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Top 5: Melhores shows que mais aproveitei na vida
Na semana passada fiz um post sobre os melhores shows que vi na vida. Não necessariamente eles foram os que mais me diverti ou aproveitei. Por isso, resolvi fazer esse novo post com os cinco melhores shows que mais aproveitei até hoje.
1) PAUL MCCARTNEY – 2011 e 2012
2) BAD RELIGION – 2011
3) AC/DC – 2009
4) GREEN DAY – 2010
5) NOFX – 2010
Top 5: Melhores shows que vi na vida
Ontem, depois de assistir ao show do Roger Waters, da turnê The Wall, no Morumbi, eis que posso fazer, até o momento, os cinco melhores shows que vi na vida:
1) PAUL MCCARTNEY – 2011 e 2012
2) U2 – ABRIL – 2011
3) ROGER WATERS – 2012
4) AC/DC – 2009
5) KISS – 2009
Aos Mestres Com Carinho
Paul McCartney reverencia influências musicais em
disco que reúne clássicos da canção americana
Por: Felipe Branco Cruz
Fonte: Jornal da Tarde
A cena foi descrita pelo próprio Paul McCartney, de 69 anos, em entrevistas à imprensa internacional. Para ele, seu novo disco Kisses On The Bottom, que chega hoje ao Brasil – após lançamento mundial ontem –, é um daqueles CDs que “escutamos ao voltar do trabalho, com uma taça de vinho, ou uma xícara de chá”. De fato, o novo trabalho do ex-beatle, o 15º de sua carreira solo, é leve, intimista e simples. Para o repertório, ele escolheu gravar clássicos do jazz do início do século 20 e standards da música americana que eram cantados por seus pais nas noites de Ano Novo.
No álbum, há apenas duas canções inéditas compostas por Paul: My Valentine, escrita, segundo o próprio músico, num Dia dos Namorados chuvoso no Marrocos, com sua mulher Nancy Shevell. Nesta canção, Eric Clapton empresta sua guitarra para um certeiro solo. Sua outra música é Only Our Hearts, que conta com a gaita de Stevie Wonder.
A cantora e pianista Diana Krall também participa do disco como produtora, ao lado do produtor veterano Tommy LiPuma (que já trabalhou com nomes como Barbra Streisand e Miles Davis). Diana toca piano no álbum e cedeu os músicos de sua banda para gravarem também algumas canções.
Durante 50 minutos de audição, Paul brinda o ouvinte com emocionadas interpretações para 14 canções como It’s Only a Paper Moon, Always, My Very Good Friend the Milkman e Bye Bye Blackbird. O título do álbum, Kisses On The Bottom, faz referência à letra da música I’m Gonna Sit Right Down and Write Myself a Letter (gravada por Frank Sinatra em 1954, no seu álbum Swing Easy) – e que, se for traduzido ao pé da letra, significa‘Beijos no Traseiro’. Nele, Paul, que não lançava um disco de estúdio desde Memory Almost Full, de 2007, faz um trabalho singelo, despretensioso e que cumpre o que promete: homenagear os mestres do jazz que o influenciaram. De acordo com o músico, o trabalho foi a forma que ele encontrou para conciliar sua vocação musical com a vontade de descansar, conviver mais com a família e resgatar suas memórias. A sensação que se tem é a de estar ouvindo a trilha sonora de um filme de Woody Allen.
Sir Paul McCartney já é um senhor de quase 70 anos. Portanto, nada mais natural que queira desacelerar um pouco. O problema é que ele não desacelerou. Pelo contrário. Ainda para este ano, ele planeja lançar outro disco, só que desta vez de inéditas. Mas Paul não adiantou como será. Em entrevistas, ele brincou dizendo: “Talvez não seja pop, talvez seja rock, talvez psicodélico… Quem sabe?”.
Não é cover. É homenagem
Em Kisses On The Bottom, Paul não toca nenhum instrumento. O trabalho todo foi deixado para os amigos. No álbum, ele atua apenas como intérprete. “Há anos, eu queria tocar algumas velhas canções da geração dos meus pais”, disse o músico, em depoimento a jornalistas no exterior. “Não tive a impressão de ter tido um trabalho duro nesse disco.”
Não cabe também chamar este de um álbum de covers. Para Paul, é uma homenagem. Segundo o músico, essas canções foram usadas por ele e John Lennon como base de suas próprias canções. “Quando comecei a me interessar por composição, percebi quão estruturadas estas canções eram e aprendi muitas lições.”
Na próxima quinta, dia 9, ele será homenageado em Los Angeles, com uma estrela na Calçada da Fama. Até hoje, Paul era o único beatle que não tinha sua estrela em Hollywood. A estrela deverá ficar localizada próximo ao edifício da Capitol Records, onde Paul gravou este disco.
Clique aqui para ouvir o disco completo
Faixa a Faixa
1. I’m Gonna Sit Right Down and Write Myself a Letter
Piano, bateria e baixo. Composição clássica de uma banda de jazz.
2. Home (When Shadows Fall)
Nesta faixa, Paul mostra sua faceta crooner. Mas com uma voz quase sussurrada, não dá a potência necessária que a música pede.
3. It’s Only a Paper Moon
Como se estivesse numa festa, Paul brinca com os vocais fazendo falsetes e até assoviando. Esta é uma das canções mais animadas do disco.
4. More I Cannot Wish You
No começo, apenas violão e a voz de Paul dão o tom. Ele canta de forma lenta e compassada. Esta, talvez, exemplificaria bem o que Paul quis dizer com “ouvir enquanto toma um vinho ou chá”.
5. The Glory of Love
Feche os olhos e se imagine em um bar esfumaçado, à meia-luz, com um pequeno palco ao fundo. É essa a sensação que esta canção passa. Mas com Paul nos vocais.
6. We Three
Esta canção é puro jazz. Se você queria saber como seria se Paul McCartney um dia resolvesse ser cantor de jazz, este seria o exemplo perfeito.
7. Ac-Cent-Tchu-Ate the Positive
Johnny Mercer, Aretha Franklin e Bing Crosby já interpretaram essa canção. Paul decidiu incluí-la no disco por não ser uma escolha óbvia.
8. My Valentine
Logo nos primeiros segundos da faixa, já é possível perceber os acordes da guitarra de Eric Clapton, que faz participação especial. A música foi composta por Paul em homenagem à sua mulher Nancy Shevell.
9. Always
Mais um exemplo em que Paul McCartney ataca de crooner. Mas como sua voz é mais aguda do que grave, a canção perde um pouco sua força.
10. My Very Good Friend the Milkman
Ao lado de It’s Only a Paper Moon, esta é uma das mais animadas canções do disco. Nela, Paul também assovia notas.
11. Bye Bye Blackbird
Um dos grandes standards americanos, esta canção ficou famosa na voz de Gene Austin, em 1926.
12. Get Yourself Another Fool
Eric Clapton também participa desta canção. Sua guitarra certeira dá o tom.
13. The Inch Worm
Esta música é quase uma aula de matemática, em que Paul declara seu amor por meio de somas e multiplicações.
14. Only Our Hearts
A música é outra declaração de amor de Paul, nesta que é a segunda canção composta por ele para este álbum, com participação de Stevie Wonder.
Registro da passagem de Paul McCartney pelo Rio de Janeiro
Vídeo oficial da passagem da Turnê Up and Coming pelo Rio de Janeiro em 2011. Acompanhe entrevistas com patrocinadores e responsáveis pela vinda de Paul McCartney ao Brasil, imagens de bastidores e trechos dos dois shows realizados no estádio do Engenhão. Há também depoimentos de fãs e membros da equipe internacional de Macca. Um registro histórico! Confira!
Paul McCartney leu minha minha matéria
Ontem a Lúcia Camargo me mandou uma foto por e-mail com um comentário: “O Macca leu sua matéria”. Mas, como assim?! O que aconteceu foi o seguinte, depois do show que ele fez no dia 21 de novembro eu escrevi a crítica do show que foi publicada no JT no dia 22 de novembro. Nesse mesmo dia saiu também duas outras matérias minhas. A primeira sobre o relançamento da discografia completa do John Lennon e a outra sobre o relançamento das coletâneas Vermelha e Branca, dos Beatles.
Clique na foto para vê-la ampliada
O pessoal da produção do Paul McCartney deixou na mesa dele, no dia seguinte, as edições do Jornal da Tarde e do Estadão com as críticas do dia. Paul adora divulgar os bastidores das turnês e divulgou a foto acima com o rascunho do que ele iria dizer no show do dia 22. Inclusive a frase “Chove Chuva”, que ele escreveu no papel como “Shove Shooova”. E lá, entre tantos papeis, estava o jornal.
Abaixo a reprodução das páginas do Jornal da Tarde do dia 22 de novembro, que estava na mesa dele
(Clique nas imagem para ver em tamanho maior):
Leia as reportagens:
Albuns “Vermelho” e “Azul” são relançados
A reinvenção de Paul McCartney
Por: Felipe Branco Cruz
Fonte: Jornal da Tarde
Aos 68 anos, Paul McCartney continua dando o que falar. Está noivo da empresária nova-iorquina Nancy Shevell, de 51 anos, e frequentemente tem dito que pretende lançar novos discos. Com um legado incontestável, é alvo de inúmeras biografias. Por isso, a pergunta que se faz é: o que um novo livro poderia acrescentar à história do músico, principalmente com sua veemente recusa em colaborar com a obra?
Quem responde é o jornalista americano Peter Ames Carlin, autor de Paul McCartney – Uma Vida, lançado recentemente no Brasil. “Paul nunca fala para biógrafos, com a única exceção de Barry Miles, que é amigo dele desde os anos 1960 e lançou a obra Many Years From Now”, explica. “Cada biógrafo tenta focar uma parte específica da complexidade que é o personagem. Na minha, explorei como ele se reinventou após o fim dos Beatles, renegando seu passado. Agora, no século 21, de como ele se tornou o embaixador dos Beatles para os mais jovens.”
O autor inicia o livro com a descrição de um show que Paul fez em Liverpool, sua cidade natal, no dia em que fez 66 anos. A partir dessa apresentação, Carlin conta sobre os ancestrais do músico, descendentes de irlandeses que imigraram para a cidade para trabalhar.
Apesar de não ter entrevistado Paul, Carlin acompanhou durante quase dois anos os passos do músico e baseou sua pesquisa em documentos da época, além de entrevistas com pessoas próximas do ex-Beatle, como os músicos do Wings. Mas nem todo esse levantamento impediu que a obra fosse criticada por não ter novas informações. “Acho que o coração deste livro captura seu amadurecimento e as raízes de sua criatividade”, diz.
As 400 páginas da obra, no entanto, não se aprofundam na história de Paul. Trata-se de um livro para quem ainda não conhece a trajetória do músico e funciona como uma excelente porta de entrada para aqueles que querem conhecer melhor a biografia do artista. “A vida de Paul se torna muito mais excitante depois do fim dos Beatles. Imagine alguém aos 27 anos, que pertenceu a uma das maiores bandas do mundo, ter de se reinventar?”
Dicotomia criativa
Na obra, o autor afirma ainda que a parceria com John Lennon promoveu uma dicotomia capaz de fazer aflorar a criatividade de ambos. Mesmo depois da morte de John, Paul teve de lidar com o mito e a sombra do amigo. A influência da mãe de Paul na vida do músico também é tratada pelo autor, já que ela morreu quando ele tinha apenas 14 anos. Aliás, foi a morte da mãe de Lennon, alguns anos depois, que ajudou a dupla a ficar ainda mais próxima. “A morte dela inspirou uma profunda paixão pelo seu trabalho”, analisa o escritor americano.
O livro termina com os desdobramentos da batalha judicial que Paul enfrentou, em 2008, para se separar de sua ex-mulher Heather Mills, que ganhou o direito a receber 24 milhões de libras com o fim do casamento. A nova namorada de Paul, e agora noiva, Nancy Shevell, também é citada, mas de forma bem superficial.
Carlin não é nenhum novato no ramo das biografias. É de sua autoria também Catch a Wave, sobre a história de Brian Wilson, dos Beach Boys. E há dois anos ele trabalha na biografia de Bruce Springsteen, prevista pera ser publicada em 2012. Paul McCartney – Uma Vida mereceu pelo menos um elogio que vale ser salientado, feito por Bob Spitz, autor de uma das mais importantes biografias dos FabFour, The Beatles: “Carlin faz um retrato franco e revelador por trás do mito de Paul McCartney.”A declaração é parte do texto que está na contracapa.
‘Como concorrer com os Beatles?’
Peter Carlin tentou entrevistar Paul McCartney, mas ele não quis conversa. O autor foi atrás de outras fontes e escreveu uma biografia focada na carreira do músico após o fim dos Beatles.
O que esta biografia tem de diferente em relação a outras sobre Paul McCartney?
Tem novas perspectivas até então desconhecidas (ou pouco conhecidas), além de histórias e insights sobre a vida de Paul. É o primeiro livro que trata de sua carreira solo com o mesmo cuidado e respeito que foi feito com os Beatles.
Por que você não entrevistou Paul para escrever o livro?
Tentei, mas a posição dele é definitiva. Ele não fala com biógrafos, a não ser que tenha algum contrato com eles, como fez com Barry Miles, autor de Many Years from Now e amigo de longa data.
Se Paul McCartney lhe desse 20 minutos para um rápido bate-papo, que perguntas você faria?
Perguntaria sobre sua relação com a música: como ele se sente quando ouve uma canção que realmente o comove, como se sente quando está imerso em seu processo criativo.
Como é escrever sobre uma pessoa viva e produtiva?
Espero que o livro fique desatualizado e que Paul continue a trabalhar, criar e construir mais coisas. A vida continua e o homem trabalha, trabalha, trabalha. Mesmo assim, a essência do livro capta seu crescimento e as raízes de sua criatividade.
Você acredita que a maior dificuldade de Paul é competir com o seu próprio legado?
Claro que sim. Como alguém poderia tentar concorrer com os Beatles? Só porque você foi um deles – um dos dois membros-chave, na verdade – a coisa não fica mais fácil. Imagine acordar aos 27 anos e perceber que você já fez o trabalho mais importante de sua vida? Que você mudou o mundo de duas ou três maneiras distintas e não importa o que você faça, será sempre comparado com o que você fez quando era jovem? Isso é difícil.
O que podemos esperar de Paul McCartney nos próximos anos?
Mais do mesmo, suspeito. Mais músicas, álbuns, performances. O homem vive, respira e transpira música. É sua expressão de vida. Ele só vai parar quando seu coração parar de bater. E espero que isso demore muito tempo.
Paul McCartney empolga o Rio de Janeiro
FELIPE BRANCO CRUZ
Rio de Janeiro
Inaugurado em 2007, o Estádio Olímpico João Havelange, o Engenhão, no Rio de Janeiro, passou anteontem pelo primeiro grande teste como sendo palco para grandes shows. Até então, o estádio só tinha sido utilizado para jogos de futebol. E a estreia não poderia ser com um convidado melhor: o ex-Beatle Paul McCartney. A apresentação foi assistida por cerca de 45 mil pessoas. O show marcou também o retorno de Paul McCartney ao Rio, 21 anos depois de ele ter cantado no Maracanã, para 184 mil pessoas. Ontem, Paul fez um show extra no Engenhão, que, diferentemente do Morumbi, se mostrou um local de fácil acesso, com uma estação de trem em frente ao estádio. O ponto negativo do Engenhão foi sua péssima acústica, já que o espaço não foi projetado para ser palco de shows.
Mas, assim como nos shows que o ex-Beatle fez no ano passado em Porto Alegre e São Paulo, sua apresentação foi impecável, com 2 horas e 35 minutos de duração e repleta de sucessos. O público retribuiu o carinho de Paul, soltando bolas coloridas durante o refrão de Give Peace a Chance e levantando cartazes com “na-na-na”, durante o refrão de Hey Jude, deixando o cantor visivelmente surpreso. “Isso foi incrível”, ele disse, no palco. O show foi aberto com Hello Good Bye, um clássico dos Beatles. Simpático, Paul falou em português: “E aí cariocas! Boa noite Brasil!”. E disse: “Hoje, vou tentar falar em português. Mas vou falar mais em inglês”. Durante a apresentação, ele fez homenagens aos ex-colegas de banda. Para John Lennon, cantou Here Today. Para George Harrison, McCartney escolheu Something.
O show foi intercalado com momentos em que cantava canções mais lentas, como Yesterday e Hey Jude, com outras mais agitadas, como Helter Skelter e Live and Let Die. Paul deixou de fora a canção My Love, que ele cantou nos shows do ano passado. A explicação é que agora o músico está noivo de Nancy Shevell, 51 anos, e pode não pegar bem cantar uma canção que ele sempre dedicava à ex-mulher, Linda, que morreu de câncer. Tanto Paul quanto o público foram impecáveis anteontem. No ano passado, o cantor declarou que a apresentação de São Paulo tinha sido a melhor da turnê. Mas após os shows no Rio e do esforço da plateia para agradar ao ex-Beatle, vai ficar difícil decidir onde ele se sentiu mais querido.
Confira o set-list do show de domingo:
1 – Hello, Goodbye
2 – Jet
3 – All My Loving
4 – Letting Go
5 – Drive My Car
6 – Sing The Changes (The fireman song)
7 – Let Me Roll It
8 – The Long and Winding Road
9 – 1985
10 – Let’em In
11 – I’ve Just Seen a Face
12 – And I Love Her
13 – Blackbird
14 – Here Today
15 – Dance Tonight
16 – Mrs. Vandebilt
17 – Eleanor Rigby
18 – Something
19 – Band on The Run
20 – Ob-la-di, Ob-la-da
21 – Back in The USSR
22 – I’ve Got a Feeling
23 – Paperback Writer
24 – A Day in Life/ Give Peace a Chance
25 – Let it Be
26 – Live and Let Die
27 – Hey Jude
Bis 1
28 – Day Tripper
29 – Lady Madonna
30 – Get Back
Bis 2
31 – Yesterday
32 – Helter skelter
33 – Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band
34 – The End








