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Ele não é mais aquele bruxinho

Por Felipe Branco Cruz

O primeiro papel do ator inglês Daniel Radcliffe no cinema após o término da franquia Harry Potter é para um público completamente diferente daquele que se acostumou a assistir ao jovem bruxinho. No filme A Mulher de Preto, que estreia amanhã, Radcliffe interpreta o advogado Arthur Kipps. Seu personagem é pai de um garoto de 4 anos que pode perder o emprego no escritório de advocacia se não conseguir encontrar documentos que estão guardados dentro de uma mansão abandonada.

A escolha pelo papel é óbvia. O ator quer provar seu talento e não mais ser lembrado como o bruxinho de Hogwarts. Por enquanto, porém, é praticamente impossível desassociar a imagem de Potter a de Radcliffe. Afinal, foram oito filmes, mais de 400 milhões de livros vendidos e até um parque de diversão temático criado à imagem do famoso personagem.

A Mulher de Preto é uma história de terror e suspense ambientada no século 18. Na mansão abandonada, o advogado Kipps passa a ver uma misteriosa mulher de preto rondando o local. Antes mesmo de chegar a essa casa, ele já tinha sido hostilizado pelos moradores da pequena cidade onde está localizada. Há uma terrível crença local de que, sempre que a tal mulher de preto aparece, uma criança misteriosamente se suicida. Uma delas, inclusive, morre nos braços de Kipps depois de tomar água sanitária. Logo, a presença do rapaz é associada às aparições da mulher.

Assim, o personagem, além de lidar com uma assustadora assombração, tem de se preocupar com os vivos, que passam a ameaçá-lo. Tudo piora quando o fim de semana se aproxima, uma vez que seu filho virá à cidade para visitá-lo, e pode se tornar a próxima vítima da mulher de preto.

Dirigido por James Watkins (do terror Eden Lake, de 2008), o longa é baseado no livro homônimo de Susan Hill, com roteiro de Jane Golsmann (de Kick-Ass, de 2010). Com orçamento de US$ 16 milhões, até o momento, o filme já faturou US$ 46 milhões em bilheteria no mundo todo. Boa parte desse sucesso pode ser explicada pela legião de fãs de Harry Potter que se dispuseram a assistir a Radcliffe na nova empreitada.

Apesar de estar inserida no gênero de terror e até pregar alguns sustos, a produção é pouco original. Situações-clichês criadas com o único propósito de assustar permeiam o longa. Um desses momentos é a cena em que o personagem de Radcliffe entra na mansão e a porta se fecha imediatamente atrás dele, num grande estrondo. Ou quando uma cadeira, a cama e até um boneco de pelúcia se movem pela casa. Ou ainda quando luzes ora acendem ora se apagam misteriosamente.

A caracterização de Daniel Radcliffe convence. Além das roupas de época e da impostação vocal, Radcliffe exibe vasta costeleta e barba. Caso este fosse o primeiro filme da carreira do ator de 22 anos, e as críticas fossem escritas sem serem contaminadas pela influência de Harry Potter, certamente elas sairiam elogiosas à sua atuação. O ator emociona quando, no início da projeção, Kipps vê sua mulher morrer no parto do filho. Vale destacar também a ótima ambientação – cenário e figurinos compõem uma sombria e nebulosa cidade do interior inglês. Um cenário perfeito para sustos e assombrações.

No elenco, merece atenção a atriz Janet McTeer, que vive Mrs. Daily, uma mulher perturbada, que perdeu o filho em uma aparição da mulher de preto e a única pessoa que acredita nas visões de Kipps. Janet poderá ser vista ainda no cinema em Albert Nobbs, que estreia por aqui nessa semana e lhe rendeu uma indicação ao Oscar como atriz coadjuvante.

A Mulher de Preto pode não ser o melhor terror já feito, mas rende bons sustos, principalmente nos jovens fãs de Harry Potter.

‘Atividade Paranormal’ volta mais assustador

Por: Felipe Branco Cruz

Foi em 2007 que o diretor Oren Peli lançou Atividade Paranormal. Sem divulgação nenhuma e com orçamento de apenas US$15 mil, o longa teve retorno de US$ 193 milhões. A fórmula já era conhecida desde A Bruxa de Blair (1999): um filme que pretendia flagrar pessoas sendo atormentadas por espíritos e que passava, ao espectador, a impressão de se tratar de uma história real, registrada com câmeras amadoras. No caso de Atividade Paranormal, as supostas imagens teriam vazado de uma fita do departamento de polícia da Califórnia, arquivada como prova de um crime. Com essas imagens, o diretor teria montado o longa. Tudo ficção, é claro.

De la pra cá, a franquia rendeu, em 2010, uma continuação oficial e influenciou uma outra, de outro diretor e outra equipe, mas com uma trama semelhante, que se passa em Tóquio -– e que, por aqui, recebeu o mesmo título em português. Mas, mais do que isso, rendeu muito dinheiro. Com orçamento baixo para padrões de Hollywood, de US$ 5 milhões, o terceiro filme arrecadou, no fim de semana de estreia nos Estados Unidos, quase US$ 60 milhões.

Esta terceira parte consegue ser mais assustadora e coerente do que as anteriores. Atividade Paranormal 3 é diversão pura e, principalmente, fonte de bons sustos.

No primeiro filme, Katie é atormentada por uma entidade demoníaca e seu marido instala câmeras na casa para tentar descobrir o que está acontecendo. Já o longa de continuação se passa um mês antes do primeiro, e é a irmã de Katie quem padece, Kristie. Neste caso, câmeras também são instaladas na casa para flagrar os acontecimentos.

Agora, na terceira parte, o enredo propõe uma volta ao ano de 1988, quando as irmãs ainda eram crianças, para explicar o porquê do tormento sobre as duas quando adultas. Para isso, Ariel Schulman, Gosu Da Silva e Henry Joost (que dividem a direção) exibem imagens que parecem saídas de câmeras VHS. O longa tem produção de Oren Peli, diretor do primeiro título. A partir do know-how dos primeiros filmes, este terceiro, apesar de repetir as velhas fórmulas, consegue deixar a tensão ainda mais alta e causar sustos mais arrepiantes. O novo longa também inova em relação aos anteriores ao inserir um pouco de humor.

Numa das cenas, por exemplo, o próprio demônio aparece, caminhando com um lençol branco sobre sua cabeça. Apesar de impagável, a cena guarda uma surpresa de arrepiar. A malévola entidade em questão, inclusive, é chamada por uma das garotas pelo singelo nome de ‘Toby’. Mas uma coisa é certa: batido ou não, o longa já repetiu o feito e arrebatou fãs ao redor do mundo. E, para eles, a gritaria está garantida.

As piranhas estão soltas, de novo

Por: Felipe Branco Cruz

Piranha 3D é um daqueles filmes facilmente classificados como trash. Não dá para dizer que ele é bom, mas é justamente essa a intenção. Ele foi feito para ser ruim. Afinal de contas, o que esperar de um longa em que um faminto cardume de piranhas pré-históricas preso há milhares de anos embaixo de um lago é libertado após um terremoto e passa a atacar estudantes seminuas e atrizes pornô que estavam nas margens do lago naquele momento?

Mas não é só isso. O diretor Alexandre Aja reuniu um elenco, no mínimo, eclético. Estão incluídos aí Richard Dreyfuss, que ganhou o Oscar de melhor ator por sua atuação em Garota do Adeus, de 1977; Christopher Lloyd, o Doc Brown do filme De Volta Para o Futuro; Riley Steele, estrela do cinema pornô que ficou conhecida por sua atuação num filme que parodia Piratas do Caribe; Kelly Brook, modelo britânica, eleita em 2009 a mulher mais sexy do mundo pela revista More! e Eli Roth, que fez o Urso Judeu em Bastardos Inglórios e dirigiu a série de terror O Albergue. Como se não bastasse tanto ecletismo, o longa reduz o papel do vencedor do Oscar a apenas uma ponta e dá mais espaço para as gostosas e a atriz pornô em cenas para lá de calientes.

Mas a ideia era essa mesmo. Tanto é que o filme custou baratíssimo para os padrões americanos, apenas US$ 20 milhões e nos dois primeiros fins de semana de exibição nos cinemas mundiais já rendeu US$ 65 milhões.

O longa é um remake do filme homônimo, lançado em 1978. A diferença é que, no atual, o apelo é maior com a utilização do 3D. Detalhes como os litros de sangue jorrados pelos ataques das piranhas, pedaços de corpos destroçados e peitos siliconados ganham outra perspectiva com a tecnologia.

As curvas da modelo Kelly Brook, agora em 3D

As curvas da modelo Kelly Brook, agora em 3D

Peladas em 3D
Para os marmanjos, será um deleite apreciar, em 3D, as curvas da modelo Kelly Brook. Quando não está nadando pelada, a moça aparece em trajes sumários. Pelo menos, uma atriz se destaca mais pelo talento do que pelo corpo – e olha que ela também é bonita. Trata-se de Elisabeth Shue, indicada ao Oscar por sua atuação em Despedida em Las Vegas, de 1995, filme que deu o Oscar de melhor ator a Nicolas Cage. Elisabeth é a xerife Julie Forester, responsável pela segurança dos estudantes que estão no lago.

Na época em que o primeiro filme foi lançado, ele fez tanto sucesso que ganhou uma continuação ainda mais bizarra, batizada de Piranha 2 – Assassinas Voadoras (sim, as piranhas tinham asas e voavam). Com o bom retorno financeiro do remake, os produtores já anunciaram que irão também fazer uma continuação em 3D. Só não se sabe se as piranhas também irão voar. A depender do que se viu nessa primeira parte, tudo pode acontecer.

Piranha 3D. Mais um clássico do trash movie

Piranhas geneticamente modificadas que matam, trucidam e devoram humanos como se fossem meros lambaris nadando nas margens de um rio. É esse o mote do próximo filme trash que deverá entrar em cartaz nos próximos dias.

Confesso que sou fã desse tipo de cinema. Me diverte ver como algo feito para ser mal feito pode parecer algo tão bacana. Tem alguns clássicos, como A Coisa, A Mosca e alguns mais recentes como Planeta Terror, A Prova de Morte entre outros.

Mas, Piranha 3D, se supera. O longa tem atrizes pornô atuando com ganhadores de Oscar e todos morrem das formas mais bizarras possíveis. Até Eli Roth, que dirigiu O Albergue e interpretou o Urso Judeu, em Bastardos Inglórios, participa do filme (e morre também claro). Por isso, procurei na internet os nove minutos (somente o vídeo número 2 que funciona) divulgados durante a Comic Con, que adiantam como será o longa. Divirta-se com tamanha bizarrice.

Em tempo, outro trash movie que promete é Centopéia Humana. Um filme insano, feito na Alemanha, onde um médico louco decide unir os corpos das pessoas para formar uma centopéia humana. Não dá para explicar como é isso. É mais fácil assistir ao trailer abaixo.

CLIQUE AQUI PARA LER UMA MATÉRIA PUBLICADA NO JORNAL O GLOBO SOBRE O FILME

‘Premonição 4′: Mortes assustadoras com efeito 3D

Por: Felipe Branco Cruz

Vários amigos estão se divertindo. De repente, acontece um acidente que mata todos eles. Mas não era verdade. Tratava-se de uma visão de um integrante mais sensitivo do grupo. Receoso com a intensidade da premonição, ele alerta a todos para saírem do local antes que seja tarde. Em seguida, o devastador acidente ocorre e eles são salvos. Dias depois, esses mesmos amigos morrem de formas trágicas, na mesma sequência que perderiam a vida caso não tivessem sido salvos. É a ‘Dona Morte’ vindo buscar um por um.

O enredo não é exatamente uma novidade. É que o longa que chega hoje aos cinemas é a quarta parte da franquia Premonição. A história é bem parecida com as anteriores. Mudam-se apenas os personagens, as situações e as mortes. A grande diferença é que desta vez tudo acontece em 3D.

Assim, detalhes simples como um parafuso que se solta de um carro de corrida e voa em direção ao público ou pregos que caem de uma obra ganham outra intensidade com o efeito da terceira dimensão. As trágicas mortes, com muito sangue e riqueza de detalhes, marca registrada da franquia, também ficam mais impressionantes. Infelizmente a história é sofrível e só vale a pena assisti-la se em 3D.

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