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Morre Chico Anysio, gênio do humor da TV brasileira
Por Cristina Padiglione, com Felipe Branco Cruz
Despediu-se do riso, dos palcos e da vida de múltiplas personas, em consequência de problemas cardiorrespiratórios, ontem às 14h52 no Hospital Samaritano, no Rio de Janeiro, após três meses de internação, um dos grandes mestres do humor, o cearense Francisco Anysio de Oliveira Paula, aos 80 anos. Chico Anysio não resistiu a uma parada cardiorrespiratória e morreu de falência múltipla de órgãos decorrente de choque séptico causado por infecção pulmonar. O velório será hoje no Theatro Municipal do Rio. O corpo será cremado amanhã, em cerimônia restrita à família.
Nascido em Maranguape, em 12 de abril de 1931, ele assumiu a identidade de dezenas de personagens – Professor Raimundo e seu ‘salário ó’, Bozó, Painho, Coalhada, o ‘símbalo sescual’ Alberto Roberto, Justus Veríssimo, Salomé, o vampiro da ‘vingança malígrina’ Bento Carneiro, Pantaleão, Nazareno, Haroldo e Azambuja, só para citar alguns –, mas foi sobretudo como Chico Anysio que fez fama e escola.
Havia mais de um ano que Chico exibia saúde frágil, sem contudo se render a sedentarismo ou aposentadoria. Ele deu entrada no Hospital Samaritano, zona sul do Rio, no dia 22 de dezembro de 2011. Recebeu alta para passar o Natal com a família, mas voltou a ser internado com hemorragia digestiva. Em janeiro, ainda hospitalizado, seu estado piorou e ele foi submetido a uma cirurgia de laparotomia exploradora, em que parte de seu intestino delgado foi retirado. No período, passou a sofrer de insuficiência renal, e foi submetido a hemodiálise. Em fevereiro, Chico apresentou melhora, teve a dose de medicamentos diminuída e, lúcido, iniciou sessões de fisioterapia respiratória e motora. No fim do mês, abatido por uma pneumonia, fez uso de antibióticos e passou a respirar com ajuda de aparelhos. Nessa época, aliás, a atual mulher, Malga Di Paula, fez um desabafo contra o cigarro no Facebook. “Chico é uma das vítimas de uma geração desinformada, que usava o cigarro por uma questão de charme”, escreveu Malga na rede social.
Chico se manteve estável até meados de março. No início dessa semana, teve uma complicação renal. Na quarta, foi submetido a hemodiálise. Seu estado foi considerado crítico pelos médicos na manhã de quinta. Segundo o boletim assinado pelo médico Luiz Alfredo Lamy, o humorista estava sedado, respirando com a ajuda de aparelhos e foi submetido a uma punção torácica para drenagem de um hematoma. No início do ano passado, Chico havia passado três meses internado por problemas cardiorrespiratórios. Morando em São Paulo com a sexta mulher, a gaúcha Malga, de 40 anos, frequentava a ponte aérea desde 2010, graças à decisão da Globo de reabrir o caixão de Bento Carneiro, o Vampiro Brasileiro. De lá para cá, o trocou por Salomé – pela comodidade da cena, estática, ao telefone.
Geladeira na Globo
Chico Anysio fazia participações no humorístico Zorra Total, nada perto de ter um programa seu, como acontecia desde os primórdios da TV, até o ano de 2000, quando foi confinado à geladeira. Até lhe dar uma vaga nos especiais de fim de ano, em 2009, a emissora privou por nove anos o telespectador de suas piadas. Declarações de Chico em entrevistas lhe renderam exílio do vídeo (leia ao lado), embora a Globo tentasse camuflar o castigo com participações esporádicas em suas atrações.
A última foi a novela Caminho das Índias (2009), como o pai de Radesh (Marcius Melhem). Nesse ano, dublou o ranzinza Karl, na animação Up – Altas Aventuras. Também era compositor, escritor e pintor, tendo feito várias exposições. Nas suas contas, criou 209 personagens, alguns para outros atores – como o inesquecível Primo Rico, com Paulo Gracindo, em dueto com Brandão Filho.
A carreira começou na Rádio Guanabara, no Rio, para onde a família Anysio de Paula se mudou quando Chico tinha 8 anos. Tornou-se vascaíno só para contrariar o pai, botafoguense. Moravam perto do Fluminense. Jogou bola até o dia em que, esperado para uma partida, foi em casa buscar o tênis e encontrou a irmã Lupi de saída para um teste na Rádio Guanabara. O garoto foi junto e acabou sendo aprovado para radioator e locutor – Chico dizia que tinha virado ator graças ao tênis.
Mas a percepção de que poderia se dar bem no rádio já existia. Àquela altura, o talento de imitar vozes famosas, entre locutores e artistas, o havia feito vencer concursos de calouros. Fazia Oscarito, Saint Claire Lopes, Rodolfo Mayer, James Manson, James Cagney e Luiz Jatobá. Passou ainda pela Rádio Mayrink Veiga. “Ele sempre foi calado, nunca foi de exibições. Todo comediante é meio contido, né?”, afirmou, em abril (nos 80 anos de Anysio) o humorista Lúcio Mauro, companheiro de cena no antológico quadro do personagem Alberto Roberto – “Sou, mas quem não é”, dizia o bordão.
Nos anos 50, era da chanchada no cinema nacional, escreveu e atuou em filmes da Atlântida. Estreou na TV Rio em 1957, no Noite de Gala. Em 59, ingressou no programa Só Tem Tantã, mais tarde Chico Total. Pisou na Globo em 1968 e lá ficou. Carlos Manga, seu diretor nos primórdios, se lembra bem daquela época. “Boni sempre disse que ele seria um fenômeno se tivesse nascido nos Estados Unidos. Pois eu digo: se Chico Anysio tivesse nascido na Inglaterra, ele seria o Chaplin!”, disse. Veio de Manga a ideia de usar o recém-chegado videotape para fazer Chico se desdobrar em personas. “Quando eu vi aquela máquina, pensei logo no Chico. ‘E se eu te disser que posso botar você para contracenar com você mesmo?’, perguntei a ele.” Nascia, em 1960, o Chico Anysio Show. Com Chico, trabalhariam os maiores nomes da TV nacional, em humor ou drama, como Paulo Gracindo, Grande Otelo, Costinha, Walter D’Ávila, Jô Soares, Renato Corte Real, Agildo Ribeiro, Ivon Curi.
Casamentos e jejum forçado
Casado por seis vezes, e isso não era piada, lançou o livro Como Salvar seu Casamento, com dicas para uma boa relação. “Quem é casado há 40 anos com dona Maria não entende de casamento, mas de dona Maria. De casamento entendo eu, que tive seis”, dizia. Mais 20 livros fecham sua coleção, entre biografias e anedotas.
Chico Anysio deixou 10 netos e 8 filhos: o ator Lug de Paula (o Seu Boneco, na Escolinha do Professor Raimundo, da atriz Nancy Wanderley), o comediante Nizo Neto (o Seu Ptolomeu) e o diretor de imagem Rico Rondelli (da vedete Rose Rondelli), André Lucas, adotado, o DJ Cícero Chaves (da ex-frenética Regina Chaves), o comediante Bruno Mazzeo (da ex-modelo Alcione Mazzeo), além de Rodrigo e Vitória (da ex-ministra Zélia Cardoso de Mello). Irmão do cineasta Zelito Viana, era tio da diretora Cininha de Paula e do ator Marcos Palmeira.
Quando o assunto era o futuro do humor na TV, discutia, como fez em 2010: “As TVs se fizeram grandes através do humor, e hoje os maiores índices são de programas de humor. Por que não são feitos mais programas, quando temos mais de 50 excelentes comediantes?”. O afastamento da TV o levara à depressão. “Tive seis mulheres, filhos, netos. Se eu não tivesse depressão, teriam de me internar, porque eu seria um psicopata.” Chico foi alvo, há dois anos, da campanha ‘Volta, Chico’ encabeçada por Vesgo e Ceará, do Pânico na TV, pela RedeTV!, que pedia sua volta à grade. “Talvez a Globo esteja achando que eu já tenha feito por ela o suficiente e que deva descansar. Mas eu não quero descanso”, disse ele à ocasião.
Em dezembro de 2009, a direção da Globo se rendeu e lhe abriu uma vaga nos especiais de fim de ano. Por cerca de uma hora, personagens de diversas etnias, estirpes e épocas contracenaram, todos na pele de Chico. Graças a recursos de vídeo, dialogou consigo mesmo, e reuniu uma dezena de tipos na sala do lendário professor Raimundo. O especial fez a Globo resgatar Chico para o Zorra Total. Era o fim do jejum promovido pela Globo, ação endossada pela emissora em comunicado, em 2000, logo após entrevista do humorista à revista IstoÉ, com críticas ao novo modelo de gestão da emissora. “Pela primeira vez, em 47 anos de TV, trabalho numa casa onde ninguém tem acesso à pessoa que nos dirige”, disse, sobre a diretora-geral Marluce Dias da Silva, que substituíra José Bonifácio de Oliveira Sobrinho, o Boni.
A Globo reagiu em nota, repudiando as declarações e anunciando sua suspensão. Chico rebateu: “Em 53 anos de profissão, sempre expressei livremente meu pensamento sem desrespeitar ninguém, muito menos a Rede Globo, onde trabalho há mais de três décadas (…) Como artista, meu único patrimônio é meu direito de pensar e dizer e, por ser um criador, qualidade inata. A este patrimônio não renuncio, nem em tempo de censura, como agora.”
Apesar das discussões, o humorista disse, em outubro, que se considerava “homem forte”. Não tenho do que reclamar, já fiz tudo o que tinha para fazer.” Seu único arrependimento de vida era ter fumado até os 40 anos. A Globo o manteve sob contrato, evitando sua saída. Para cerrar cortinas e encerrar batalhas, resiste a frase do mestre: “Para mim, há dois tipos de humor: o engraçado e o sem graça. Eu fico com o primeiro”.
A hilária participação de Sérgio Mallandro no ‘Amor e Sexo’ de Fernanda Lima
Sergio Mallandro deu show. Só deu respostas loucas para as perguntas de Fernanda Lima, tascou um beijão no pescoço de Fernanda Paes Leme e divertiu a plateia e a audiência no chatíssimo programa ‘Amor e Sexo’. Um participação que já é clássica.
Conselhos do Dr. Ozzy
Por: Felipe Branco Cruz
Dependendo do ponto de vista, a justificativa para pedir conselhos médicos e amorosos ao Príncipe das Trevas, Ozzy Osbourne, soa estranhamente válida. Vamos partir do princípio que seu médico “só” estudou Medicina. Ozzy, apesar de nunca ter pisado numa faculdade do gênero, já engoliu uma abelha quando dirigia a 110 km/h e foi declarado morto duas vezes. Sua família foi eleita a mais disfuncional da civilização ocidental e, por ter mordido um morcego – cena que o consagrou, aliás –, ele teve de tomar, durante semanas, várias injeções antirrábicas. Que médico já passou por isso? Talvez nenhum.
Aos 62 anos, o roqueiro já foi diagnosticado (erroneamente) com mal de Parkinson, quebrou o pescoço ao cair de um quadriciclo e sobreviveu a um acidente de avião. Agora, pense de novo: que seres humanos já passaram por isso? Sem contar que o eterno vocalista do Black Sabbath é uma lenda viva do rock. Sim, lenda viva. O fato de ainda respirar pode ser considerado um milagre. Afinal, durante toda a vida, ele consumiu, sem moderação, praticamente todo tipo de droga e sobreviveu a muitas overdoses.
Naquele que pode ser considerado quase um livro de autoajuda, Confie em Mim, Eu Sou o Dr. Ozzy – Conselhos do Maior Sobrevivente do Rock (Ed. Benvirá), o Príncipe das Trevas responde a questões como: “Meu filho começou a fumar para impressionar a namorada. Como faço para ele parar?” ou “Achei pornografia no computador do meu filho. O que faço?”. Além da experiência de vida, Ozzy também é pai de família. Dessa forma, supõe-se que ele teve de lidar com muitas dessas questões em casa. Para ele, isso o torna suficientemente qualificado para respondê-las.
Seu trabalho de conselheiro amoroso começou quando um representante do Sunday Times Magazine o convidou para ser colunista de saúde e relacionamentos há cerca de um ano. Os conselhos fizeram tanto sucesso que Ozzy compilou as melhores respostas e as lançou neste livro.
Numa pequena introdução, ele justifica por que o escolheram como o homem certo para conselhos. “Provavelmente, há ratos nos laboratórios do Exército dos Estados Unidos que viram menos substâncias químicas na vida do que eu (…). Tenho mais parafusos de metal em mim atualmente do que um móvel da Ikea.”
A obra é dividida por temas de dicas: médicos, alimentares, familiares, queixas comuns, amizades, sexo, entre outros. O livro é organizado em forma de perguntas e respostas. Apesar de toda a loucura de Ozzy, suas respostas, na maioria das vezes, são até sensatas. E outras hilariantes. Um desses exemplos é quando ele responde a um garoto sobre como fazer uma garota atingir o orgasmo: “Sempre fiquei tão ocupado em me dar um orgasmo que não prestei muita atenção nisso. Mas, se você descobrir, me avise”.
Numa outra pergunta, Ozzy responde a um jovem como convencer uma mulher a dormir com ele. “Sempre tive uma grande cantada para a mulherada”, escreve Ozzy. “Depois de uma noitada, eu dizia: ‘Posso ir para a sua casa para assistir à televisão?’ Eu achava que era uma tirada brilhante (…), só que ninguém nunca caiu nessa. Na maioria das vezes, elas me diziam: ‘Eu não tenho televisão’.”
Mesmo dando o que chama de bons conselhos, Ozzy tem bom senso ao afirmar que, em alguns casos, o melhor é deixar a leitura de lado e ir ao médico. No mais, a única solução infalível do livro é boas gargalhadas.
Eduardo Sterblitch no Jô Soares – Cesar Polvinho do Pânico na TV
Caraca, a entrevista do Eduardo me proporcionou boas risadas hoje. Vale muito a pena assistir a entrevista.
Como resumir quatro anos de faculdade em 2:55 minutos
O genial vídeo feito por Rafinha Bastos sobre como fazer uma matéria jornalística para a televisão.
Sabedoria chinesa
“Uma mulher pergunta a um mestre chinês:
- Mestre, por que um homem que faz sexo com várias mulheres é chamado de campeão e uma mulher que faz sexo com vários homens é chamada de vagabunda?
E o mestre responde:
- Filha… veja bem, uma chave que abre várias fechaduras é uma chave-mestra. Já uma fechadura que abre com qualquer chave, não serve para nada!”
Marchinhas jornalísticas de carnaval
Me dá um frila aí (versão de Me dá um dinheiro aí)
Ei, você aí, me dá um frila aí
Me dá um frila aí
Ei, você aí, me dá um frila aí
Me dá um frila aí.
Não vai dar?
Não vai dar, não?
Vou te ligar e ir à redação
Te enlouquecer de tanto insistir
Me dá, me dá, me dá (oi)
Me dá um frila aí.
A audiência do jornal (versão de A pipa do vovô)
A audiência do jornal não sobe mais
A audiência do jornal não sobe mais
Apesar de explorar só desgraça
O jornal já perdeu o seu gás.
Ele tentou mais uma chacininha
O Ibope não deu nenhuma subidinha
Ele tentou mais uma enchentizinha
O Ibope não deu nenhuma subidinha.
Passaralho (versão de Saca-rolha)
Cabeças vão rolar
Um pé na bunda eu não quero é levar
É o passa-passa-passa-passa-passaralho
Vamos saber quem vai sobrar!
Imprensa não é livre (versão de Cachaça não é água)
Você pensa que a imprensa é livre?
Imprensa não é livre, não.
Ser livre é falar verdades
Sem medo de uma demissão.
Ô, produtor (versão de Allah-lá-ô)
Ô, produtor, ô ô ô ô ô ô
Tu demorô, ô ô ô ô ô ô
Pra agendar a entrevista que me falta
A rival foi mais esperta
E furou a nossa pauta.
Pauteira (versão de Jardineira)
- Minha pauteira, por que estás tão triste?
Mas que tragédia não aconteceu?
- Não teve enchente, nem caiu barraco
Nenhum incêndio e ninguém morreu.
Nenhum riso (versão de Máscara negra)
Nenhum riso, ó, nem alegria
Mais de dez palhaços de plantão
Todo mundo festejando o carnaval na avenida
E a gente na redação.
Salário do Zezé (versão de Cabeleira do Zezé)
Olha o salário do Zezé!
Será que ele é?!
Será que ele é?! (jor-na-lis-ta)
Olha o salário do Zezé!
Será que ele é?!
Será que ele é?!
Será que ele ganha o piso?
Será que ele é muito ralé?
Parece repórter de rádio
Mas isso eu não sei se ele é.
Melhora o salário dele! (pã pã)
Melhora o salário dele! (pã pã)
Melhora o salário dele! (pã pã)
Melhora o salário dele!
Li aqui: Desiluções Perdidas
Você faz sexo ocasional?
Sensacional esse vídeo. Se fosse eu o repórter eu não iria aguentar e iria morrer de rir. Na boa, isso deve ser pegadinha, piada, sei lá… mas rendeu boas piadas. O video foi feito na Angola. Assista.
Como disfarçar um filme pornô
Sensacional esse video. Uma forma criativa de disfarçar um filme pornô
Comédia MTV
Video muito engraçado do Marcelo Adnet, no Comédia MTV. O lado bom de ser gay. Morri de rir.
Políticos, tremei. ‘CQC’ vai focar eleições
Programa da Band volta com repórteres na
cola dos candidatos, novos quadros e cenário
Por: Felipe Branco Cruz
A terceira temporada do programa Custe o Que Custar (CQC), da Band, que estreia na próxima segunda-feira, às 22h15, com reprises aos sábados, às 21h, traz pelo menos duas “revelações” bombásticas: o senador Eduardo Suplicy é um péssimo garçom e a subprefeita da Lapa, Soninha, nunca se depilou com cera quente.
Os dois políticos são os primeiros participantes do novo quadro do programa, Trabalho Forçado, em que os repórteres Oscar Filho, Felipe Andreoli e Rafael Cortez irão levar personalidades para fazer trabalhos completamente diferentes dos seus. O senador Suplicy atrasou chopes, errou pedidos e irritou os clientes de um boteco na Vila Madalena. Já Soninha se enrolou toda ao tentar depilar uma cliente em uma clínica de estética, revelando que até então só havia se depilado com lâmina.
As novidades foram anunciadas à imprensa na segunda-feira, em entrevista coletiva no estúdio da Band, no Morumbi.
A trupe, no entanto, ficou constrangida quando foi sugerido que eles convidassem para o quadro o âncora do Jornal da Band, Boris Casoy, para ser gari por um dia. Boris ofendeu os garis ao vivo, ao deixar vazar o áudio de um de seus comentários, no dia 31 de dezembro do ano passado. “Boa ideia”, desconversou o apresentador Marcelo Tas.
Como 2010 é ano de eleições, o CQC vai colocar um “homem de preto” na cola de cada presidenciável. Monica Iozzi substituirá Gentili em Brasília. Na África do Sul, Felipe Andreoli e Rafael Cortez farão a cobertura da Copa do Mundo. Mas a primeira matéria internacional será no Chile. “Nossa pauta era acompanhar a eleição presidencial, mas como aconteceu o terremoto, vamos para cobrir o desastre. Desta vez, sem piadas”, disse Marco Luque.
Outros dois novos quadros também foram anunciados: Cidadão em Ação e Marco Luque Responde. No primeiro, Danilo Gentili testa até onde vai o grau de civilidade das pessoas. Um exemplo é o quadro em que um dos produtores do programa simula ser motorista de um veículo de transporte escolar. Ele para em um boteco para tomar cachaça. Ninguém o impede de sair dirigindo o carro e Gentili volta ao local para saber por quê.
Gentili também irá substituir Rafinha Bastos no Proteste Já. O colega, que continua no CQC, abriu mão do quadro porque está envolvido com o novo programa A Liga, que vai estrear em maio.
Já em Marco Luque Responde, o apresentador vai elucidar de forma debochada perguntas feitas pelo público, como “Por que as pirâmides do Egito foram construídas?”.
A bancada ganha quadros diferentes, ao lado do Top Five: um deles chamado As Piores Notícias da Semana. “É um olhar irônico e pitoresco dos assuntos que acabaram de acontecer”, resume Tas.
As mudanças de conteúdo virão acompanhadas de alterações técnicas. O cenário, que antes tinha tons escuros, vai ter o branco como cor predominante. “O cenário é claro, mas realça coisas que não se via no anterior”, diz Tas. Além disso, o programa será gravado em alta definição, inclusive as reportagens.
Terremoto no Ceará
Depois dos terremotos ocorridos na Ásia, o Governo Brasileiro resolveu instalar um sistema de medição e controle de abalos sísmicos, que cobre todo o país.
O então recém-criado Centro Sísmico Nacional !!!
Poucos dias após entrar em funcionamento, já detectou que haveria um grande terremoto no Nordeste do país.
Assim, enviou um telegrama à Delegacia de Polícia de Icó, uma cidadezinha no interior do Estado do Ceará.
Dizia a mensagem:
“Urgente. Possível movimento sísmico na zona. Muito perigoso.
Richter 7. Epicentro a 3km da cidade. Tomem medidas e informem resultados com urgência.”
Somente uma semana depois, o Centro Sísmico recebeu um telegrama que dizia:
“Aqui é da Polícia de Icó. Movimento sísmico totalmente desarticulado. Richter tentou se evadir, mas foi abatido a tiros. Desativamos as zonas. Todas as putas estão presas. Epicentro, Epifânio, Epicleison e os outros cinco irmãos estão detidos. Não respondemos antes porque houve um terremoto aqui.”



