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O show do Santos 8 X 0 Bolívar pela Libertadores

Incrível! Um show de bom futebol.

Com goleada e show de Neymar, Santos passa pelo Bolívar-BOL.

Santos 8 x 0 Bolivar, Gols e Melhores Momentos da Taça Libertadores 2012 10/05/2012

Os gols de Santos 8×0 Bolivar pela da Taça Libertadores 2012

Melhores Momentos de Santos 8 x 0 Bolivar – Santos vs Bolivar (8-0) All Goals Highlights

Santos 8 x 0 Bolivar 2012

Gols: Elano, Neymar, PAULO HENRIQUE GANSO, Alan Kardec, Neymar, Borges

SANTOS: Rafael; Henrique; Edu Dracena; Durval; Juan; Adriano; Arouca; Elano; Paulo Henrique Ganso; Neymar; Alan Kardec

BOLIVAR: Marcos Arguello; Rodríguez, Frontini, Valverde e Álvarez; Flores, Lízio, Cardozo e Campos; Arce e Cantero

Top 5: Melhores shows que vi na vida

Ontem, depois de assistir ao show do Roger Waters, da turnê The Wall, no Morumbi, eis que posso fazer, até o momento, os cinco melhores shows que vi na vida:

1) PAUL MCCARTNEY – 2011 e 2012

2) U2 – ABRIL – 2011

3) ROGER WATERS – 2012

4) AC/DC – 2009

5) KISS – 2009

‘O Artista’ é um tributo ao cinema

Por Felipe Branco Cruz

O Artista e A Invenção de Hugo Cabret, os dois favoritos para o Oscar de melhor filme deste ano, estão em lados diametralmente opostos no que diz respeito à tecnologia aplicada em suas criações. O primeiro é mudo e em preto e branco. O segundo, multicolorido, em 3D e Imax. Em comum, eles carregam uma legítima e emocionada declaração de amor ao cinema – fato que também deve agradar aos jurados do Oscar. A briga entre os dois, portanto, promete ser dura.

Enquanto O Artista, do diretor Michel Hazanavicius, teve dez indicações e estreia no Brasil hoje, A Invenção de Hugo Cabret, de Martin Scorsese, lidera com 11 indicações e tem previsão de estreia no País no dia 17, véspera do carnaval. No caso do francês O Artista, indicado em categorias como melhor filme, melhor ator (Jean Dujardin), melhor atriz coadjuvante (Bérénice Bejo), melhor edição e melhor trilha sonora, a discussão remete ao momento em que vivemos hoje. Estamos na fronteira entre o futuro e o passado tecnológico. Indústrias como as da música, da comunicação e do próprio cinema enfrentam o dilema e o desafio de se reinventarem. Pelo caminho, é claro, ficarão aqueles que não conseguirem lidar com essas mudanças. É assim em O Artista, só que a diferença, neste caso, é a voz.

O ano é 1927 e George Valentin (brilhantemente interpretado por Dujardin) é o maior astro de Hollywood. Todos o idolatram. Ele é rico, famoso e tem as mulheres que quer. Seus filmes mudos são sucesso de bilheteria. Em um de seus trabalhos, Valentin contracena com a jovem talentosa figurante Peppy Miller (a atriz Bérénice Bejo, mulher do diretor).

Dois anos se passam e o cinema ganha voz. O público não quer mais assistir a filmes mudos e Peppy, excelente cantora e dançarina, se transformou na maior atriz do mundo, enquanto Valentin amarga o ostracismo, justamente por acreditar que adicionar voz aos filmes é quase uma perversão à sétima arte.

Fica claro, desde o início, que os dois se apaixonaram desde a primeira vez que se viram. Mas cada um tomou seu rumo. Ao lado de Valentin, só ficou seu mordomo Clifton (James Cromwell) e seu fiel cãozinho Uggie. O animal, aliás, rouba a cena. Infelizmente, o cãozinho, que está com dez anos, deverá se aposentar. Segundo seus treinadores, ele sofre de problemas neurológicos de difícil cura. Uggie, apesar de não ter sido indicado ao Oscar nem ao Globo de Ouro (apesar de pedidos dos fãs), concorrerá a estatueta Osso de Ouro, que será entregue durante a primeira premiação da Coleira de Ouro, promovida pela revista Dog News Daily.

É difícil de acreditar, mas, de fato, trata-se de um filme mudo. O único som é o da trilha sonora, que embala todas as cenas, seguindo à risca a tradição dos filmes mudos. Quando alguma fala é necessária, surge a velha plaquinha preta com o texto do diálogo. Não é à toa que O Artista tenha sido indicado ao Oscar na categoria de melhor trilha sonora e tenha levado o Globo de Ouro também nesta mesma categoria. O longa também ganhou o Globo de Ouro de melhor filme de musical ou comédia e também de melhor ator (Jean Dujardin), o que faz dele um dos grandes favoritos ao Oscar.

Volta ao passado
O filme, no entanto, não é uma mera reprodução dos longas mudos do passado. É uma obra original. Mas não podemos classificá-lo como um musical ou filmes de dança. Trata-se de um drama com ótimos momentos de comédia. A impressão que fica é a de que voltamos ao passado e, quando nos damos conta, estamos completamente envolvidos pela história e aquela magia cinematográfica pueril que arrebatou gerações no início do século passado.

O Artista foi feito hoje, mas com uma antiga estética. Uma prova de que cinema de qualidade, não importa se é mudo ou em 3D (como é o caso de Hugo Cabret), sempre fará sucesso, em qualquer época. É uma volta ao tempo, mas com os olhos no futuro.

A dura vida de uma imigrante em Paris

Por Felipe Branco Cruz

A maior preocupação da vida de Jean-Louis Joubert (Fabrice Luchini) se resume ao ovo cozido. Para seu dia ser perfeito, sua única exigência é que o ovo deva ficar três minutos e meio em água fervente para que fique duro por fora e macio por dentro. A sua empregada doméstica, uma senhora francesa, não está nem aí para o ovo de Joubert e fala isso para ele.

Ela é reclamona, não trabalha além do horário e não quer deixar a mulher de Joubert mudar a decoração do quarto onde a mãe falecida do patrão dormia.

É com essa premissa que somos apresentados ao ótimo As Mulheres do 6º Andar, longa francês do diretor Philippe Le Guay, que estreia hoje.

Ambientado na década de 1960, o enredo mostra que depois do impasse com a doméstica, Joubert decide demiti-la e contrata uma das novas imigrantes espanholas que moram no sexto andar do prédio. Comuns em Paris naquela época, esses andares eram chamados de “chambres de bonnes”. Elas foram para a França fugindo da ditadura de Franco.

Para a mulher de Joubert, elas são ótimas, não reclamam e até trabalham no domingo. A única exigência é ir à missa, às 6 da manhã! A escolhida para trabalhar em sua casa é bela Maria (Natalia Verbeke), recém-chegada da Espanha e sobrinha de uma mulher que também mora no 6.º andar.

A diferença entre os andares é absurda. As imigrantes têm de dividir um banheiro imundo no corredor. Nos quartos, elas não têm lavabos nem aquecimento. Mesmo assim, são felizes. Essa felicidade começa a intrigar Joubert, que passa a conhecê-las melhor e vê sua vida mudar a partir de então.

Com um humor leve e boas sacadas, As Mulheres do 6º Andar é uma pedida certa para divertir, sem ter de recorrer à comédia pastelão. Como, por exemplo, na cena em que as mulheres se juntam para limpar um apartamento ao som da música Itsy bitsy teenie weenie yellow polka dot bikini, conhecida no Brasil pela versão Biquíni de bolinha amarelinha, famoso justamente na década de 1960. Ou ainda quando Joubert decide almoçar com as espanholas e comer paella. Na cena, ele é o único homem sentado à mesa e fica completamente constrangido com os comentários delas.

Joubert continuará achando que seu dia será perfeito se o ovo cozido estiver ao ponto. Mas perceberá também que há muitas outras coisas com que se preocupar além disso nesta deliciosa comédia francesa.

As dores de João Gilberto

Por:  Roberta Pennafort
Fonte: Jornal da Tarde 

Geriatra e amigo de João Gilberto há cerca de dez anos, o médico Jorge Jamili garante: não é uma mera gripe que está tirando o cantor baiano dos palcos, mas também não é que ele tenha uma doença grave, que esteja sendo mantida em sigilo. A pressão psicológica que a turnê comemorativa de seus 80 anos lhe impõe é a responsável por prostrá-lo na cama de casa. Ou seja: João queria fazer os shows, mas o próprio corpo o está impedindo. Conforme a data foi se aproximando, o quadro foi piorando.

“Eu nunca o vi desse jeito. Há um mecanismo psicossomático dessa pressão que faz com que ele fique debilitado, debilitado mesmo, mais magro. Em todo idoso, as vias aéreas superiores e as articulações são o que sentem primeiro. A coluna reclama. Não é um piti, é real. Ele não é um excêntrico, um louco. Tem problemas físicos, sente muita dor. Se pudesse, não estaria assim”, disse ontem Jamili, fã do pai da bossa nova. “Não sei o quanto é físico e quanto é somatizado.”
Sem poder dar muitos detalhes, para não expor a intimidade do paciente, o geriatra – que costuma atendê-lo em sua casa, onde, em tempos melhores, cantam mantras juntos –, contou que ele tem duas hérnias. É uma na cervical e outra na lombar, e ambas doem muito quando ele faz shows, por causa da posição do violão e do estresse – João, sabe-se, é um perfeccionista, e precisa se sentir em sua melhor forma para se apresentar.

Trata-se da síndrome do escrivão, explicou Jamili, que acomete os braços e provoca espasmos quando a pessoa repete o movimento que lhe causa dor. “São problemas pertinentes à idade, não é tuberculose, câncer. Ele apresenta um temperamento, que todos conhecemos, que não tolera bem a pressão. E não é um senhor 100% saudável, não é da geração saúde. Por exemplo: eu já falei 2.800 vezes para que mude a alimentação (Jamili é nutrólogo e praticante da medicina ortomolecular), mas João só faz o que quer, é teimoso, como todo senhor de 80 anos.” O estado de saúde jamais permitiria que ele entrasse num avião para ir a São Paulo, tampouco que pegasse um carro até o Municipal, acrescentou.

Nos últimos shows no Japão, em 2006, contou, foi preciso muita conversa para que se convencesse a viajar. “Teve o mesmo problema. Há uma certa ilusão de que há relação entre o estado atual e a questão dos ingressos (parte encalhou por causa dos altos preços – em São Paulo, no Via Funchal, vão de R$ 500 a R$ 1 mil), mas não tem absolutamente nada a ver. No Japão, estava tudo lotado, o baque financeiro acabaria com sua vida, e ainda assim ele apresentou essa resistência. A cabeça dele não gira em torno de dinheiro.”

Parte do cachê já estava paga
Os produtores da turnê, que passaria por São Paulo, Rio, Brasília, Porto Alegre e Salvador, já contabilizam o prejuízo. “Uma parte do pagamento dele já tinha saído, então vamos ver com o senhor Aloisio Salazar (advogado de João) como fica isso.

O prejuízo é claro, mas não posso revelar de quanto”, disse, abatido, Maurício Pessoa, ontem. “É uma decepção total. Nós nunca imaginamos que isso fosse acontecer, tínhamos um contrato amarrado. Temos de acreditar no argumento da doença.”

Salazar não deu entrevista. Os custos iniciais da turnê eram de R$ 4,5 milhões, incluindo o cachê, os voos, acomodação da equipe e outros gastos. Nenhuma empresa quis patrociná-la, daí os ingressos a até R$ 1,4 mil. A Via Funchal, em São Paulo, onde João cantaria domingo, e o Theatro Municipal do Rio (show na quarta) não haviam recebido comunicado do cancelamento até o fechamento desta edição, assim como nenhuma nota explicativa sobre a devolução do dinheiro havia sido distribuída.

Em nota, produtores confirmam cancelamento da turnê
Uma nota oficial foi enviada à imprensa ontem à tarde pela OCP Comunicação e a Maurício Pessoa Produções confirmando a suspensão da turnê. As empresas se dizem surpresas pelas declarações de Cláudia Faissol, mãe da filha caçula de João Gilberto. “Os produtores foram surpreendidos pelas informações sobre a transferência da turnê para 2012 veiculadas na mídia, antes de serem comunicados pelo cantor”, diz o comunicado, que credita a suspensão a “evitar mais desgastes a público, casas de shows, equipes de produção etc.” Os produtores reforçam que os teatros/locais de compra farão os devidos ressarcimentos.

As aventuras do Gato latino

Por Felipe Branco Cruz

A nova animação da Dreamworks, Gato de Botas, que estreia amanhã, é, assim como Shrek, uma mistura de lendas e histórias infantis. Presente nos filmes Shrek 2 e Shrek Terceiro, o felino dublado por Antonio Banderas interage com João, do pé-de-feijão, a Gansa dos Ovos de Ouro e também com um desconhecido personagem no Brasil, porém famoso nas cantigas de ninar dos países anglófonos: o ovo falante Humpty Dumpty. “O Gato de Botas não é uma continuação de Shrek. Criamos um universo próprio para ele”, afirmou Antonio Banderas.

O ator espanhol visitou o Brasil junto com a mexicana Salma Hayek (que dubla a gata Kitty Pata Mansa), o diretor Chris Miller e o cofundador da Dreamworks Jeffrey Katzenberg no mês passado, e os quatro conversaram com a imprensa no Rio de Janeiro. “O Brasil tem quase 3 mil salas de cinema. É um mercado que não podemos ignorar”, disse Katzenberg, justificando a viagem. Banderas e Salma fazem as vozes dos dois gatos protagonistas em espanhol. Banderas também dubla em italiano. Na versão brasileira, a responsabilidade ficou por conta dos dubladores Alexandre Moreno (Gato de Botas) e Mirian Fisher (Pata Mansa).

Da história original do Gato de Botas, fábula do garoto que ganha um bichano como herança do pai, não há nenhuma referência. Aliás, no filme, o Gato não tem dono, é criado num asilo de uma pequena vila espanhola. “Até pensamos em contar a história do Gato como na fábula. Mas percebemos que poderíamos nos afastar desse mundo e criar o nosso próprio”, disse o diretor Chris Miller. “Na fábula original, o Gato é francês. O nosso é espanhol.”

As características marcantes do Gato, como seu carregado sotaque espanhol, a esperteza e a boa índole, serviram como inspiração para criar o universo onde ele habita: uma Espanha antiga, semelhante à descrita por Miguel de Cervantes em Dom Quixote. A proposta do longa é mostrar o passado do Gato, antes de viajar para a Terra de Tão, Tão Distante, onde vive Shrek. “O Gato é um amigo leal, mas também um canalha”, brincou Banderas.

Criado num asilo, o Gato faz amizade com o ovo falante Humpty Dumpty, que sonha em achar os feijões mágicos que os levariam até o castelo do gigante, nas nuvens. Lá, eles encontrariam os ovos de ouro que são botados por uma gansa. Na história original do Ovo Falante, Humpty Dumpty se equilibra num muro, pendendo cada hora a um lado. É assim a amizade do Ovo com o Gato, instável e cheia de traições. Já a gata Kitty Pata Mansa, dublada por Salma Hayek, é tão esperta e hábil com espadas quanto o Gato. Juntos, vão ajudar o Ovo Falante a roubar os feijões mágicos das mãos dos bandidos Jack e Jill. “Gosto da personagem porque ela não é melodramática. É ela quem salva o Gato. Pata Mansa é o contrário do clichê da mocinha, é um modelo de heroína para as meninas”, contou Salma.

O enredo pode parecer louco, mas, de forma curiosa, assim como em Shrek, tudo se encaixa. Gato de Botas é divertido, cheio de boas sacadas. É impossível não se apaixonar por Pata Mansa ou não dar boas gargalhadas com os desengonçados trejeitos do Ovo Falante. Outro destaque são os efeitos especiais. “O filme foi concebido para ser 3D”, disse Chris Miller. Duas cenas impressionam pela qualidade: uma é o encontro de Gato de Botas e Pata Mansa, num impagável duelo de dança. Outra, de tirar o fôlego, é a plantação dos feijões mágicos que brotam rumo ao céu. “No próximo filme, quem sabe Pata Mansa não dançará um samba com o Gato?”, gracejou Salma na visita ao Rio.

O resultado é mais uma animação primorosa da Dreamworks, com grandes chances de levar um Oscar pelos recursos tecnológicos. “Há quase dez anos interpreto o Gato de Botas. Adorei fazê-lo novamente”, concluiu Banderas.

Entrevista com Antonio Banderas

O espanhol Antonio Banderas, de 51 anos, dá voz ao Gato de Botas há quase dez anos, desde o segundo filme da franquia Shrek, de onde o personagem surgiu. Segundo oator, a empatia com o público foi tão grande que gerou essa demanda por um filme ‘solo’. O ator, então, dubla o gato em inglês, italiano e espanhol. Na sua língua materna, Banderas imprimiu no Gato um sotaque de Málaga, cidade onde nasceu.“Um sotaque sibilado, bastante tradicional”, definiu.

‘Gato de Botas’ é uma grande aventura. Qual foi a maior aventura da sua vida?
Foi sair da minha casa, em Málaga, aos 10 anos. Depois, provavelmente fazer um salto aos Estados Unidos e até Hollywood. Era impensável para um ator espanhol ir para os Estados Unidos. Até havia atores latinos, como Andy Garcia e Anthony Quinn. Mas a Espanha tinha um grande complexo de inferioridade. Ingleses, alemães, franceses, todos se davam bem. Éramos um país com ditadura. Partir para os Estados Unidos sem falar inglês foi a minha maior aventura.

Você disse que há um sotaque de Málaga no seu personagem?
Sim, mas apenas na minha dublagem espanhola. Quando falo em inglês, o sotaque que os americanos percebem é de um espanhol falando inglês. Naturalmente eu já tenho sotaque ao falar inglês. O acento malaguenho é sibilado. Em italiano, faço uma coisa mais natural, como uma pessoa falando italiano com sotaque espanhol.

Podemos assisti-lo nos cinemas brasileiros em ‘A Pele QueHabito’. Como foi o reencontro com Pedro Almodóvar após 20 anos?
Foi fortíssimo e difícil, graças a Deus. Foi muito difícil porque Almodóvar foi caminhar em terrenos onde estão a verdade artística. Foi um trabalho incrível para mim. Até agora eu não sei exatamente o que foi esse filme. Ainda estou absorvendo o resultado.

O que pode dizer sobre trabalhar novamente com Salma Hayek?
Temos química. Não é físico, não é matemático, não é algo de pensar. Se pensarmos muito, isso se perde. Numa relação humana, não pensamos: “como funcionamos? O que podemos apresentar? Quanto dinheiro vamos ganhar?” Não pensamos assim. Simplesmente vamos. Já tínhamos nos divertido muito em A Balada do Pistoleiro (1995).

E quanto a gatos, tem algum?
Tenho dois em Los Angeles, dois em Aspen e cinco cachorros. Os gatos se chamam Penny Lane, Maxell, Domino, Lucy. Oscães são Velvet, Jack, Eliot, Lula e Skilot.

Como vê o cinema espanhol atualmente?
Na minha visão, a situação da Espanha hoje é dramática. Somos vítimas de uma crise. Teremos eleições gerais e o partido conservador deve ganhar. Se fazíamos entre 60 e 70 produções por ano, vamos passar a fazer 30. E com essa crise, vai ser muito difícil seguir produzindo cinema na Espanha. Um milhão de pessoas vivem do cinema lá e eles vão sofrer com isso. O que é muito curioso é que neste momento há muitos talentos na Espanha. E não só lá, mas em toda a Europa. Mas é uma situação catastrófica. O cinema espanhol precisa do governo. É difícil ter um mercado doméstico como nos Estados Unidos. Nós não nos autoproduzimos.

‘Gato de Botas’ vem de um conto de fadas. Qual o seu preferido?
Peter Pan.

Entrevista com Salma Hayek

Esta é a primeira vez que a atriz mexicana Salma Hayek, de 45 anos, dubla um personagem de animação. Mas antes de emprestar a voz, ela ajudou o diretor Chris Miller a forjar a personalidade da gata Pata Mansa. Famosa em sua terra natal, ela teve de começar do zero quando ingressou em Hollywood, e fez até figuração.

O reconhecimento viria em 1995, com A Balada do Pistoleiro, justamente ao lado de Antonio Banderas, parceiro também em Gato de Botas. A familiaridade com contos de fadas, então, vem da infância. “Esperei 40 anos por meu príncipe encantado, vestido de azul e montado num cavalo branco”, diz ela, casada com o bilionário francês François Henri Pinault.

Como foi sair de Vera Cruz, sua cidade natal no México, e ir para os Estados Unidos?
Fui com uma grande inocência e muitas ilusões. Não estavam fazendo muitos filmes no México, então parecia lógico ir fazer cinema nos Estados Unidos. Eu não falava inglês, não tinha green card, fui sem conhecer ninguém, sem casa. Entrei na prestigiosa escola de Stella Adler (1901-1992). Estudei com ela. Comecei minha carreira como figurante, depois de ser uma grande estrela no meu país. Pouco a pouco fui subindo. Então veio A Balada do Pistoleiro (1995), com Banderas. E Depois veio Frida (2002) que mudou tudo. Foi uma missão de algo que deveria fazer.

Como foi dublar Pata Mansa?
Minha personagem é uma gatinha agressiva, que não se intimida. Banderas e eu temos uma dinâmica de trabalho muito natural e isso nos deu confiança desde o início.

É seu primeiro trabalho como dubladora?
Não havia nada para dublar porque não havia desenho. No meu caso, o diretor não me deu nenhum roteiro. Eu não sabia como era o personagem. Sabia que a gata seria tão forte quanto o do Antonio. Eles estavam criando. Chris Miller dizia: “O que acha que ela diria agora? ” Então isso não foi dublagem. Criamos uma atitude para ela e esse processo levou dois anos e meio. Para dublar para o espanhol, foram quatro horas.

Você tem um sítio. Cria muitos animais lá?
Muitos! Tenho uma gata, dez cachorros, cinco periquitos, quatro alpacas, cinco cavalos, dez galinhas e dois porcos.

Como vê o cinema mexicano atualmente?
O cinema mexicano está pressionando o governo para que 30% das salas nacionais exibam filmes feitos no México. É uma batalha.

‘Gato de Botas’ é inspirado no universo das histórias infantis. De qual tem mais lembranças?
A que mais me pegou foi Bambi. Fiquei muito traumatizada, até hoje vou a psicólogo (risos). Pinóquio também. Além disso, estou há 40 anos esperando meu príncipe encantado (risos).

Entrevista: Chris Miller

Chris Miller, de 36 anos, já é um veterano no ramo de animação. Ele foi roteirista dos filmes do Shrek e diretor do penúltimo título da franquia. Ele nem bem estreou com Gato de Botas e revelou que já pensa numa continuação. “Seria algo do tipo James Bond. Cada filme, uma aventura”, disse. Antonio Banderas já manifestou interesse em participar da sequência. Miller começou a carreira como roteirista em 1998 na Dreamworks. Desde então, trabalhou em diversas áreas, como desenhista e dublador.

Foi importante ter uma atriz que falasse espanhol para interpretar a gata?
Não foi algo consciente, nem foi com Antonio Banderas em Shrek. Ele criou essa persona. E com base nisso, veio o mundo espanhol, latino, num lugar de fantasia como o de Dom Quixote. É um tipo de conto de fadas latino. Teve influência mexicana, flamenca, latina, de tango e coisas do sudoeste dos Estados Unidos. Misturamos todas as expressões. O nome de Salma veio naturalmente.

Tecnicamente como você vê o 3D aplicado a esse filme?
Queríamos fazer desde o começo. O personagem pede um filme em 3D. Ele é pequeno, então podemos trabalhar com os tamanhos. Criamos uma experiência em que fãs podem imergir na história.

O filme mistura muitos contos de fadas. Por que colocar todas essas referências?
A história faz um link com o universo de Shrek ao misturar vários contos. Mas queríamos ter certeza de que seria uma mistura diferente da feita em Shrek. Escolhemos as histórias imaginando as que poderiam ter a ver com o Gato de Botas. Em Shrek, tudo é mágico.

Você tem um personagem de conto de fadas favorito?
Monty Python. Mas esses não têm nada a ver com o filme (risos).

‘Gato de Botas’ terá, então, uma continuação? Tem fôlego para fazer a mesma carreira de Shrek?
Sim. Ele seria construído como um James Bond. Seriam varias aventuras contínuas. Mas precisamos pensar em boas histórias, é claro.

Uma história de amor em Paris

Vídeo que fiz com um pequeno resumo da grande viagem que eu e Marcela fizemos para Paris

A poderosa voz de Adele

O erro é quase imperdoável para um jornalista de cultura. Mas foi só nesta semana que parei para escutar Adele com a atenção que ela merece. Obviamente que antes de escutá-la com a devida atenção, eu já sabia de sua existência. Seu segundo álbum – 21 – há meses circula de mesa em mesa aqui na redação. Não ignorei o sucesso que ela está fazendo. Foi somente nessa semana, no entanto, que liguei os pontos: quer dizer que aquela voz poderosa com uma música completamente irresistível que é “Rolling In The Deep” é de Adele? Meu Deus!

E descobri Adele quase que por acaso em Los Angeles, no Hard Rock Café de Hollywood. Fui ao bar para tomar uma cerveja e comer aqueles tradicionais hambúrgueres big size deles. Naquele noite a jovem cantora californiana Courtney Chambers era a atração numa semana dedicada as vozes femininas da cidade. Eis que entre uma mordida e outra no sanduíche, percebo que Courtney senta-se no piano e toca “Someone Like You”, da Adele. Eu assumo. Não sabia que essa música era da Adele. É aí que entra a magia da música de Adele. Imediatamente a força da canção me chamou a atenção e eu passei a gravar com meu iPhone Courtney tocando (veja o vídeo abaixo). As únicas coisas que eu pensava eram: Que música é essa? Essa garota compôs essa incrível música e está aqui, tocando de graça num barzinho para pessoas que nem estão prestando atenção? Mas não. A música não era dela.

Só fui ligar os pontos depois. Nesta semana, navegando a esmo no YouTube, me deparo com o vídeo de Adele interpretando “Someone Like You” ao vivo no O2 Arena (o vídeo também está abaixo). Antes, eu tinha lido na revista Rolling Stone deste mês uma reportagem com a cantora. O texto dizia que Adele está conquistando aos poucos seu público. E a estratégia é esta que me conquistou. Eles querem que o público descubra Adele quase que por acaso e se perguntem: Mas que garota é essa? Na mesma hora me lembrei da música do Hard Rock Café e tudo passou a fazer sentido. A força da música me conquistou antes mesmo de eu conhecer sua intérprete. Daí para caçar os dois discos de Adele “19″ e “21″ perdidos aqui na redação foi um pulo. Desde então tenho escutado repetidamente Adele no meu iPod.

A música dela está em todas as rádios, populares e eruditas. Há reportagens sobre ela em todos os suplementos culturais. Além dela ter ganhado os prêmios mais importantes. Dentre eles o Grammy de revelação do ano de 2009. Ironicamente, em 2008 foi este prêmio foi entregue a Amy Winehouse. Há uma evidente semelhança entre os talentos das duas cantoras. Ambas representam a nova geração do soul inglês inspiradas em divas como Ella Fitzgerald e Etta James. Me parece também que Amy (morta aos 27) e Adele, que hoje tem 23, incorporaram inspirações pops vindas de Madonna e Michael Jackson.

Mas Adele tem personalidade própria. Até o momento não saíram outras notícias sobre ela que não seja para falar de sua música. Já Amy, bem… segundo a autópsia, ela morreu após ingerir muito álcool. Amy cantava que não queria reabiliatação e as letras de Adele geralmente versam sobre desilusões amorosas. Foi como Adele disse na entrevista para a Rolling Stone. Ela não está preocupada com badalações ou em ficar em primeiro lugar nas listas. Ela apenas quer fazer boa música. E está conseguindo.

A gostosa “Rolling In The Deep”

A poderosa “Someone Like You”

E o vídeo que eu fiz de uma cantora californiana interpretando Adele

Confira tradução de “Someone Like You”

Alguém Como Você

Eu ouvi dizer que você está estabilizado
Que você encontrou uma garota e está casado agora
Eu ouvi dizer que os seus sonhos se realizaram
Acho que ela lhe deu coisas que eu não dei

Velho amigo, por que você está tão tímido?
Não é do seu feitio se refrear ou se esconder da luz
Eu odeio aparecer do nada sem ser convidada
Mas eu não pude ficar longe, não consegui evitar

Eu tinha esperança de que você veria meu rosto
E que você se lembraria
De que pra mim não acabou

Deixe para lá, eu vou achar alguém como você
Não desejo nada além do melhor para vocês dois
Não se esqueça de mim, eu imploro
Vou lembrar de você dizer:
“Às vezes o amor dura, mas, às vezes, fere”

Às vezes o amor dura, mas, às vezes, fere, é

Você saberia como o tempo voa
Ontem foi o momento de nossas vidas
Nós nascemos e fomos criados numa neblina de verão
Unidos pela surpresa dos nossos dias de glória

Eu odeio aparecer do nada sem ser convidada
Mas eu não pude ficar longe, não consegui evitar
Eu esperava que você veria meu rosto
E que você se lembraria
De que pra mim não acabou

Deixe para lá, eu vou achar alguém como você
Não desejo nada além do melhor para vocês dois
Não se esqueça de mim, eu imploro
Vou lembrar de você dizer:
“Às vezes o amor dura, mas, às vezes, fere”

Nada se compara, nenhuma preocupação ou cuidado
Arrependimentos e erros, são feitos de memórias
Quem poderia ter adivinhado o gosto amargo
Que isso teria?

Deixe para lá, eu vou achar alguém como você
Não desejo nada além do melhor para você
Não se esqueça de mim, eu imploro
Vou lembrar de você dizer:
“Às vezes o amor dura, mas, às vezes, fere”

Deixe para lá, eu vou achar alguém como você
Não desejo nada além do melhor para vocês dois
Não se esqueça de mim, eu imploro
Vou lembrar de você dizer:
“Às vezes o amor dura, mas, às vezes, fere”

Às vezes o amor dura, mas, às vezes, fere, é

Para aprender brincando

Desenhos infantis exibidos nos canais por assinatura ensinam palavras
em inglês e até em mandarim para crianças em idade pré-escolar

Por Felipe Branco Cruz

Super Why tem um poder especial: ele já sabe ler e, por isso mesmo, consegue entrar na Vila dos Contos, onde vivem todos os personagens das histórias infantis. Com esse super poder, Whyaat (identidade secreta do Super Why) é capaz de solucionar uma série de conflitos que dependem de uma palavra secreta. Já Kai-lan é chinesa, tem a mesma idade de Whyatt e, apesar de morar nos Estados Unidos, vive cercada pelos costumes chineses que são passados por seu avô Yeye, como o Tai chi chuan. Os dois programas infantis Super Why (exibido no canal por assinatura Discovery Kids) e Ni Hao, Kai-lan (no canal Nick Jr.) – cujo público-alvo são crianças em idade pré-escolar – contam histórias diferentes, mas têm o mesmo objetivo: introduzir, de maneira lúdica, algumas palavras em idiomas estrangeiros.

O Discovery Kids exibe ainda a série Word World, vencedora de três Grammy. No Nick Jr., são exibidos também Dora, a Aventureira e Go, Diego, Go. Todos eles com o objetivo de ensinar para as crianças as primeiras palavras em inglês. No total, são cinco programas infantis no ar com essa proposta, que entraram na grade dos canais há pouco mais de um ano. Na TV aberta, a Cultura também transmite Dora, a Aventureira.

André Rossi, diretor de programação da Discovery Networks no Brasil, diz que os programas estimulam o gosto pela descoberta de uma nova língua. “Eles não pretendem funcionar como substitutivos de um curso de inglês”, ressalta. “Mas a necessidade do contato com outro idioma foi uma demanda que detectamos nas pesquisas que realizamos com o público do canal.”

Especialistas em educação infantil afirmam que a criança em idade pré-escolar é capaz de aprender duas línguas e que esse aprendizado é benéfico, desde que seja acompanhado pelos pais e não seja forçado. “A criança que ainda não sabe ler nem escrever associa a palavra a uma imagem”, explica a professora da PUC-SP Maria Angela Barbato Carneiro, especialista em brinquedos e área lúdica. “Por exemplo, a criança aprende que, com a disposição de letras de uma certa forma, é possível escreve seu nome. Mas se separarmos as letras, ela não vai saber rearranjar novamente.”

É justamente nesse aspecto que o desenho Word World trabalha. Os objetos e os nomes dos personagens que compõem a história são formados pelas letras e seus respectivos significados em inglês. Por exemplo, o pato se chama Duck e seu corpo é formado pela palavra “duck”. Em cada aventura, os amigos Sheep, a Ovelha, Frog, o Sapo, Pig, o Porco, Ant, a Formiga e Bear, o Urso, utilizarão o poder das palavras para solucionarem seus desafios.

Primos e bilíngues
A doutora em Psicologia Maria Regina Maluf, professora e pesquisadora em educação pela PUC-SP e também pela USP, garante que não é precoce o aprendizado infantil de outra língua, desde que a criança se mostre interessada. “Não pode ser uma obrigação. Tem de ser prazeroso”, diz ela. “O termômetro para saber se pode ou não pode ver esses programas é o interesse manifestado pelas crianças. Quanto mais cedo aprender uma língua estrangeira, com maior facilidade ela vai dominá-la quando adulto.”

Jimmy Leroy, vice-presidente de criação da Nickelodeon, aponta a globalização como um dos motivos para incluir na programação desenhos que ensinem inglês e mandarim. “As crianças entram em contato com as línguas estrangeiras cada vez mais cedo. Os pais adoram ver seus filhos aprendendo outra língua”, diz.

Dora, a Aventureira e Go, Diego, Go são primos e bilíngues. Dora é moderna, usa a internet e encara diversas aventuras com o macaco Botas. Já Diego adora natureza e é aventureiro. Ele defende a natureza a partir do Centro de Proteção de Animais, onde mora, no coração da floresta. Os dois desenhos passam em horários diferentes, mas têm o mesmo objetivo: a cada episódio, é ensinada uma frase em outra língua, como “Let’go to school”. “A curiosidade natural da criança deve ser canalizada para o aprendizado de novas coisas”, garante Maria Regina Maluf.

GO, DIEGO, GO
Diego é um garoto latino de 8 anos, bilíngue, que ama aventuras. Ele é primo da Dora. Em cada episódio, ele e sua irmã Alicia passam por diversas aventuras para defender os animais. Eles vivem no Centro de Proteção aos Animais, no coração da floresta.
No Nick Jr.: De seg. a sex., às 17h30, 19h30 e 23h30.

DORA, A AVENTUREIRA
Dora é bilíngue e junto com seu amigo, o macaco Botas, viajam pelo mundo enfrentando diversos desafios. Durante essas viagens, eles têm de falar, em inglês, algumas palavras.
No Nick Jr.: De seg. a sex., às 12h, 13h,14h30, 18h30, 20h30, 22h30 e 0h30.
Na TV Cultura: De seg. a sex, às 10h e 14h; sáb., às 10h.

NI HAO KAI-LAN
Kai-Lan é uma garota chinesa que vive nos EUA e aprende muitas coisas com seu avô, Yeye. A garota, junto com os amigos Rintoo, Tolee, Hoho e Lulu, descobre a cultura chinesa.
No Nick Jr.: De seg. a sex., às 13h, 18h, 20h e 0h.

WORD WORLD
Os personagens são formados pelas letras de seus nomes. Nesse mundo, quando uma letra se junta a outra e forma uma palavra, ela ganha vida.
No Discovery Kids: De seg. a sex., às 8h30; sáb. e dom., às 9h e às 19h.

SUPER WHY
Whyatt é um super herói que, com ajuda da liga dos
super leitores (Alfa Pig, Super Chapeuzinho e Princesa Pronto), precisa descobrir a palavra mágica do dia.
No Discovery Kids: De seg. a qui., às 17h30; sáb. e dom., às 12h30.

Um retrato do mundo do dia 24 de julho de 2010

Cena do filme mostra que uma mulher escolheu o dia 24 de julho para saltar de paraquedas

Cena do filme mostra que uma mulher escolheu o dia 24 de julho para saltar de paraquedas

Por: Felipe Branco Cruz

O que ocorre num dia comum? Normalmente, as pessoas acordam, escovam os dentes, vão tomar café, leem os jornais, vão trabalhar, voltam para casa, ficam com a família, dormem. Mas e se ampliássemos essa pergunta em escala planetária? Foi o que o diretor Kevin Macdonald e o produtor executivo Ridley Scott fizeram, por meio do YouTube, no dia 24 de julho de 2010. Eles pediram para que pessoas do mundo inteiro postassem vídeos de suas vidas neste exato dia, no próprio YouTube, para que fosse produzido o documentário Life in a Day (A Vida Em Um Dia, em tradução livre).

O documentário ficou pronto, participou de diversos festivais de cinema pelo mundo e, desde a última terça-feira, dia 1º, está disponível na íntegra no site de compartilhamento de vídeos, com legendas em 25 idiomas, inclusive em português. Ele pode ser visto abaixo. Mais de 80 mil pessoas enviaram um total de 4,5 mil horas de vídeo de 140 países diferentes. O resultado foi editado e condensado em 1h30 de duração.

Além de coisas banais, como escovar os dentes, passear com o cachorro e dormir, coisas extraordinárias também aconteceram neste mesmo dia. O filme acabou funcionando como um fascinante resumo deste dia para as gerações futuras. Há cenas de gente pulando de paraquedas, celebrações religiosas na Ásia, pessoas praticando surfe, soldados fazendo guerra, outros buscando a paz, bebês nascendo e velhos morrendo.

O destaque fica para o ótimo trabalho de edição, que buscou fatos semelhantes e os colocou próximos e no mesmo horário em que aconteceram mundo afora. Como diversas pessoas acordando ou caminhando na praia. Ou mesmo indo ao banheiro fazer xixi. Sim, muitos mandaram imagens como essas. Mas há também partos, de humanos e de animais. Esta parte, em especial, traz um brasileiro desconhecido, que grava o parto do filho, mas não termina a filmagem porque desmaia de emoção.

Sete bilhões no mundo
Ainda não há previsão de quando o filme vai estrear nos cinemas. Até o momento, o documentário foi exibido nos festivais de Sundance, Berlim, SXSW e de Sydney. Jornais como The Times, da Inglaterra, o definiu como uma “peça emocionante do cinema”, enquanto o americano Washington Post afirmou que se trata de uma “profunda realização”.

A ocasião para o lançamento na internet não poderia ser mais propícia. Afinal, foi nesta semana que chegamos a sete bilhões de habitantes no planeta. Life in a Day é, na realidade, uma incontestável prova do poder unificador da internet. Do quanto pessoas tão distante entre si estão conectadas. Como o morador de uma vilarejo na China e um investidor da Bolsa de Valores de Nova York. Ou a mulher africana que se ajoelha diante do homem em respeito a ele e um rapaz ocidental que assume para a avó, por telefone, que é homossexual.

Prova também que mesmo tendo culturas tão diferentes, no fundo, todos nós somos seres humanos e vivemos no mesmo planeta.

A Pele Que Habito, novo filme de Pedro Almodóvar

Por Felipe Branco Cruz

Somente após assistir ao novo filme do diretor espanhol Pedro Almodóvar, A Pele Que Habito, que estreia hoje nos cinemas, é que será possível entender o comentário que Melanie Griffith fez sobre seu marido Antonio Banderas. Segunda ela, o ator ficou “estranho” durante as filmagens. No longa, Banderas interpreta o médico Robert Ledgard, cuja mulher se suicidou após sobreviver a um acidente de carro e ter a pele do corpo desfigurada pelas queimaduras.

Ledgard passou, então, a dedicar sua vida a pesquisar peles artificiais, que sejam resistentes a queimaduras, picadas de mosquito e arranhões. Caso a pesquisa fosse bem-sucedida, as aplicações para essa nova pele seriam múltiplas, desde para pessoas com queimaduras pelo corpo, como sua mulher, até para fins estéticos.

Baseado no romance Tarantula (1995), do escritor francês Thierry Jonquet (1954-2009), A Pele Que Habito é tão surpreendente que quanto menos o espectador souber sobre sua trama, melhor. Não é exagero afirmar que este novo longa de Almodóvar se trata de uma obra prima. O diretor deixou de lado sua tradicional estética kitsch e os exagerados cenários para ampliar uma outra características de suas obras: a polêmica.

Desta forma, o resultado é um filme de suspense, que prende a atenção do início ao fim. Na trama, o médico Ledgard pode ser considerado uma espécie de Frankenstein moderno, que usa como cobaia Vera, uma misteriosa mulher que ele mantém em cativeiro num quarto da casa. Que mulher é essa? Como ela chegou até esse médico? Por que ela se submete a essas contínuas cirurgias plásticas? As respostas a essas – e muitas outras – perguntas vão sendo dadas aos poucos. Além disso, a relação entre os dois carrega uma sufocante tensão sexual não consumada.

Almodóvar criou uma trama não linear repleta de flashbacks e personagens secundários que, no fim, mostram ter ligação. E, prepara-se: reviravoltas permeiam toda a história. Trata-se de um daqueles suspenses noir de tirar o fôlego.

Carnaval
Há duas décadas que Pedro Almodóvar e Antonio Banderas não trabalhavam juntos no cinema. Os dois praticamente começaram juntos a carreira. Almodóvar como cineasta e Banderas como ator. Este é o sexto trabalho da dupla, que já trabalham em Labirinto de Paixões (1982), Matador (1986), A Lei do Desejo (1987), Mulheres à Beira de um Ataque de Nervos (1988) e Ata-me (1990). Não há como não destacar a excelente atuação de Banderas. O ator espanhol e Almodóvar parecem ter desenvolvido uma espécie de simbiose, em que o sucesso do trabalho de um é reflexo do outro.

A atuação de Elena Anaya, 36 anos, também merece nota (leia mais sobre a atriz ao lado). Ela interpreta a misteriosa mulher encarcerada na casa de Robert Ledgard. Outro destaque é a atriz veterana Marisa Paredes, que também retomou parceria com o diretor neste sexto filme dos dois juntos. Marisa, que já atuou em longas como Fale Com Ela e Tudo Sobre Minha Mãe, dá vida à governanta e cúmplice do médico.

Preste atenção ainda para as várias referências que Almodóvar faz ao Brasil durante A Pele Que Habito. O personagem de Banderas é filho de pai brasileiro com mãe espanhola. Além disso, um personagem fantasiado de onça surge na casa do médico durante o carnaval, fugindo do Brasil. Num outro momento, a cantora espanhola Ana Mena interpreta em português a canção Pelo Amor de Amar. O diretor já havia feito isso em Fale Com Ela (2002), quando Caetano cantou em espanhol Cucurrucucu Paloma.

Infelizmente, dar mais detalhes sobre a trama pode estragar, de maneira definitiva, as surpresas que o filme guarda. Almodóvar, de forma bastante perspicaz, também evitou um deslize como esse – tanto que o trailer nos instiga a assistir ao filme, sem revelar absolutamente nada sobre a trama. Mas uma coisa é certa: ao final, será possível entender por que Melanie Griffith achou que seu marido ficou tão “estranho” durante as filmagens.

Elena Anaya: a musa da vez de Almodóvar
A beleza da atriz espanhola Elena Anaya, de 36 anos, é um dos destaques de ‘A Pele Que Habito’. Na Espanha, Elena ficou conhecida pelo longa ‘Lúcia e o Sexo’, de 2001, em que aparece nua em cenas quentes de sexo. Sua carreira como atriz, no entanto, começou em 1995, no longa espanhol ‘África’, do diretor Alfonso Ungría. Em Hollywood, a atriz participou do thriller ‘Van Helsing’, como a assustadora personagem Aleera, a vampira. Dentre outros trabalhos, Elena também estrelou o clipe ‘Sexy Back’, de Justin Timberlake, em 2006.

Em ‘A Pele Que Habito’, a atriz divide com Antonio Banderas o posto de protagonista. Ela encarna Vera, uma linda e misteriosa mulher que vive trancada em um dos quartos da casa. Apesar de os dois se manterem distantes, é evidente a tensão sexual latente entre eles.

A atriz também já trabalhou com Pedro Almodóvar no longa ‘Fale Com Ela’, mas sua participação, interpretando Angela, foi muito pequena, quase uma figuração. Completamente diferente de agora, quando ela ganha, enfim, um papel de destaque.

Acredite no conhecimento

Muito bacana esse vídeo da Super Interessante, com trilha sonora do Fábio Andrade, lá do Driving Music

Um vídeo explicativo do porque migrar para o Google +

Será que agora vai?

Registro da passagem de Paul McCartney pelo Rio de Janeiro

Vídeo oficial da passagem da Turnê Up and Coming pelo Rio de Janeiro em 2011. Acompanhe entrevistas com patrocinadores e responsáveis pela vinda de Paul McCartney ao Brasil, imagens de bastidores e trechos dos dois shows realizados no estádio do Engenhão. Há também depoimentos de fãs e membros da equipe internacional de Macca. Um registro histórico! Confira!

Cenas de Nova York em novembro de 2010

Um vídeo que fiz com algumas cenas da minha viagem para Nova York no ano passado. Música da Alicia Keys, Empire State of Mind.Confira a letra traduzida e o vídeo legendado.

Nossa vida é definida pelo medo ou pelo amor. Ame

Muito legal esse vídeo:

Minha empreitada cinematográfica

Caros leitores deste humilde blog-monster. Resolvi me jogar no cinema. Já estou com dois filmes em produção. Um é nos moldes de Indiana Jones, passado em uma fazenda deserta na cidade de Bananal. O outro é uma comédia romântica, ambientada durante o carnaval do Rio de Janeiro de 2011. Veja abaixo o trailer dessas duas incríveis produções.

Uma seleção bacana de vídeos do OK GO

Meteoros em Barra Mansa

Interessante esse filme com meteoros atingindo os prédios do UBM

Como disfarçar um filme pornô

Sensacional esse video. Uma forma criativa de disfarçar um filme pornô

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