há quase 20 anos atrás em A Morte do Demônio, são bem perceptíveis tanto neste terceiro filme do Aranha, quanto no segundo. Por isso, entrei na sala de cinema com a expectativa de que novamente Sam Raimi iria nos surpreender com sua criatividade e câmera nervosa.

O enredo merece um destaque especial. Como disse antes, ligar todos os elementos presentes na história não é uma tarefa fácil, entretanto, com maestria, Raimi não só cumpriu a missão como fez com que toda essa confusão que é a vida de Peter Parker parecesse algo mais verossímil e de fácil compreensão.

Com o orçamento mais caro da história do cinema, Homem Aranha 3, mostrou porque precisou de tanto dinheiro para a sua realização. O Homem de Areia por exemplo é perfeito nos detalhes e por alguns instantes esquecemos que estamos vendo um filme e imaginamos se tratar das histórias em quadrinhos. Aliás, nem nos quadrinhos o Homem de Areia ficaria tão perfeito.

Aqui cabe um detalhe importante quando o simbionte alienígena se apossa de Peter Parker. Neste momento o herói além de mudar sua personalidade boazinha e se tornar um cara mau, ele assume também um visual completamente diferente, algo meio “cool”. Entretanto, para os mais curiosos poderíamos supor que Raimi propositadamente (talvez para provocar) criou um Peter Parker com visual Emocore, com direito, inclusive, as tradicionais franjinhas escovadas na testa e maquiagem (sombra preta) no olho. E como se não bastasse tudo isso, vemos ainda uma seqüência de imagens em que Parker, tomado pelo simbionte, dança e se exibe na rua, sem o menor pudor.


E o Venom? Como havia dito no início deste texto, minha grande preocupação era se ele atenderia minhas expectativas com relação ao seu visual grotesco. O resultado não só superou minhas expectativas como me instigou ainda mais a imaginação com relação aos próximos filmes da franquia. O nosso herói aracnídeo é um dos que mais vilões possui em seu cartel, entre elas o perigoso Carnificina, que lembra em alguns aspectos o próprio Venom.

Como já era de se esperar o final deixa brechas para continuações, o que é ótimo, pois com um universo tão vasto e complexo quanto é o do Homem Aranha, assunto é o que não vai faltar, inclusive, podendo ser explorado também temas como a clonagem como foi feito nos quadrinhos na saga dos clones. É esperar para ver.

A propósito, no Maracanã, o Flamengo, em cima do Botafogo, sagrava-se pela 29ª vez campeão estadual.

Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.

Join 339 other followers